domingo, 30 de abril de 2017

Boneco de Pano - Daniel Cole


Sinopse 

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Logo, sua ex-parceira de polícia Emily Baxter, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano. Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf. Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente.

Resenha

Sabe quando você conhece uma pessoa, a acha hiper legal, mas aos poucos ela vai mostrando várias defeitos e você passa a ficar com bronca dela? É o caso de Boneco de Pano. O livro já começa com muita ação, com um prólogo cheio de expectativa, tensão e uma explosão de violência. E a leitura prossegue nesse nível até mais ou menos a página setenta. Um tom sinistro, uma premissa que promete uma alucinante corrida contra o tempo e pitadas de humor negro. Personagens interessantes, cada um bem delineado, com características fortes. Sem falar na descrição do tal boneco de pano, uma bizarrice constituída por partes dos corpos de seis vitimas, que é de arrepiar.

Mas a partir do momento em que a proposta do livro é colocada e os personagens apresentados, o autor começa a perder a mão. A começar pela insistência em inserir piadinhas ridículas nos diálogos. Humor é sempre muito bem vindo em historias policiais, Agatha Christie, Robin Cook e Harlan Coben são grandes exemplos disso, mas no caso de Daniel as tiradas são tão ruins que chegam a dar vergonha alheia. Além do que muitas delas vem nos momentos mais inoportunos.

Quanto aos personagens, que pareciam tão fortes no início, foram se descaracterizando à cada capítulo. Todo mundo parece meio surtado, como se estivessem um tom acima. Personagens muito incoerentes, que em alguns momentos ficavam irreconhecíveis. Era como se o autor ao invés de construí-los, os desconstruía. O único personagem com quem simpatizei e que demonstrou uma certa evolução foi o perito nerd Edmund, que aos poucos vai ganhando o respeito da corporação conforme demonstra sua competência.

Há muitos pontos positivos também. O livro tem um ritmo incessante, não há cenas arrastadas. Há momentos de grande dramaticidade, o autor pinta cenas cinematográficas que realmente empolgam. A maneira como os assassinatos são cometidos são bem engenhosos. Mas o livro tem um estilo muito desigual, parece ter sido escrito por várias pessoas. Dava muita raiva quando o clima de suspense era quebrado por alguma das bobajadas que os personagens viviam cuspindo. O autor é muito desajeitado ao conduzir a trama, chegando a torná-la confusa em alguns pontos. O resultado foi uma leitura que pode até ter me cativado em alguns momentos, mas que depois de tantos tropeços, cheguei no final sem nem me importar mais com o mistério, só queria que acabasse logo.

sábado, 22 de abril de 2017

A Lista do Nunca - Koethi Zan


Sinopse 

Após um acidente de carro que sofreram quando ainda tinham dez anos, Sarah e Jennifer, amigas inseparáveis, passaram anos escrevendo o que chamaram de Lista do Nunca: uma lista de ações e atitudes que deveriam ser evitadas, a qualquer custo, para que se mantivessem a salvo.
Numa noite, no entanto, ao entrarem em um táxi, as garotas foram sequestradas por um adepto do sadismo, elas ficam acorrentadas em um porão com mais duas garotas por três anos. Dez anos depois de conseguir fugir, Sarah ainda tenta levar uma vida normal. Seu contato com pessoas é mínimo. Seu sequestrador, porém, está prestes a conseguir uma condicional e, mais do que preparar um belo discurso de vítima, Sarah sente que este é o momento de agir. Para isso, vai enfrentar seus terríveis traumas em busca de uma história que nunca fora revelada.

Resenha 

Esse livro foi uma indicação da Luna, leitora aqui do blog. Nunca tinha ouvido falar, mas li a sinopse, achei irresistível e logo fui atrás do livro. O resultado foi uma leitura rápida, absorvente, mas com alguns senãos. O livro começa falando brevemente sobre a convivência de Sarah e Jennifer, duas amigas que após um acidente apegam-se tenazmente à lista do nunca, uma série de regras que visam fazer com se que se sintam seguras. Porém, quando abrem uma exceção entrando num táxi, elas são sequestradas pelo motorista. Assim que isso acontece o livro dá um salto no tempo e encontramos Sarah já com seus trinta e poucos anos, sofrendo de uma grave fobia social, o que a obriga a viver confinada em seu apartamento com quase nenhum contato com o mundo exterior.

Mas chega o momento em que a protagonista precisa enfrentar seus medos e a iminente condicional de seu sequestrador é o que a motiva a sair dessa cápsula protetora e procurar uma maneira para que ele não saia da cadeia. É bem curioso acompanhar Sarah retornando ao mundo exterior, se aproximando das pessoas com hesitação e ainda presa às regras da lista do nunca. É como se ela estivesse engatinhando novamente, procurando se firmar num mundo que do qual fugiu. Mas a autora poderia ter explorado esse seu trauma com muito mais profundidade. Um assunto tão em voga ultimamente merecia ser abordado com mais ênfase.

O livro faz algumas incursões no passado, narrando o período em que Sarah, Christine, Tracy e Jennifer ficaram presas no porão do sequestrador. Essas cenas permeiam toda a narrativa, são bem curtas, mas dão uma boa ideia dos horrores que as jovens passaram nas mãos de um sádico durante anos. A autora também fala um pouco sobre a vida pregressa de cada menina, desde sua infância até o momento em que suas vidas se cruzaram com a do sequestrador.

O livro tem um texto ágil, uma narrativa bem dinâmica, cheia de reviravoltas, tanto que as páginas corriam sem que eu percebesse. Mas o problema é que tudo é muito superficial. Não há muito esforço na construção dos personagens, algumas situações de tensão se resolvem rápido demais, não dá tempo de se envolver, e a investigação é muito corrida. É uma trama muito interessante, foge de muitos clichês seguindo por um caminho inesperado, tem momentos bem aflitivos e a ação é do início ao fim. Por isso curti a leitura, é um livro que te prende, com uma história impactante, só deveria ser melhor elaborado. Senti pressa na escrita. Agradeço muito a sugestão e quem tiver outras peço que coloque aí nos comentários. É muito bom conhecer novos autores.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Toxina - Robin Cook


Sinopse

Toxina conta o drama de Kim Reggis, conceituado cirurgião cardíaco que luta para salvar a vida de sua filha que contrai a perigosa bactéria E. coli O157:H7, numa noite em que consome hambúrguer mal passado numa lanchonete. Desesperado e sem conseguir impedir a progressão da doença em sua filha, que está prestes a morrer, ele se lança em uma arriscada investigação que leva às indústrias de carne dos EUA e suas perigosas práticas. Ele e sua ex esposa agora estão juntos novamente para descobrir a origem e evitar a morte de milhares de outras crianças como sua filha, eles só não esperavam que os grandes chefões das indústrias pudessem agir de modo tão brutal para impedir que seus segredos venham à tona.

Resenha

Há muito eu queria reler algum livro antigo de Robin Cook, da fase em que ele ainda seguia sua eficaz fórmula de escrever suspense médico. Ele continua escrevendo nesse gênero, mas sua abordagem mudou tanto que é difícil encontrar em seus últimos livros os elementos que o consagraram. E com todo esse recente  escândalo sobre carne contaminada que repercutiu do Brasil para o mundo, eu não podia fazer uma escolha mais oportuna que Toxina. Obra escrita em 1998 e que, desde aquela época, já alardeava a negligência das indústrias de carne e os perigos que isso representa.

Kim é um dos protagonistas mais controversos da obra de Cook. Um cirurgião cardíaco que, mesmo tendo perdido parte de seus status
profissional devido à implantação de um novo plano de saúde no hospital onde trabalha, não perdeu sua arrogância. Mas quando sua filha adoece ele descobre que nem toda sua prepotência são suficientes para fazer com que a máquina do sistema de saúde trabalhe a seu favor. E a petulância se une ao desespero, o que resulta numa combinação catastrófica. Muitas vezes Kim perde o controle, deixando seu temperamento explosivo falar mais alto e, mesmo com toda sua prepotência, é impossível não sentir empatia pelo pai que desesperadamente procura salvação para sua filha e se depara apenas com uma muralha de detalhes burocráticos, ao invés de receber apoio daquele sistema ao qual ele serviu por tantos anos. Acho que todo mundo que necessitou do serviço público de saúde sabe o que é isso e, dessa forma, é difícil não se identificar com o personagem.

Quanto às informações sobre as condições de processamento da carne na indústria frigorífica, Cook não poupa nosso estômago. Alguns detalhes do que acontece desde o abatimento dos animais até o momento em que a carne chega em nossa mesa são tão repulsivos
que não dá pra olhar para um pedaço de bife da mesma maneira. O autor nos passa informações grotescas a respeito da negligência nos cuidados sanitários com a manipulação da carne, narra peculiaridades sobre o aproveitamento de material animal impróprio na produção de hambúrgueres e denuncia abertamente o acobertamento dos órgãos públicos que visam apenas seus próprios interesses.

O livro tem momentos bem dramáticos, com um suspense que vai surgindo aos poucos até explodir em momentos de grande adrenalina. Não há muito mistério no enredo, sabemos de antemão quem são os vilões e a emoção fica mais por conta das descobertas chocantes que Kim vai fazendo conforme segue em sua busca por justiça. O final é bem típico dos livros de Cook, com a ação se desenrolado até as últimas páginas até se alcançar um desfecho impactante. Confesso que o final me decepcionou um pouco, esperava uma reviravolta que até veio, mas de uma maneira diferente do que eu gostaria. Mas foi o melhor que o autor pode fazer para não tornar a conclusão algo fora da realidade, até porque o livro precisava ser verossímil para que o recado sobre toda essa negligência fosse dado. E posso dizer que funcionou, pelo menos até certo ponto. O livro não me convenceu a me tornar vegetariano, mas me alertou sobre os muitos perigos que envolvem o mau manuseio da carne.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Vida Dupla - S.J. Watson



Sinopse

Quando Kate é assassinada, a única forma que sua irmã Julia encontra de lidar com o luto é fazer o trabalho da polícia: procurar o assassino. Porém, ao descobrir que a irmã tinha perfis em sites de relacionamentos para conhecer homens e fazer sexo com eles, virtual ou não, o que antes era uma busca por um criminoso se torna uma exploração de suas fantasias sexuais mais secretas. Quando conhece o atraente Lukas, ela se entrega a um relacionamento que a faz se sentir viva novamente, após anos de um casamento onde a paixão há muito se apagou. Mas entrar nesse mundo coloca em risco seu casamento, sua família e sua própria vida.

Resenha

Apesar de se tratar claramente de um enredo policial, com um assassinato misterioso e tudo mais, no início do livro todo o clima de suspense é afogado pelos dilemas da protagonista, o que torna a narrativa bastante lenta. Julia é uma mulher de trinta e poucos anos que tem uma vida financeira estável, faz alguns bicos como fotógrafa mais como hobbie do que por necessidade, tem um casamento morno e um filho adotivo, que na verdade é seu sobrinho, filho de sua irmã, com quem tem uma relação conflituosa. E são esses desentendimentos que a fazem se remoer de culpa quando descobre que sua irmã foi assassinada. É totalmente justificável esse sentimento, o problema é que Júlia se culpa por tudo durante o livro inteiro. Ela se culpa por ter se afastado da irmã, se culpa por trair o marido, se culpa por mentir para o amante. Seu discurso é uma interminável ladainha de autorecriminação que ao invés de me fazer sentir empatia pela personagem, só me deixou irritado. Por todos esses dilemas o início do livro me exigiu perseverança pra continuar. Não que seja arrastado, mas a ação é mais psicológica. Acompanhamos a dor de Julia com a morte da irmã, sua decisão de investigar por conta própria seu assassinato ao descobrir que ela se encontrava com homens que conhecia pela internet e sua incursão nesse mundo com o qual não tem nenhuma familiaridade. Em sua narrativa em primeira pessoa a personagem compartilha conosco seus receios, suas descobertas e enfim os prazeres que escondem essa sua aventura.

Lá pela terceira parte o ritmo do livro começa a intensificar e o suspense então só aumenta. Muitos acontecimentos são previsíveis, mas não de uma maneira que me fizesse perder o interesse pela trama e sim no sentindo contrário, aguçando ainda mais minha curiosidade. Sabia que determinado fato aconteceria, mas queria saber quando, como e qual seria a reação dos personagens. E muita coisa me pegou de surpresa também. Foi agoniante acompanhar a protagonista se emaranhado cada vez mais na teia de seus próprios erros, presa numa armadilha devido sua imprudência, num jogo em que cada passo podia representar a sua destruição e a de sua família. Por muitas vezes xinguei Julia por ser tão tola a ponto de se envolver daquela forma com um completo desconhecido, por não questionar se o que ele dizia sobre si mesmo era verdade, e de manter o relacionamento mesmo quando suas desconfianças começaram a surgir. Mas em outros momentos compreendia que sua ingenuidade não era burrice, que até as pessoas mais espertas estão sujeitas a passar por tal situação.

Quanto ao final, acertei algumas coisas, outras me pegaram de surpresa, mas em relação ao assassinato da irmã de Julia ficou tudo muito bem explicado. Não houve nenhuma ponta solta, achei a solução plausível, o problema foi o destino dos personagens. O livro se encerra numa cena muito tensa, cujo desfecho fica em aberto. Em livros policiais não tenho muito interesse em saber o que aconteceu com os personagens depois que tudo se resolve. Pra mim tanto faz quem ficou com quem, que rumo fulano seguiu na vida ou como se recuperou de um trauma. Mas nesse caso a cena tinha um dilema forte e foi cortada abruptamente. Me senti no vácuo quando terminei a última página. Mas não vou detonar o livro por causa disso. Essa falta de desfecho não é um mero detalhe a ser descartado, o autor poderia ter se esforçado um pouco mais para concluir seu livro de modo digno, mas isso não apaga as boas horas de leitura que a trama me proporcionou.

Além disso, o livro é um grande alerta sobre os perigos que se escondem por trás das redes sociais. Não dá nem pra afirmar que somente o uso indevido da internet nos deixa vulneráveis, pois todo o cuidado que possamos ter nem sempre é o bastante quando há alguém do outro lado com intenções maliciosas. Mostra o quanto ações aparentemente fúteis, como postar uma foto no facebook, usar um localizador no celular ou acessar um site de relacionamento nos deixam expostos.




segunda-feira, 10 de abril de 2017

Sete piores thrillers que li na vida


Nem sempre o livro é tudo aquilo que esperávamos. Passamos por muitas decepções em nossa vida de leitor. Em alguns casos, a leitura se transforma num castigo e quando você termina e apenas constata que o livro era ruim de verdade, dá uma revolta pelo tempo perdido. Como todo leitor, já tive muitas decepções literárias, mas quando se trata de um thriller, meu gênero favorito, a dor é maior. Por isso vou compartilhar com vocês um pouco dessa minha sofrida experiência. Os sete piores momentos da minha vida de leitor. 

Vingança da Maré

Como pode uma autora estrear na literatura com uma obra prima que foi o suspense psicológico No Escuro e no segundo livro nos presentear com um fiasco sem tamanho? Ela praticamente só fala sobre aulas de poledance, com uma protagonista nada carismática e um enredo onde quase nada de importante acontece. Um livro que, devido as minhas altas expectativas tendo como base o anterior, eu defino como broxante. Como o terceiro livro, Restos Humanos, não foi ruim, acredito que tenha se tratado de um mero escorregão em sua carreira e vou relevar. Mas que ela não faça mais isso.


Indo Longe Demais

A premissa desse livro é sensacional. Uma mulher que passa por uma grande tragédia e então decide abandonar a família e recomeçar sua vida numa outra cidade, com uma nova identidade. Mesmo tendo lido resenhas negativas, quis conferir, pois não acreditava que o livro pudesse ser ruim. Mas é e muito. No comeco até que estava gostando, mas conforme ia avançando a leitura fui descobrindo que o livro só dava voltas e não chegava a lugar nenhum. Só terminei para saber qual era o tal segredo da protagonista e fiquei indignado quando topei com uma informação mentirosa da sinopse. Querem enfeitar o enredo bem, mas não precisa mentir.


Em Busca de Um Novo Amanhã 

Assim que soube do lançamento desse livro fiquei com muita raiva da autora em fazer uma continuação do clássico Se Houver Amanhã, um dos livros de maior sucesso de Sidney Sheldon. Mas, mesmo sendo contra a sequência a curiosidade falou mais alto e não resisti em saber o que ela faria com os personagens tão queridos da obra original. E o livro foi bem pior do que eu esperava. Tilly ignorou a cronologia dos acontecimentos, trazendo a história que se passava nos anos oitenta para os dias atuais, descaracterizou personagens, tornando-os apáticos, e nem se deu ao trabalho de tentar imitar o estilo de escrita de Sidney, como fez com os livros anteriores da marca Sheldon. Mas o livro não é apenas ruim como sequência de um clássico. É ruim por si só. Os roubos não tem emoção, golpes amadores e a investigação dos assassinatos é praticamente abandonada no decorrer da narrativa, pra ser retomada no final, com a identidade do assassino não me surpreendendo nem um pouco.


Cuco

A sinopse do livro me encantou. Como não se interessar pela história de uma mulher que acolhe em sua casa a amiga que ficou recentemente viúva e aos poucos a vê tomando o seu lugar? A escrita de Julia é primorosa, tem uma fluência agradável, é quase poética. Mas conforme a história foi se desenrolando, ou enrolando, percebi que o livro não chegaria a lugar nenhum. A trama lança diversos mistérios que ficam sem resposta, a protagonista toma algumas atitudes que me fizeram perder qualquer empatia por ela e o mais irritante, a autora parece evitar as cenas do conflito, como se não conseguisse escrevê-las. Julia conseguiu desandar a receita de uma maneira revoltante, pois o livro tinha muito potencial. Ela mutilou sua própria obra e isso foi imperdoável.


O Enigma do Quatro

Detestar esse livro não é uma exclusividade minha, muita gente que leu o detonou. Lançado na época  de O Código da Vinci, é mais um dos inúmeros livros que pegaram carona no sucesso de Dan Brown, mas não cumpriu nem um décimo do que prometia. Os autores realmente tem um vasto conhecimento sobre o renascentismo, assunto principal da trama, mas jogam um monte de informações em cima do leitor sem levar em conta de que há um enredo a ser seguido. Ou seja, o livro não tem ritmo algum, com um pseudo enredo que se perde naquele emaranhado de erudição.


À Sombra de Uma Mentira 

Essa foi, sem sombra de dúvida, minha pior leitura de 2016. Topei com alguns livros ruins, mas esse merece o troféu abacaxi. Também foi resenhado aqui no blog e só o terminei justamente para escrever a resenha, pois era um livro de parceria com a Record. Sempre que faço uma resenha negativa eu tento ressaltar alguns pontos positivos da obra, pois é raro um livro ser cem por cento ruim. Mas no caso desse praticamente, nada se salva. O prólogo é bem promissor, mas daí em diante o enredo vira uma confusão que parece não ter fim. A autora não consegue se encontrar. Nem sei como um livro desses foi publicado.


Fetiche

Li esse livro há muitos anos e o que me traumatizou foi o excesso de interjeições que a autora utilizava. Parecia que ninguém conseguia iniciar uma frase sem soltar um hummmm, uohuo, mmmmm. Era algo tão irritante que eu tinha vontade de atirar o livro longe e só não abandonei a leitura porque não tinha esse costume na época. Mas, além desse vício da autora, que me dava nos nervos, o livro é muito tosco. Por mim tanto faria se os personagens se explodissem porque nada na trama me cativava. E o pior: na orelha do livro diz que a autora, uma jovem modelo que de uma hora pra outra resolveu virar escritora, é considerada a nova Agatha Christie.