terça-feira, 7 de março de 2017

Sete mulheres que sacudiram a literatura



Clarice Lispector

Nascida na Ucrânia, Clarice veio para o Brasil com dois anos de idade devido à crescente perseguição aos judeus. Ela se definia como tímida, mas ousada ao mesmo tempo, não se fazendo de rogada ao divulgar sua arte. Chegava nos jornais dizendo: "Eu tenho um conto, você não quer publicar?”. Até que uma vez levou um texto ao editor Raymundo Magalhães Jr. que olhou, leu um pedaco e disse: “Você copiou isto de quem?”. Ela respondeu: “De ninguém, é meu”. Ele disse: “Então vou publicar”. Assim começou a carreira de uma das mais importantes escritoras do século vinte. Sua obra narra principalmente a vida cotidiana simples em contraste com tramas de forte enfoque psicológico. Clarice não se considerava uma intelectual, pois se dizia movida pela emoção.


Mary Shelley

Foi numa noite de verão em 1831 que tudo começou. Sentados em torno de uma fogueira numa propriedade à beira de um lago em Genebra, um grupo formado por Lorde Byron, o jovem médico John William Polidori, amante do poeta, o escritor Percy Shelley e sua mulher Mary se divertiam lendo histórias alemãs de fantasmas, fazendo com que Byron sugerisse que cada um escrevesse o seu próprio conto sobrenatural. Nenhum deles levou à serio a brincadeira, mas Mary concebeu aí a ideia de Frankenstein, no início um história curta, mas com o incentivo do marido, se tornou um romance, publicado em 1818. Com ele, além de escrever um clássico do horror, Mary deu origem à uma criatura que se tornou um ícone da cultura pop.


Emily Bronte 

Embora mal compreendido pela crítica na época de seu lançamento, devido ao seu clima sombrio, O Morro dos Ventos Uivantes se tornou um clássico e influenciou gerações de escritores, permanecendo até hoje, 170 anos ainda muito vivo no mundo editorial. Irmã das também escritoras Charlotte e Anne Brontë, foi a quinta dos seis filhos que tiveram Patrick Brontë e Mary Branwell. Na casa dos Brontë trabalhava Thabitha, uma empregada que costumava contar histórias às crianças (que mais tarde foi homenageada com a fiel personagem Nelly Dean, na obra de Emily) e o mundo do faz de conta aumentou o interesse dos irmãos pela leitura. Embora tenha escrito alguns poemas, O Morro dos Ventos Uivantes foi o único romance de Emily, talvez a mais introspectiva, arredia e solitária das irmãs Brontë.


Charlote Bronte 

Enquanto sua irmã Emily se enveredava pelo estilo mais romântico, lúgubre e melancólico, Charlotte Bronte seguiu por um caminho mais ousado com sua obra Jane Eyre, cuja protagonista quebrou vários estereótipos. Quanto à autora, um fato que a marcou demais foi o período em que viveu numa escola do clero, enviada para lá por sua tia, onde as condições eram tão precárias que duas de suas irmãs tiveram a saúde gravemente afetada, morrendo um ano depois de tuberculose, doença que também levou Emily Bronte, sua irmã mais famosa, anos mais tarde. A vivência nesse internato foi descrita em várias de suas obras. Apesar de inovar na literarura Charlotte era politicamente conservadora, tendendo mais para a tolerância em vez de revolução. Tinha um senso moral muito forte, mas apesar de tímida, sabia muito bem defender seus ideais.


Virginia Woolf

Filha do escritor, historiador, ensaísta e biógrafo de Sir Leslie Stephen, Virgínia teve uma vida emocional conturbada devido ao transtorno bipolar, cuja origem pode ter sido tanto dos rumores de abuso por parte de seus meio irmãos, quanto de uma predisposição hereditária. Em cinco de maio de 1895, quando morreu sua mãe, Virginia, então com 13 anos, sofreu seu primeiro colapso mental. Woolf começou a escrever profissionalmente em 1900 com um artigo jornalístico sobre Haworth, a casa da família Brontë, para o Times Literary Supplement.  Ficou conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo, exprimindo em sua obra toda a amargura escondida sob o verniz da sociedade. Morreu em 1941, tendo cometido suicídio.


Simone de Beauvoir

Desde que nasceu Simone fora cumulada de carinhos da família. Por isso, ninguém poderia supor que aquela menina mimada se tornaria a maior defensora da emancipação feminina. Não aceitou casar-se, desprezava os valores da sociedade burguesa e indignava-se com o fato do aborto ser considerado um crime. Suas ideias a assomavam de maneira tão intensa qua ela sentia uma necessidade imensa de passá-las para o papel, foi quando ganhamos uma formidável escritora, além de uma intelectual, filósofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social francesa.


Agatha Christie 

Num mundo dominado pelos homens ela se tornou um dos maiores nomes da literatura policial, alcançando o título de Rainha do Crime. Mas seu grande feito não foi apenas fazer tanto sucesso, ou mais, do que seus antecessores. Agatha revolucionou as novelas trazendo algo novo ao método investigativo, dando mais enfoque a uma sondagem psicologica do que à pistas físicas. Um fato curioso na vida da escritora, foi seu desaparecimento em 1919, logo após se separar do marido. Agatha passou dias desaparecida, até ser localizada num hotel, registrada sob o nome da amante de seu marido. A escritora alegou amnésia, mas muitos especularam se tratar de seu sumiço se tratar de um plano para se vingar do marido ou apenas um golpe publicitario. Agatha morreu em 1976 e até hoje permanece como a maior dama do romance policial.




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