terça-feira, 15 de março de 2016

Nudez Mortal - J.D. Robb


Sinopse

A tenente Eve Dallas está à caça de um assassino cruel, cujas vítimas são prostiutas que vivem na Nova York de 2058. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

Resenha

Antes de tudo peço desculpas pela demora em responder os comentários. Passei mais de quinze dias sem computador, levando canseira dos técnicos,  por isso o blog ficou tanto tempo parado. Nesse intervalo  tive mais tempo para ler e por isso vou compensar o período de inatividade. Essa semana teremos várias postagens e a primeira é a resenha dessa deliciosa experiência que fiz dando início à série Mortal, de JD Robb. Nora Roberts  para os íntimos.

Já havia ouvido muito falar dessa série, principalmente da mulherada que ficava enlouquecida com o herói Roarke. Até a Mari, do S2 Ler, que é tão fissurada em livros policiais sangrentos, se rendeu aos encantos desse personagem. Por isso comecei o livro curioso para descobrir o que esse cara tem de tão especial. Mas Roarke é apenas um dos muitos elementos que tornam essa série tão envolvente. Por se tratar de Nora Roberts, achei que a trama policial seria apenas um pretexto para falar do romance entre os protagonistas, mas a autora me surpreendeu, criando uma trama instigante, bem armada e cheia de reviravoltas.  Há cenas impactantes, onde a autora descreve os assassinatos sem nenhuma sutileza. Eve, a detetive, também não deixou a desejar. Uma mulher aparentemente forte, mas que convive com um trauma do passado que em alguns momentos a deixa tão fragilizada quanto uma criança desamparada. Adorei a personagem, que apesar dos conflitos emocionais, não fica de mimimi. Faz seu trabalho com competência, não é politicamente correta, mas é uma pessoa ética, que faz seu trabalho com paixão.

Já o romance entre ela e Roarke é a parte que menos me atraiu.  Eu nunca consigo levar a sério aquelas cenas de sedução. Sempre acho graça do clima que surge entre os personagens. É sempre a mesma história: o cara pretensioso, a mulher que não quer dar o braço a torcer e expressões como “a voz rouca de desejo” brotando à cada parágrafo.  Mas, tirando uma cena de mais de dez páginas descrevendo desnecessariamente uma transa do casal (odeio cenas hot),  Nora pegou leve no clima de romance, que permeia todo o livro, mas não desvia o foco da história que é a investigação.
Um ponto que achei que fosse me incomodar foi o fato de que a série se passa no futuro, em 2058. O que mais curto nesses thrillers urbanos é a ambientação.  Como moro numa metrópole, há uma identificação maior quando acompanho cenas onde personagens pegam o metrô, andam por ruas movimentadas e passam no supermercado para comprar comida congelada.  Por isso, achei que um cenário futurista me distanciaria muito da trama. Mas me enganei. O futuro criado por Nora não é tão diferente assim do nosso presente. Há algumas curiosidades bem interessantes, como o fato do café natural ter sido substituído pelo sintético devido à destruição das florestas tropicais. O café de verdade é um privilégio dos milionários, tanto que logo que se conhecem, Roarke presenteia Eve com um quilo de café, o que a deixa toda derretida. Até eu ficaria. Um futuro sem café de verdade seria tenebroso demais.

Agradeço a todos que me falaram bem da série. Não fiquei alucinado para ler os próximos (que bom, pois ao todo são 24 livros publicados só no Brasil), mas pretendo esporadicamente revisitar esse universo de Nora Roberts, onde  a tecnologia avançou, mas a natureza humana permanece a mesma.  Onde as armas de fogo foram abolidas, mas crimes continuam ocorrendo. E onde as pessoas se comunicam por aparelhos ultramodernos, mas nada substitui o calor humano. Ah, e entendi o motivo de Roarke fazer tanto sucesso. O cara realmente tem pegada.

8 comentários:

  1. Eu já ouvi muita gente falar dessa coleção da Nora mas eu nunca irei ler kkkkkkk. Porque esse gênero prefiro curtir em série de tv kkk, e vc sabe que eu gosto de livros jovenzinhos cheios de mimimi kkkkkk ou distopia. Tem uma pegada sobrenatural?? Porque eu juro que eu vi alguém falar que tinha! Gostei da resenha e SIM vc estava mega sumido, e eu sempre reclamo se vc não responde um dia depois nos comentários kkkk

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    1. Esse não tem nada de sobrenatural, deve ter sido outro livro da série. Eu também nunca esperava ler nada dessa série e olha eu aqui, todo admirado. Por isso, não cuspa pra cima, kkkk.

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    2. O sobrenatural, nessa linha policial é escrito como Nora mesmo e foi publicado no formato livro de banca, busque pela serie Noturna, porém foi apenas um livro nessa linha de 5 da serie, que também é ótimo porém a parte policial é fundo para o romance e não o contrário.

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  2. Prezado,

    Boa tarde!

    Para fim de parceria, caso seja possível e desejável, solicito a atualização do link do meu blog para http://acervoscantales.blogspot.com.br/.

    Ressalto que o link do seu site consta no lado esquerdo do meu blog e lá permanecerá independentemente de reciprocidade.

    Vida longa e próspera!

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    1. Opa, Scant, agradeço a proposta de parceria e aceito, claro.

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  3. Que bom que você começou a ler a Série Mortal! Você já sabe que eu adoro! Já publiquei várias resenhas da série.

    Se eu não me engano, nos próximos livros não tem tantas cenas de romance entre Eve e Roarke. Os personagens secundários aparecem mais nos outros volumes da série.

    Um abraço!

    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

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    1. Que bom saber disso, Leila, pois excesso de romance eu não curto.

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