terça-feira, 27 de outubro de 2015

Zoo - James Patterson e Michael Ledwige



                                                                       Sinopse

Uma misteriosa doença se espalha pelo mundo, atingindo os animais, que passam a apresentar um inexplicável comportamento, caçando os humanos e matando de forma brutal. A princípio, parece ser algo que se dissemina somente entre as criaturas selvagens, mas logo os bichos de estimação também demosntram agressividade e as vítimas se multiplicam.Apavorado, o jovem biólogo Jackson Oz vê nessa bizarra realidade, a comprovação de uma previsão sua, que foi desprezada por todos. Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz inicia uma corrida contra o tempo para alertar os principais líderes mundiais, sem saber se as autoridades acreditarão em um fenômeno tão surreal.

                                                                         Resenha

Não sou fã de livros escritos a quatro mãos. E também não curto o James Patterson. Seu único livro que consegui ler inteiro foi Na Teia da Aranha e mesmo assim não achei grande coisa. Vocês então devem estar se perguntando por que cargas d’água decidi ler Zoo. Porque o tema é irresistível. Adoro livros onde bichos se voltam contra o ser humano e a premissa em que animais no mundo todo estavam adquirindo um comportamento anormalmente violento foi suficiente para me atrair.

A trama é narrada na primeira pessoa pelo protagonista, o biólogo Jackson Oz, e na terceira pessoa por diversos outros personagens. Minha primeira impressão de Oz foi ótima. O cara é espirituoso, irônico, um tanto cínico e isso cria uma empatia automática com o leitor. Apesar de em alguns momentos ele forçar no bom humor, fazendo com que situações extremamente perigosas soem como brincadeira de criança, seu temperamento me agradou bastante. Porém o livro é muito superficial. O romance de Oz com a ecologista Chloe, que no início promete render bons momentos e criar outro ponto de interesse no livro além da trama principal, acontece rápido demais. Eles se conhecem durante uma situação de perigo, voltam juntos para a América e praticamente já estão namorando. Não há profundidade nos personagens, pouco sabemos sobre suas personalidades, seu passado, seus conflitos. E Chloe praticamente não contribui em nada na trama. Além disso, a batalha de Oz em provar que algo de errado está acontecendo na natureza é também tratada superficialmente. Não sentimos sua ânsia em fazer com que as pessoas acreditem em suas teorias, sua frustração em ter suas hipóteses desprezadas, seu esforço em procurar aliados e nem seu alívio quando alguém compartilha de sua opinião.

Há outro problema na narrativa. Após a trama dar um pulo de cinco anos, a personalidade de Oz muda radicalmente. O rapaz brincalhão dá lugar a um homem sério, quase apático. É como se fossem duas pessoas diferentes.

Zoo é um livro desconjuntado, onde claramente se percebe as características de dois escritores que não conseguiram fazer uma simbiose e criar uma unidade. Não há como criar um vínculo com os personagens e mesmo sendo Oz um herói nobre, que luta por uma causa justa, ele não consegue transmitir vitalidade, é oco, e aí não dá pra se envolver com sua luta. Somente nos últimos momentos, em que ele toma uma atitude abnegada, negando-se o direito de encontrar sua família, pois isso colocaria em risco a estratégia montada para conter os animais, é que consegui criar uma empatia mais forte pelo protagonista. Os únicos momentos que realmente valem a pena são as cenas em que personagens aleatórios são atacados pelos mais diversos tipos de animais. Essas cenas permeiam o livro e dão uma atmosfera contagiante à narrativa. Fora isso, é um livro onde tudo acontece rápido demais, com muita ação e pouca emoção.
     

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Predador - Tess Gerritsen





                                                                          Sinopse

Um grupo de turistas desembarca em Botsuana para um safári e, sem que ninguém suspeite, há entre eles um assassino cruel, um predador que, ao fim de uma semana, transforma uma aventura na selva numa luta pela sobrevivência. O que ele não sabe é que, nessa caçada humana, uma de suas presas consegue escapar. Seis anos depois, em Boston, um homem é pendurado e eviscerado em sua própria garagem. A descoberta de um esqueleto enterrado em um quintal em outra parte da cidade faz com que a detetive Jane Rizzoli e a patologista Maura Isles desconfiem de que as duas mortes estejam relacionadas e de que o assassino vem cometendo seus crimes há anos. Todos os indícios apontam que a solução do caso está na África, e Jane precisa convencer a única sobrevivente do massacre a enfrentar a morte mais uma vez.

                                                                          Resenha

O Predador traz novamente a velha fórmula dos livros da série Rizzoli e Isles: assassinatos, um serial killer, detalhes forenses de revirar o estômago e a já costumeira testemunha que sobrevive a um massacre e tem papel fundamental na caça ao assassino. A sobrevivente da vez é Millie, uma personagem bastante cativante, que escapa de uma matança na África e é peça chave na solução de uma série de assassinatos que se deslocam até Boston, terra da dupla Jane Rizzoli e Maura Isles.
A história se divide entre esses dois ambientes e entre o passado e o presente. No passado, Millie narra suas desventuras em primeira pessoa, o que dá um sabor especial  à leitura. Conhecemos a fundo seus anseios, suas dúvidas e seus medos. Embora não admita isso para si mesma, Millie se sente atraída pelo seu guia de viagem, um homem rústico, impetuoso, destemido, mas cheio de mistérios. À medida que os membros da excursão vão sendo encontrados mortos um a um, a suspeita de que esse homem esteja por trás dos assassinatos aumenta, o que deixa a jovem Millie num grande dilema, dividida entre seu desejo de entregar sua segurança nas mãos desse estranho ou ficar do lado de seus companheiros. O suspense vai se intensificando, bem naquele estilo “O Caso dos Dez Negrinhos”, onde os personagens vão sendo vítimas de violentas mortes e as suspeitas aumentando entre os sobreviventes. Não posso deixar de ressaltar as cenas de Millie perdida na selva. Não gosto muito de descrições de paisagens e nem de cenas de perseguição, sou meio dislexo em acompanhar esse tipo de narrativa, mas o texto é tão visceral, que não há como não ficar envolvido. Era como se eu estivesse ao lado da personagem, dividindo com ela aqueles perrengues e buscando um meio de escapar daquele ambiente inóspito. Os perigos à que a jovem estava exposta, diante da possibilidade de cruzar com aquela variedade imensa de animais ferozes resultaram em cenas tão empolgantes que decidi ler Zoo de James Paterson logo em seguida.

No presente, nos deparamos com Rizzoli e Isles investigando um crime bárbaro. Para quem sentia falta das cenas nojentas que quase não tiveram espaço nos últimos livros, vai se esbaldar em muito sangue. Logo nos primeiros capítulos temos Maura fazendo o que faz de melhor: vasculhando a cena de um crime e chafurdando pistas em meio aos restos mortais da vítima e, logo em seguida, dissecando o cadáver e fazendo descobertas instigantes que mudam o rumo da investigação.
Em relação à vida pessoal das protagonistas, não esperem muitas emoções. Rizzoli está às voltas com os conflitos entre seus pais. Frank cada vez mais insuportável, querendo reatar o casamento e Ângela Rizzoli dividida entre fazer o que é certo e fazer o que deseja.  Quanto à Maura, está mergulhada numa crise existencial, deprimida e solitária, a ponto de perder o seu brilho. É uma personagem fascinante, mas que já está se tornando chata devido à sua tendência a se apegar àquilo que a faz sofrer.

A trama é bem intrincada, repleta de personagens e assassinatos acontecendo ou sendo descobertos à todo instante. É preciso ficar atento aos fatos e nomes para não se perder. Acho que alguns crimes eram desnecessários e só complicaram a história. Preferia menos assassinatos e uma trama mais enxuta. O ritmo é empolgante. Não há marasmo, seja no tempo presente ou nos flashbackcs narrados por Millie.

Apesar de ser um livro independente, O Predador terá um sabor especial para quem acompanha a série, pois há muitas referências a livros anteriores. Mesmo não acertando quem era o assassino, consegui pescar algumas pistas deixadas pela autora e cheguei perto de desvendar o mistério. Mas não chega a ser um livro totalmente previsível e ver Tess recuperando a velha forma me deixou otimista com os novos rumos da série.



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sete grandes professores da literatura

Robert Langdon

Uma enciclopédia ambulante. Professor de iconografia religiosa, Robert domina uma quantidade absurda de assuntos e os utiliza para decifrar os mais intrincados enigmas, frustrando assim os planos engenhosos de seus adversários. Porém, tem um ponto fraco: a claustrofobia, que o acompanha desde que caiu num poço quando tinha sete anos. Robert Langdon é uma espécie de alter ego de seu criador Dan Brown, vivendo as aventuras que o próprio autor gostaria de ter vivido. Um personagem simpático, que mesmo sendo uma figura constantemente requisitada pelo FBI na elucidação de crimes e impedido grandes tragédias ao desvendar herméticas charadas em tempo recorde, mantém sua humildade.




Otto Lidenbrock  

Um professor de mineralogia que ousou fazer uma das viagens mais imprevisíveis da literatura. Com seu vasto conhecimento, foi um participante essencial dessa incrível jornada. Porém, apesar de ser brilhante, tem um temperamento bastante difícil. Severo aos extremos, rabugento e avesso a distribuir elogios, é daquele tipo de professor que testa a perseverança dos alunos. Mas não se fazia de rogado quando se tratava a nós, leitores, valiosas aulas de de diversos assuntos durante a leitura dessa sensacional viagem ao centro da Terra.
Alaric Saltzman  

Ele chega à Mistic Falls, como o novo professor de História, mas se mostra um grande oponente dos vampiros que infestam a cidade. Apesar de ser um intelectual, Saltzman é um cara atlético, que se sai muito bem numa briga e não teme enfrentar o poder dos vampiros, mesmo sendo um mero mortal. Saltzman também é um parapsicólogo e seus conhecimentos são de importância vital na guerra que se trava entre as criaturas sobrenaturais que viram aquele lugar do avesso.







Mary Ashley

Mary é uma ingênua professora de geografia, especialista em assuntos da Europa Oriental, mãe de dois filhos e recentemente viúva, que aceita o convite para ser embaixadora dos Estados Unidos na Romênia. Ninguém entende o porquê de escolherem uma figura tão simplória para um cargo tão importante. Mas Mary não tarda a dizer a que veio. Pouco a pouco vai nos conquistando com sua doçura, com sua inocência, vai nos divertindo com suas gafes, suas trapalhadas ao se adaptar ao seu novo posto e ao novo país. Mostra também que é forte, mergulhando numa nova vida para superar a morte do marido, driblando os homens poderosos que a cercam, desempenhando brilhantemente sua função de diplomata.

Alvo Dublemdore


Seria o máximo ter aula de transfiguração na escola não é? Já pensaram, aprender a transformar um objeto em outro completamente diferente? Em Hogwarts, colégio onde Harry Potter estudou e aprendeu seus truques, havia essa disciplina. E quem a ensinava era o sisudo Alvo Dublemndore, que carrega a respeitável fama de um dos feiticeiros mais poderosos de todos os tempos. Por isso, recomendava-se muita postura em suas aulas. Mas o cara, apesar de rigoroso, no fundo era gente boa.

Srta. Desjardin

A professora de educação física foi a primeira pessoa a estender uma mão amiga a Carrie naquele colégio, onde o bullyng era uma rotina inalterável para a jovem garota. Só com esse gesto já ganhou a simpatia do púbico. Mas Desjardin foi além. Denunciou os agressores, lutou para que fossem punidos, enfrentou a ameaça de um pai arrogante que só desejava encobrir o erro da filha e agiu como um anjo da guarda de Carrie. Nem todos as consequências daquele incidente no vestiário ela conseguiu evitar, mas que ela tentou, isso não se pode negar.




Van Helsing

Ele é o mais famoso caçador de vampiros de todos os tempos, tendo a ousadia de perseguir o lendário Drácula e botado para correr o rei dos vampiros. Como professor, sua área é a filosofia e a antropologia, além de flertar com a ciência. Um caçador tenaz, que não recusa uma boa perseguição, mesmo que essa atravesse mares e o leve de Londres à distante Transilvânia. E um professor com um vasto conhecimento, que sabe a hora certa de utilizá-los e passa uma segurança reconfortante a seus seguidores.











domingo, 11 de outubro de 2015

Sete crianças que nos deram grandes lições

O Pequeno Príncipe

Ele veio do espaço. De outro planeta, de outra cultura e trouxe consigo ensinamentos que mudaram a visão de mundo de um homem e de várias gerações de leitores. O Principezinho aterrizou em solo terráqueo e encheu de significado a vida de um homem que já não conseguia ver nenhum sentido na vida.

O que ele nos ensinou?

A amar o que se tem, a dar valor às coisas simples da vida, que são as mais importantes, a cultivar a amizade para que ela renda seus frutos.

"O essencial é invisível aos olhos." 



Liesel

Depois de escapar da Morte por três vezes, Liesel ganha o respeito da própria, que passa a acompanhar sua vida e nos conta suas aventuras. Uma menina corajosa que, afastada de sua família, tem como único vínculo com as suas origens um livro que surrupia numa situação bastante inusitada. Sob as sombras da Segunda Guerra, Liesel se refugia na leitura, criando seu próprio mundo, mas sem se alienar da realidade que a cerca, 

O que ela nos ensinou?

A não deixar de sonhar, a buscar conforto na arte, mas não dar as costas ao mundo que está ao seu redor.

"Às vezes as pessoas são tão bonitas! Não pela aparência física nem pelo que dizem. Só pelo que são."



Anne Frank

Escondida junto de sua família num sótão para escapar do horror nazista, Anne Frank tinha como seu único confidente o seu diário, no qual discorria sobre sua rotina de medo, conflitos e tensão. Mas mesmo vivendo naquele ambiente claustrofóbico, ela mantinha a esperança de dias melhores, mesmo que não chegasse a fazer parte deles. Uma alma madura num corpo de criança é o que define Anne Frank.

O que ela nos ensinou?

A ter paciência mesmo nos momentos críticos, a enfrentar as dificuldades com maturidade e a não perder as esperanças na raça humana.
"Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana."


Sam

À beira da morte devido à leucemia, Sam decide escrever um livro sobre a situação em que vive. E ao invés de uma sequência de descrições sofridas sobre a sua rotina de internações, exames e sessões de quimioterapia, o garoto lança questões sobre a morte. Questões profundas e existenciais de como viver eternamente. Apesar de não mascarar sua triste realidade, Sam fala sobre tudo o que gosta, sobre o que não vai viver e formula perguntas que nos fazem questionar nossa própria realidade.

O que ele nos ensinou?

A se livrar das hipocrisias ditadas pelas convenções sociais, a encontrar mais estímulo em seu cotidiano a partir de cosias simples, a não ter medo de se entregar às suas próprias emoções.

“Morrer é a coisa mais boba de todas. Ninguém lhe conta nada. Você faz perguntas, e eles tossem e mudam de assunto.” 

Hassan

Todo mundo gostaria de ter um amigo como Hassan, mas poucos merecem. Um ser humano iluminado, que sacrificou-se por quem amava e mesmo recebendo em troca a traição, manteve-se fiel aos seus próprios sentimentos, aos seus princípios e permaneceu devotado ao seu amigo de infância mesmo tendo sofrido tanta ingratidão.

O que ele nos ensinou?

Lealdade, abnegação, honra e uma força de caráter inquebrantável.

“ Por você eu faria isso mil vezes.” 



Pollyanna

Ela via sempre o lado bom de tudo e transformou o otimismo em uma filosofia de vida. Para Pollyanna não havia tempo ruim, ela sempre conseguia tirar algo de bom de situações difíceis. Com seu “jogo do contente” tornou a sua vida e de se pai muito mais alegre e de quebra nos ensinou a entrar nessa brincadeira.

O que ela nos ensinou?

A ser otimista e encontrar humor, beleza ou simplesmente uma lição mesmo nos momentos difíceis.

“– Eu não vejo nada para ficar contente. Receber um par de muletas quando queria uma boneca!
– Pois o jogo consiste em ficar contente porque não precisamos delas! – exclamou Pollyanna, triunfante. – Veja como é fácil quando se sabe.”

Isadora Faber

Revoltada com os problemas de ensino da escola pública em que estudava, Isadora decidiu colocar a boca no mundo e criou no Facebook uma página denominada Diário de Classe, dedicada a denunciar a precariedade do ensino no seu colégio. Com isso, mobilizou pessoas e instituições, conseguindo que mudanças fossem realizadas em sua escola, mas também ganhou inimigos, que a atacaram com ameaças, críticas, agressões e até mesmo processos. Mas nada disso a demoveu de sua luta e hoje é uma grande ativista em busca de melhorias no ensino, tendo já alcançado diversas conquistas.

O que ela nos ensinou?

A questionar o que julgamos errado e reivindicar melhorias a que temos direito.

"Não é só porque é uma escola pública que não pode ter um ensino de qualidade."

domingo, 4 de outubro de 2015

Sete namorados que tocaram o terror

Michael

Asheley conheceu Michael num bar, e após umas bebidas a mais, resolveu ficar com um rapaz da classe operária, pertencente a um mundo muito diferente do seu. Mas o que para ela foi apenas a diversão de uma noite, para ele foi o início de um namoro. E o aparente jovem de pouca instrução logo se revelou dono de uma mente maquiavélica. O rapaz primeiro tentou manter o relacionamento através de cartas de amor, e-mails e telefonemas. Como não obteve resultado, foi sutilmente se aproximando da vida da garota, cercando-a por todos os lados. Gênio da informática, Michael descobriu vários pontos vulneráveis tanto da pretensa namorada, quanto de sua família e armou uma cilada tão eficaz para ter a todos em suas mãos, que parecia impossível para Ashley, seus pais e sua madrasta escaparem ilesos de seu assédio.



Olaf

Ao retornar ao seu emprego no banco após uma longa licença devido a problemas emocionais, Sabine tem uma boa surpresa ao encontrar ali Olaf, antigo amigo de seu irmão, trabalhando como técnico de TI. Olaf é charmoso, simpático, bonito e cobiçado por sua chefe. É por isso que Sabine se espanta quando ele começa a paquerá-la, justo ela, uma moça tão sem atrativos. Mas logo a moça descobre que seu novo namorado é bom demais para ser verdade. Ao poucos, Olaf vai mostrando um lado possessivo e, temendo que o abuso psicológico evolua para a violência fica, ela decide se distanciar. E é aí que as cosias ficam feias.






Beau

Ele era apenas um universitário que namorava a doce Cassy e tinha uma grande amizade por Pitt, que apesar de ter uma quedinha pela namorada do amigo, era leal e o respeitava. Mas tudo mudou quando Beau encontrou uma estranha pedrinha. A leve picada que recebeu ao tocar no objeto foi apenas um desconforto. O problema veio depois, com a rápida mudança em seu comportamento. Beau ficou violento, e numa briga durante um jogo, demonstrou que desenvolvera uma força descomunal. Logo, as mudanças se tornaram visíveis em sua aparência física e o que antes era um belo rapaz, logo se tornou uma criatura bem desagradável de se ver.





Lee

Eles se conheceram numa balada e desde então a vida de Cathy nunca mais foi a mesma. O relacionamento foi tão traumático que ela desenvolveu um transtorno obsessivo compulsivo que tornou seu cotidiano um martírio. O medo de Lee voltar era tão grande, que a jovem obrigava-se a ceder a pequenos rituais diários para sentir-se razoavelmente em segurança. Um namoro marcado pela dor, pelo medo, pela extrema violência e pelo constante risco de vida que era estar ao lado de alguém tão imprevisível.






Daniel

Daniel é um serial killer diferente. Ele tem remorso, sofre de paranoia, tem crises existenciais. É um escritor em ascensão que vagueia com desenvoltura pelo mundo editorial, mas sua vida pessoal é um caos. Ele mata quem se interponha em seu caminho, principalmente namoradas que se tornem um estorvo. Mas à cada crime se afunda mais e aos poucos perde o controle dos acontecimentos. Isso porque ele não é um psicopata, que comete assassinatos com uma frieza cirúrgica. Ele é uma alma atormentada, com um acontecimento mal resolvido em seu passado envolvendo uma professora, a dona da echarpe que o acompanha, objeto este usado como arma em seus crimes.



Ken Mallory

Eles já começaram o namoro muito mal. Ele, apostando com os amigos que a seduziria. Ela, fingindo não saber de nada e fazendo-o de bobo. Mas o resultado desse jogo foi que eles pareceram se entender e apostas e desforras à parte, tinham tudo para começarem um relacionamento sério. Ken parecia arrependido e disposto a assumir a jovem médica como sua namorada, compensando suas canalhices com muito amor. Mas um imprevisto provou que ele não havia mudado e que havia coisas muito mais importantes que viver um grande amor. E para alcançar seus objetivos, valia tudo, até matar.




Stefan

Muito antes de Helena, ouve Callie, por quem Stefan se apaixonou e com quem viveu um conturbado romance. Dos dois irmãos, Damon é o de temperamento mais explosivo e de índole mais cruel. Mas embora Stefan pareça ser inofensivo, seu comportamento pacato foi adquirido através de muito esforço. O vampiro só conseguiu conter sua violência, abrindo mão do sangue humano. Mas basta ele ceder à sua sede para que se revele um monstro muito mais perigoso que seu irmão. Isso porque Stefan não tem o mesmo controle que Damon e uma vez entregue aos seus instintos, ele se torna uma fera incontrolável. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Melhores momentos da Bienal Rio

Todo leitor assíduo aguarda ansiosamente que a Bienal aconteça acontece em sua cidade. Mas alguns são mais fanáticos e se a Bienal não chega até eles naquele ano, eles vão até a Bienal. E foi o meu caso. Não satisfeito com a de 2014 aqui em São Paulo, tive de comparecer à do Rio de Janeiro no mês passado. E, conforme exigência do Guto, do blog Consumindo Sagas, aqui vão os melhores momentos do evento.

Quem vai à bienal para comprar livros, acreditando que haverá ofertas imperdíveis, se engana. São raríssimos os livros em promoção. Mesmo assim não me contive e nos dois dias que compareci tive de trazer algumas coisas, mesmo estando minha lista de não lidos beirando os 20 volumes. Caixa de Pássaros eu já havia lido, mas era emprestado. E como o Josh estaria lá no dia seguinte, precisava do livro para receber o autógrafo e então uni o útil ao necessário, além disso, foi um dos raros casos de oferta eu encontrei. Dias Perfeitos eu também já tinha, mas não levara comigo e comprei pelo mesmo motivo do livro do Mallerman:  para ser autografado.  Estava louco para ler algo da Anne Holt e não resisti ao 1222. Zoo de James Paterson é outro que já cobiçava. Apesar de não gostar muito de John Katzenback, o preço de E o Que Vem Depois foi tentador demais. Não vou comentar todos, mas os que mais se destacarem serão resenhados, como já o foi o caso de O Dom, de Robert Ovies


A maior atração internacional foi, sem dúvida, Josh Mallerman, autor do excelente Caixa de Pássaros. Depois de quase duas horas na fila, cheguei lá e descobri que não poderia tirar fotos com meu celular. Mas havia um fotógrafo da editora que registraria o momento de cada participante e em três dias as fotos ficariam acessíveis no site da Intrínseca. Não acreditei muito que todos os fãs teriam a foto publicada lá. Mas cumpriram o prometido e o resultado está aí: uma foto muito melhor que as tiradas com me celular zoado. E Josh até que foi bem polido.


A Novo Século, além de ser  a editora com mais promoções (15 por cento de desconto em diversos títulos), teve um diferencial bem bacana. Vários autores nacionais estavam presentes, divulgando seus trabalhos. Apesar de às vezes ser um tanto incômodo você ser abordado a todo instante por um escritor tentando vender seu peixe, achei legal essa ideia de aproximar autores e leitores dessa forma.




Raphael  Montes foi um dos autores que mais me motivaram a comparecer à bienal. Havia perdido a noite de autógrafos dele aqui em São Paulo na livraria Cultura e gostaria muito de conhecê-lo, até porque já havíamos conversado pelo skoob e  pelo facebook. Raphael é um cara super aberto, que tem uma relação de interatividade muito intensa com seus fãs e pessoalmente não foi diferente. Muito simpático, conversamos bastante sobre seu novo livro, O vilarejo.



Alguns estandes estavam de encher os olhos. Na Suma das Letras havia modelos, segundo dizem hollywoodianas, com o figurino da capa de Joyland, de Stephen King. A Universo dos Livros exibiu num telão um trailer de toda a série da Irmandade da Adaga Negra, A Leya montou um trono de ferro, em homenagem a Game Of Trhones, e muitas outras atrações.

Só tenho a reclamar da logística. O Riocentro, local onde ocorreu  Bienal, fica situado numa região afastada demais e devido a algumas obras, o desvio era por um caminho que não tinha nem pavimentação. Acostumado às facilidades de acesso da bienal aqui de São Paulo, onde há até fretados gratuitos do metrô até o Anhembi, estranhei bastante. Mas valeu muito a pena pois o problema foi apenas chegar e ir embora, lá dentro foi uma grande festa.