quinta-feira, 28 de julho de 2016

Warcraft - Christie Golden



Sinopse


Essa é a novelização do aguardado filme de ação e fantasia Warcraft. Há muito Azeroth está em paz. Após expulsar os trolls, com a ajuda de Medivh, Guardião do reino, humanos vivem em paz com os vizinhos elfos e anões. Mas um novo mal desponta no horizonte, e a guerra ameaça engolfar mais uma vez os domínios do justo rei Llane. Uma raça temerária de invasores, os guerreiros orcs, insuflados pelo feiticeiro Guldan e liderados pelo monstruoso Mão Negra, fogem de seu mundo agonizante em busca de caça e oportunidades. Então, de lados opostos, dois heróis surgem, em uma rota de colisão que decidirá o destino de sua família, seu povo e seu lar.
Durotan, o líder honrado do clã Lobo do Gelo, quer apenas uma chance para seu filho recém-nascido. Lothar, o Leão de Azeroth, busca redenção. E assim começa uma espetacular saga sobre poder e sacrifício, na qual a guerra tem muitas facetas e todos lutam por algo.

Resenha


Esse é um tipo de livro que dificilmente eu compraria. Não sei nem ligar um vídeo game, não vi o filme, nem sei direito do que se trata o universo de Warcraft, mas quando vi o livro entre os lançamentos da Record, decidi arriscar num gênero novo. E não me arrependi. Warcraft foi uma leitura deliciosa. 

O grande foco do enredo é a rivalidade entre orcs, que após a destruição de seu mundo migram para Azeroth e humanos, que precisam defender seu território da invasão de uma raça que chega espalhando a morte. Do lado dos orcs temos como protagonista Deureon, um personagem que não demorou a me cativar. Com sua nobre dedicação à família, tudo o que ele quer é um lugar seguro para criar seu filho e conforme as coisas saem dos eixos, acompanhamos seus dilemas morais ao constatar que muito sangue inocente é derramado desnecessariamente em sua conquista a um novo mundo. Do lado dos humanos, o protagonista é Lothar, também um guerreiro nobre, que defende seu reino. Também gostei bastante do herói humano, apesar de achá-lo meio rabugento. Além disso, há muitos outros personagens fascinantes no núcleo dos humanos, que serviram para apagar um pouco o brilho do protagonista. O jovem mago Hadggar, o mago veterano Medivh, Rei Llane e a rainha Taria. Todos com papéis fundamentais nessa guerra entre duas espécies.

É uma história cheia de fantasia, mas que tem uma trama bem armada, repleta de intrigas. O que mais gostei foi das relações entre os personagens, os diversos conflitos que vão surgindo, o drama de cada um sendo explorado na medida certa, sem tornar o livro denso, mas também não superficial demais. Há uma ação crescente, que alcança um clímax impressionante conforme o confronto entre humanos e orcs se aproxima. Quanto ao final, só tenho uma reserva quanto a uma atitude tomada por um dos personagens humanos. Não entendi o motivo desse personagem se sacrificar daquela maneira. Quem leu e puder me esclarecer, agradeço.

Adorei o universo Warcraft e quero conhecer mais sobre ele. Calma, não vou aprender a jogar videogame a essa altura da minha vida, mas é um universo tão explorado em livros, mangás e contos que há muito a conhecer. Apesar de o livro ser conclusivo, há muito a ser contado sobre esse mundo de Azeroth.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Bom Sujeito - Dean Koontz




Sinopse

Timothy Carrier leva uma vida tranquila até que, numa noite, um dos clientes do bar que ele costuma frequentar o confunde com um assassino profissional e encomenda a morte de Linda Paquette. As coisas se complicam quando o verdadeiro assassino chega, logo depois. Temendo que o assassino descubra que foi enganado, Tim decide procurar a mulher que ele nem sequer conhece para alertá-la de que sua vida corre perigo. Porém, o matador, um cruel psicopata, já está atrás deles.

Resenha

Há um filme chamado Morte Por Encomenda, com Nicholas Cage, que tem a mesma premissa que esse livro e achei que se tratasse de uma adaptação da obra de Dean. Por isso fui semrpe adiando a compra e depois a leitura do livro, já que conhecia a história e não a achava grande coisa. Mas, qual foi a minha surpresa ao descobrir que os dois enredos são completamente diferentes e o filme não tem nenhuma relação com o livro, exceto o mote inicial. Coincidência, plágio ou homenagem, isso eu não sei dizer. E gostei de constatar isso, pois estava diante de uma trama totalmente inédita. E que trama! 

O primeiro capítulo já dá um conto por si só, com uma mal entendido levando ao outro e selando o destino de três personagens. Tim, como o próprio título diz, é um homem bom, honesto e capaz de atitudes nobres. Tanto que coloca sua vida em risco para salvar a vida de uma desconhecida. Linda Paquete é uma mulher solitária, com uma visão cínica da vida, o que não a impede de perder o bom humor. A química entre os dois é instantânea e Dean coloca mais uma vez em ação o seu talento de criar casais convincentes, acho que esse é um dos maiores atrativos em seus livros, pois faz com que a gente torça pelos personagens. Embora, nesse caso, o autor exagere no humor que permeia os diálogos, fazendo com que em alguns momentos eles pareçam um casal de debiloides, não dá pra não se encantar pelos dois. E conforme a história evolui e o bicho pega, as piadinhas ruins dão lugar a diálogos mais consistentes.

E não posso deixar de falar de Krait, o psicopata que persegue o casal. Megalomaníaco, sádico e implacável, Krait é uma figura assustadora que toma grande parte do livro e se esbalda em violência durante sua perseguição a Tim e Linda. Muitos cruzam seu caminho durante esse empreitada e são poucos os que saem ilesos. Destaco uma cena por volta da página duzentos na qual ele invade uma residência e ao ser surpreendido, inicia um jogo psicológico com a pretensa vítima, que me fez devorar as páginas.

O que torna a leitura viciante é a grande quantidade de mistérios. Linda guarda um segredo do passado, que é o motivo de ter se tornado uma pessoa tão amarga. Tim também tem um drama em sua juventude. E, o mais intrigante de todos, o motivo de alguém ter encomendado a morte da escritora. Nem ela tem ideia de porque está sendo perseguida. E com a ajuda de Pete, o fiel amigo policial de Tim, eles se deparam com uma conspiração de enormes proporções. Conforme o fim se aproximava e a ação continuava intensa, achei que o autor não daria todas as explicações, mas ele esclareceu todos os mistérios de maneira ágil, mas ao mesmo tempo clara. Achei uma explicação plausível e coerente com todos os acontecimentos anteriores. Só achei um pouco forçada a decisão de um dos vilões em relação ao que fazer com Tim. Mas não vejo como o autor pudesse escolher outro final, sem melar com tudo. Pelo menos foi um desfecho que posso chamar de digno. Não esperava muito desse livro e fico feliz que ele tenha superado minhas expectativas. Entre os livros de Dean Koontz, O Bom Sujeito ganhou um lugar entre meus favoritos.


domingo, 17 de julho de 2016

A Morte do Capitão América - Larry Hama



Sinopse

Ele foi um herói para milhões de pessoas, viveu por seu país – e agora, alvejado a sangue frio, deu sua contribuição final à terra que tanto amou. A morte do herói tem sérias consequências. Falcão, seu parceiro de toda a vida, faz da vingança sua prioridade. Sharon Carter, prisioneira dos capangas de Caveira Vermelha, encontra-se fora de controle. E Bucky Barnes, mais conhecido como Soldado Invernal, precisa se reconciliar com seu passado sórdido, a fim de encarar uma missão que mudará sua vida. Uma monumental releitura do mito do Capitão América nesta adaptação trazida ao Brasil com exclusividade pela Novo Século.

Resenha

O livro se inicia logo após os acontecimentos de Guerra Civil. É narrado em primeira pessoa pela agente Sharon Carter e algumas cenas são narradas em terceira pessoa pelo ponto de vista de diversos personagens, um deles é o Soldado Invernal, que rouba a cena. É um dos personagens que mais me fascinam no universo Marvel e adorei saber mais sobre ele. Decidido a deixar para trás sua vida de assassino e reassumindo sua identidade original, a do adolescente Buck, o herói mostra que é capaz de uma grande lealdade ao seu antigo parceiro Capitão América, demonstrando uma grande bravura ao enfrentar a HIDRA para honrar seu grande amigo.

Quanto a Sharon Carter, me aborreci muito com a personagem, que se mostrou bem diferente das poucas referências que eu tinha dela. A agente passa a maior parte do tempo remoendo-se de culpa por um ato cometido no início do livro, o que a transformou numa chata difícil de aturar. Entendo que o acontecimento foi dramático, mas suas lamentações me cansaram.

Outros heróis dão as caras nessa nova aventura. Uns só de passagem, outros com participações fundamentais, como Falcão. O livro não tem a mesma força de Guerra Civil, mas é bem empolgante. O ritmo é ágil, com uma ação crescente. Quando você acha que uma situação se resolveu, surge uma nova dificuldade no caminho dos heróis, aumentando a tensão, até chegarmos a um clímax explosivo.

Uma leitura rápida, que nos dá aquela sensação de familiaridade ao encontrarmos velhos conhecidos, com um texto despretensioso e uma trama mirabolante, muito parecida com um enredo de espionagem, mas exposta de um modo fácil de acompanhar. Destaque para o trabalho gráfico que ficou lindo. É muito bom conhecer os super heróis através de outra perspectiva e quero muito conhecer os outros títulos da coleção.









terça-feira, 12 de julho de 2016

Carrasco - Faye Kellerman


Sinopse

Peter Decker, detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles, e sua esposa, Rina Lazarus, estão de volta. Nesta obra repleta de suspense, a dupla está envolvida em uma série de investigações criminais: o brutal assassinato de uma jovem enfermeira, o enigmático desaparecimento de uma mulher e o assustador retorno de um sociopata bastante familiar. Um romance repleto de mistérios, reviravoltas e assassinatos arrepiantes.

Resenha

Adoro o Jonathan Kellerman e acho uma judiação o fato das editoras brasileiras terem-no abandonado. E foi por sentir muita falta de suas tramas instigantes que resolvi experimentar algum livro de sua esposa, Faye Kellerman, pois já que ela escreve o mesmo gênero, é possível que o marido a tenha influenciado de alguma forma. Li há alguns anos Duplo Homicídio, um livro escrito a quatro mãos pelo casal e confesso que não gostei. Mas como tenho um sério problema com livros escritos por duas pessoas, acredito que tenha sido esse o motivo. E ao iniciar Carrasco, constatei que sozinha, Faye é muito melhor.

O enredo traz duas tramas paralelas, cujo único ponto em comum é o detetive Decker, um judeu quase sessentão, tenente da polícia e um cara muito simpático. O primeiro caso é bastante pessoal para o detetive. Terrie, uma velha conhecida, casada com um pistoleiro, desaparece, deixando para trás o filho de quinze anos. Decker acolhe o garoto em sua casa enquanto investiga o sumiço de sua mãe e toda a relação do rapaz com essa família rende momentos divertidos, curiosos e tocantes. Decker tem uma família imensa e muito feliz. As cenas deles juntos parece um comercial de margarina, trazendo uma certa leveza ao livro. Rina, esposa de Decker, me deixou admirado com a boa vontade com a qual encara a sua profissão. Diferente de algum esposas de policiais que, apesar de saberem em que estavam se metendo ao se casarem, vivem enchendo o saco do marido por estar sempre ausente e blá, blá, blá, Rina não só compreende, como o apoia em tudo. Achei linda essa relação.

 A outra trama  tem contornos mais sombrios.Trata-se do assassinato de uma enfermeira, cujo cadáver é encontrado pendurado numa corda numa construção. Nesse ponto encontrei algumas semelhanças com o estilo de Jonathan, com os detetives interrogando os parentes e amigos da vítima, o perfil de cada personagem sendo bem delineado, cada depoimento conduzindo a novas nuances sobre a vida da vítima. A trama é bem intrincada, com muitos personagens envolvidos e às vezes eu me perdia um pouco com a grande quantidade de nomes. Acho que se os detetives se sentassem e recapitulassem o caso de vez em quando ficariam mais fácil de acompanhar. Mas mesmo assim a história conseguiu manter meu interesse até as páginas finais.

E é agora o momento do balde de água fria. Após Decker e sua equipe percorrerem diversas pistas, num árduo trabalho de investigação, a verdade vem à tona não devido aos esforços dos policiais, mas através do recurso mais amador num romance policial: um dos envolvidos no crime simplesmente confessa sua participação, relatando todas as circunstâncias do assassinato. Isso é imperdoável em qualquer livro de dedução. Se nem o detetive teria chegado à verdade não fosse a confissão de um personagem, como é que o leitor teria alguma chance de desvendar o mistério? Não houve clímax algum no final, sem ação, sem emoção e com uma ponta solta que me deixou com cara de idiota. O que deu uma amenizada na minha revolta foi o final da outra trama, envolvendo o desaparecimento de Tessie. Foi um desfecho redondinho, que me agradou bastante. Mas não o suficiente para desfazer a má impressão. Embora tenha um mestre em casa, Faye não aprendeu a escrever um verdadeiro romance policial.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Detalhe Final - Harlan Coben



Sinopse

O agente esportivo – e detetive ocasional – Myron Bolitar está num verdadeiro paraíso. Divide uma praia caribenha com Terese, uma mulher deslumbrante que acabou de conhecer – uma forma perfeita de se recuperar da perda recente de uma amiga querida., Porém, seu retiro é interrompido por Win, seu amigo e parceiro em inúmeras investigações. Ele não traz boas notícias: um dos clientes mais antigos de Myron, o problemático Clu Haid, arremessador dos Yankees, foi assassinado e a principal suspeita é Esperanza, melhor amiga e sócia de Myron. De volta a Nova York, Myron está determinado a provar a inocência de Esperanza, mas os obstáculos são maiores do que imaginava. Para desvendar o crime, Myron terá de encarar o submundo nova-iorquino e abrir feridas antigas que podem ser o seu fim.

Resenha

Porque será que Harlan tem essa cisma com pessoas desaparecidas?

 Um dos motivos que me deixaram empolgado com o livro foi o fato de que o tema era um assassinato e não sobre desaparecimento, um tema que se repete em noventa por cento da obra do autor. A trama estava se desenvolvendo bem, com Esperanza sendo acusada do assassinato de Clu um atleta agenciado por Bolitar e este sem saber que linha de investigação tomar. Para esquentar a história, Myron recebe um disquete com um conteúdo bizarro e, como se não bastasse, corre-se o rumor de que o empresário corre perigo de morte. 

 Porém, não tarda para que o enredo caia no mais do mesmo. Em sua investigação sobre a morte de Clu, Myron se depara com, não apenas um , mas dois casos de pessoas desaparecidas. Mas não é só em relação a esse mote tão batido que o livros e torna repetitivo. Myron continua o mesmo. Por um lado isso é bom, Seu charme é inegável e é impressionante o quanto Harlan consegue equilibrar o bom humor de seu personagem com as cenas dramáticas. Mas o que incomoda em Myron é a sua síndrome de bom garoto, principalmente as suas críticas em relação aos métodos de Winn. A hipocrisia de Myron chega a ser exasperante, pois na hora de pedir socorro ao amigo ele não questiona seus métodos violentos, mas quando a poeira assenta, lá vem ele dar suas lições de moral. 

 Apesar de todos esses percalços o livro te envolve. Há uita pancadaria, a trama é dinâmica, mas também há cenas reflexivas e, como sempre, o enredo é muito bem armado, não dixando brechas para que consigamos solucionar os crimes antes do final.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Memorandom - Anders de La Motte


Sinopse

Um policial que investiga o próprio passado. Um criminoso que busca a verdade sobre a morte do irmão. E um ministro da justiça que tem tudo a perder. David Sarac é um policial da Divisão de Inteligência da polícia de Estocolmo. Ele identifica, recruta e gerencia informantes. E os resultados impressionantes que alcança muito se devem ao seu informante de alto nível, Jano, inserido de forma estratégica nas organizações criminosas. No entanto, durante uma perseguição de carro, David tem um derrame e sofre uma colisão violenta dentro de um túnel. Ao acordar no hospital algumas semanas depois, ele não se lembra de nada dos últimos dois anos de sua vida, nem mesmo da identidade de seu mais proeminente informante. Muitas mortes ocorrem, todas elas relacionadas a Jano de alguma forma. Agora David precisa correr contra o tempo para recuperar suas memórias e o contato com o informante antes que ele próprio se torne a próxima vítima.

      Resenha

Solicitei esse livro por falta de opções. Quem segue o blog sabe que meu estilo favorito é o suspense e a Record ultimamente tem lançado poucos livros nesse gênero. Por isso, optei por arriscar com um autor totalmente desconhecido, o sueco Andres de La Motte. Ainda estou engatinhando na literatura escandinava, mas apesar de ambientado na Suécia, o livro poderia perfeitamente se passar no Estados Unidos. Quase não há alusões ao clima gélido, como na maioria dos romances suecos, mas sim um ambiente urbano frenético, com personagens em constante movimento. O livro tem ação incessante, com um texto dinâmico e preciso.

São três os personagens principais. Um policial desmemoriado que se recupera de um acidente, um criminoso que investiga a morte do irmão e um ministro da Justiça que tanta encobrir um assassinato. Aparentemente não há ligação entre esses personagens, mas à medida que a trama avança, seus caminhos vão se cruzando, geralmente em momentos rápidos, quando os personagens se esbarram, o que nos deixa numa crescente expectativa de um confronto.

O enredo é muito bem armado, uma rede de intrigas nos bastidores da polícia, envolvendo a identidade de um informante, que compõe o grande mistério do livro. Quem é Jano, a figura que circula pelo mundo do crime, traindo seus companheiros e jogando uma organização criminosa contra a outra? O autor consegue nos deixar alucinado para chegar às últimas páginas e descobrir quem é essa pessoa, que mobiliza policiais, criminosos e até a elite política na busca de desmascará-lo.

Apesar da trama intrincada, a narrativa de Andres é muito clara o que nos impede de nos perdermos em meio a tantas informações. É uma leitura ágil, as páginas correm com seu texto fluído, mas não esperem nada de excepcional. Os personagens são bem superficiais, não consegui torcer por nenhum deles, o enredo é interessante, mas sem nenhuma atmosfera e o final me decepcionou um pouco. Foi bem surpreendente, mas preferira que o autor seguisse outtro caminho. O número 1 que aparece na descrição do skoob sugere que se trate de um série, mas o final foi conclusivo, não sei de que maneira o livro continuaria, já que não há nenhuma porta aberta e o personagem principal não tem perfil para protagonizar uma série. Não chega a ser um livro eletrizante, mas se o encontrarem numa boa oferta, vale a pena comprar para uma leitura descompromissada.