segunda-feira, 29 de junho de 2015

Em Nome do Mal - James Oswald






                                                  Sinopse

O corpo mutilado de uma jovem, vítima de um ritual macabro ocorrido há sessenta anos, é encontrado no porão de uma mansão. Os braços abertos, as mãos pregadas no piso de madeira, os órgãos removidos e dispostos em seis recipientes de vidro em torno da vítima. Além disso, uma proeminente figura local é brutalmente assassinada, um imigrante ilegal corta a própria garganta em um bar no centro da cidade, uma mulher se joga na linha do trem e outras quatro pessoas são mortas de forma violenta. O inspetor Anthony McLean tem certeza de que há uma ligação entre os assassinatos, os suicídios e o ritual no porão, mas não consegue encontrar uma explicação racional para os fatos. Na medida em que as coincidências aumentam, ele é forçado a considerar uma explicação sobrenatural. As respostas que McLean procura logo farão com que se depare com a própria essência do mal.


                                                 Resenha


Este é o primeiro volume da série do detetive Mclean, o que me deixou super animado, já que nem sempre lançam as séries na ordem. A sinopse e um comentário na contra capa prometem um livro sombrio, noir, com um tema bizarro e incursões no sobrenatural, o que me fez esperar por uma obra densa, mas não foi o caso. Há sim um assassinato ritualístico cometido por motivos macabros e uma leve insinuação sobrenatural, mas é algo bem sutil. Não chega a mudar a classificação do livro de
policial para terror. Existe sim uma quantidade imensa de assassinatos, você tropeça nos cadáveres. Além disso, há muitas cenas de autópsia. O autor não poupa nosso estômago, descrevendo vividamente os detalhes da necropsia e os estragos causados nos corpos das vítimas. Porém, ao contrário do que ocorre em outros livros do gênero, as descobertas feitas pelo legista não revelam pistas perturbadoras, daquelas que mudam o rumo da investigação. São apenas descrições chocantes, mas gratuitas. Isso deixa o livro morno nos primeiros capítulos.

Mclean, o personagem principal, é um jovem inspetor cuja avó está em coma há oito meses depois de sofrer um AVC. O que me encantou em Mclean logo de cara é a sua vulnerabilidade. Mesmo sendo um policial competente, ele tem uma fragilidade que consegue esconder da maioria das pessoas. Solitário, convive com a dor pela morte violenta de sua noiva. Porém, mesmo com todas as tristezas, ele mantém o bom humor. Principalmente em seu trabalho, onde as intrigas com os superiores o obriga a pisar em ovos. Vive sob fogo cerrado e quando comete qualquer erro, as consequências geralmente são desastrosas. Um problema no núcleo policial do livro, é que apesar de divertido, é muito populoso. São muitos os policiais e muitas vezes você acaba não guardando quem é quem. Porém, com o desenvolvimento da história, muitos deles vãos se delineando e alguns personagens que pareciam sem nenhuma relevância, acabam por ter uma papel  fundamental na trama.

Quanto aos crimes há para todos os gostos. O assassinato de homens terceira idade que são encontrados eviscerados, suicídios sem explicação, roubos de residência e o desaparecimento de uma adolescente. Quando o livro está alcançando a metade, as pistas começam a ficar mais intrigantes e agora sim as autopsias passam a revelar fatos que mudam o rumo dos acontecimentos. Daí em diante o livro ganha um ritmo alucinante. Mais crimes vão surgindo, mas a essa altura já conseguimos visualizar um padrão e as ligações entre eles. Pois todas as camadas de crimes está interligada.

Apesar do final não ter me surpreendido, pois o mistério não é tão hermético, não tinha ideia de como e porque alguns assassinatos foram cometidos e a resposta me deixou impressionado. Contudo, devo salientar que ficaram algumas pontas soltas. A escrita de James é muito agradável, não se sente as páginas correrem e, apesar de ser um tanto raso em alguns aspectos, o autor conseguiu criar um livro simpático, intrigante, repleto de ação e foi muito hábil em conduzir aquela fábrica de assassinatos. Pretendo acompanhar a série, pois há detalhes sobre o passado do personagem principal que quero conhecer e espero que a Record não demore a lançar os novos volumes.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Intergalática - Uma Montanha Russa de Emoções

                                               
                                               Sinopse


O ano é 2031. No dia em que a NASA comunica uma missão espacial para Europa, uma das luas de Júpiter, em busca de encontrar vida extraterrestre, Amanda Collins, uma psiquiatra, desperta de um coma, trazendo lembranças de uma incrível Jornada em outro plano. Ao lado de três amigos, se envolve em uma conspiração provocada pela poderosa organização denominada A Firma, que planeja sabotar a missão e buscar um planeta habitável localizado a dezessete anos luz da Terra. Com seus companheiros, Amanda se infiltra na organização para descobrir a verdade por trás da conspiração, e são obrigados a mergulhar numa aventura sem precedentes, simplesmente a maior expedição interplanetária da humanidade.

                 
                                                                   Resenha
O que me deixou fascinado logo de cara foi a ambientação. A história começa na Islândia e a rica descrição dos cenários me fez sentir o frio daquela região. O autor tem uma habilidade incrível de te levar para dentro da história, te fazer visualizar o ambiente e assim te aproximar dos personagens. Acho mágico quando isso acontece. Logo no início a história dá alguns pulos no tempo, que me deixaram um tanto desnorteado, mas logo a ação se fixa numa determinada época, que é o ano
2031 e então temos mais tempo para conhecer os personagens, que são muito bem delineados.
A primeira impressão que se tem da personagem principal Amanda é a de uma jovem sofrida, mas muito forte, que enfrenta seu pai por motivos que nos vão sendo apresentados aos poucos. Porém, já na idade adulta, Amanda se torna uma pessoa amarga, cínica e rancorosa, o que me gerou uma antipatia instantânea. Coloquei na balança seu passado traumático, mas mesmo assim a
arrogância da personagem é insuportável. Mas temos o contraponto que é Lina, uma jovem cujo destino se cruza ao de Amanda. Lina é desiludida com a vida, mas ao invés de reclamar, ela apela para o humor. É uma pessoa que consegue rir de si própria, o que contrasta com toda a seriedade de Amanda. Lina quer um sentido para sua vida, e o encontra após ser colocada numa situação crítica, envolvendo Amanda e mais dois amigos, Rypler e Stryker. Rypler é uma ex fuzileira naval que, paradoxalmente tem uma alma gentil e bondosa. E Sryker, personagem fascinante, é um gênio da computação de temperamento extremamente explosivo. Por várias vezes ele entra em conflito com Amanda, dadas às suas personalidades fortes e o resultado sempre é de soltar faíscas. Conforme é abordado em um de seus diálogos com a amiga, que é também sua psiquiatra, Stryker se refugia na previsibilidade dos números, para se preservar do medo que o desconhecido lhe causa. Ele representa na verdade toda uma geração que tem medo de seus próprios sentimentos e busca somente aquilo que consegue controlar.
O ritmo do livro é eletrizante. Franco não nos dá trégua, muito menos aos seus personagens, e antes que uma situação se desenvolva, surge outra logo por cima, mudando os rumos dos acontecimentos e nos levando por uma viagem imprevisível. Quando achamos que conhecemos o mote do livro, quando um poblema é colocado e começamos a tentar prever quais serão as atitudes dos heróis, surge uma nova dificuldade para ferrar com a vida dos personagens e nos deixar afoitos em saber que rumo as coisas vão tomar.
O livro trata dos assuntos mais diversos: vida após a morte, abusos da ciência e a existência de vida fora da Terra. Mas uma das questões principais é o egocentrismo. Até onde uma pessoa pode ir para alcançar seus objetivos? Quantas vidas podem ser sacrificadas para satisfazer a ambição de um único ser? Qual o valor da vida e das questões morais quando estão em jogo os delírios de um megalomaníaco? O livro te faz pensar no quão pequenos e frágeis, nós,seres humanos somos, em como a nossa raça é vulnerável e manipulável devido ao interesse de uns poucos. Oswald, pai de Amanda, o grande vilão do livro, representa o sentimentos mais mesquinhos do ser humano. De um egoísmo doentio, ele só pensa em seus próprios interesses e relega o resto do mundo à destruição. Uma triste metáfora do que a humanidade sempre passou para atender os caprichos de uma parcela mínima da população que é aquela que detém o poder. Mas não é só o mal que tem força. Amanda e seus companheiros são incansáveis em sua luta pra sabotar os planos de Oliver, representando aí a esperança, a amizade e o  coragem. Amanda, que no início do livro não ganhou minha simpatia, cresce conforme os acontecimentos vão se sucedendo e conquistou o meu respeito.
Tenho de ressaltar alguns pontos negativos. Primeiro, a revisão que está péssima. À cada cinco páginas há um erro, e são erros gritantes. Um toque aí para a editora se atentar mais, pois quem sai mais prejudicado nisso é o próprio autor, que mesmo tendo potencial, pode perder leitores. Muitos leitores são exigentes e colocam o livro de lado quando há muitos erros de digitação, acentuação e até concordância. Foram muitos mesmo. Além disso, a sintaxe de Franco em alguns momentos é um tanto desajeitada, tornando algumas frases difíceis de compreender. E por final, há uma passagem , logo no início, onde Amanda rende um grupo de cinco agentes armados, inclusive matando um deles. Franco se esforçou ao escrever o trecho, inclusive deu detalhes lance a lance dos movimentos dos personagens, para que o leitor compreendesse como a personagem conseguiu tal façanha, num perfeito  roteiro de cinema, mas não me convenceu. Senti uma influência de séries como Nikita, por exemplo, que tem seu valor, mas dentro de um determinado contexto. Uma mulher sozinha e desarmada vencer cinco caras, foi forçado.
Mas detalhes a parte, o livro é um grande aventura não só para quem lê, mas certamente, para o autor quando a concebeu. Digo isso porque Franco foi ousado, misturando elementos de realismo fantástico, ficção científica e questões e fundo existencialista, criando um mundo no futuro e também tentando impiedosamente destruí-lo. A descrição da catástrofe que assolou (ou assolará) nosso planeta devido às manipulações de Oswald, além de habilmente concebidas, são atordoantes. Faz pensar sobre o caminho que a humanidade está tomando. Quanto ao tema de vida fora da Terra, Franco foge aos clichês, não se limitando somente a demonstrar o quanto outras culturas tem a nos ensinar, mas também mostrando que mesmo em nossa insignificância perante o universo, também temos algo com o que contribuir em sua evolução. Além disso, expõe de maneira tanto direta como indireta, o quanto nossas convicções são criadas pelo medo. O quanto nos iludimos chamando de verdade, o que é apenas uma cortina de ilusões erguida para nos proteger daquilo que tememos: o desconhecido. E o quanto essa rede de proteção é prejudicial à nossa própria evolução.
Intergalática é uma sequência de surpresas que te faz virar as páginas febrilmente, uma obra que o instiga a devorar cada página. Franco brinca com o leitor, surpreendendo-o à cada instante e mexendo com as suas convicções. Uma obra pra ser lida com a mente aberta.


                                                      Sobre o Autor
Franco nasceu em São Paulo, no início os anos 90 e logo mudou-se para o Rio de Janeiro. Além e ter
cursado a faculdade de administração, foi produtor de eventos, entre eles duas edições do Rock In Rio e do festival espanhol Sonar. Alfabetizado inicialmente em inglês, viveu em Detroit, onde e se formou no Proficiency English, dos exames Cambridg ESOL. Escrito originalmente em inglês, o Intergalática teve a versão em português escrita pelo próprio autor. É sua primeira obra publicada.


Aquisição do livro:
www.travessa.com.br/intergalactica/

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sete saudosas coleções de livros

Coleção Vaga-Lume

Difícil encontrar quem já não tenha lido pelo menos um desses livros. A Coleção Vaga-Lume conseguiu a façanha de ao mesmo tempo lançar títulos de alta qualidade com autores consagrados e ser uma leitura agradável para o público infanto juvenil. Os gêneros variavam: aventura, drama, suspense, ficção científica, mas os que faziam mais sucesso eram os romances policiais. Quem não ficava com um frio no estômago com aqueles crimes misteriosos, cujos finais nos deixavam de boca aberta? Meu autor preferido era Marcos Rey e um dos volumes que mais me marcaram foi o Mistério do Cinco Estrelas, que reli há algum tempo e me deliciei quase que como da primeira vez. Lançada a partir de 1972 a coleção se destacava pelas capas que não economizavam nas cores, com semblantes de traços marcantes e imagens fora de quadro. E aquele encartezinho, que a gente não resistia e lia antes do livro, mesmo correndo o risco de spoilers! Foram mais de setenta títulos e para comemorar os cinquenta anos da editora, serão relançadas dez obras da coleção.


Para Gostar de Ler

Foi uma série de coletânea de crônicas destinadas ao Ensino Fundamental que, surpreendentemente, se transformou num sucesso de vendas. A coleção surgiu de uma conversa informal do editor Jiro Takahashi com o cronista Rubem Braga, sobre o fato de suas obras serem tão aplicadas e bem aceitas nas escolas, mas não serem necessariamente sucesso de vendas. Veio então a ideia de uma coletânea. Quem escolheu as crônicas e os autores do primeiro volume foi um grupo de professores. A intenção não era didática e sim oferecer exatamente o que o título da série propunha: fazer as crianças tomarem gosto pela leitura. E deu tão certo que muitos leitores assíduos hoje em dia,tiveram seu primeiro contato com grandes autores através desta coleção. Segundo Jiro Takahashi o projeto foi uma “uma loucura saudável”, afinal livros de crônicas não vendiam. Não vendiam até surgir a coleção Para Gostar de Ler. Foram mais de 30 edições com nomes como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Carlos Drummond de Andrade.


Mestres do Horror e da Fantasia

Na Av. São João, em São Paulo, no início dos anos 2000 havia uma livraria da editora Francisco Alves que eu visitava com frequência. Na época meu interesse era em livros policiais, por isso, não dava muita bola para os livros de terror da Coleção Mestres do Horror e da Fantasia que havia em algumas bancadas. Havia vários títulos de Stephen King. E meu arrependimento foi não tê-los adquirido, pois os valores eram irrisórios, a livraria era uma queima de estoque da editora e certamente muitos livros que hoje são raros e pelos quais eu pagaria um dedo, estavam ali, na minha frente, novos e a preço de banana. Não só de King, mas de outros autores da coleção que, lançada no início da década de 80, estreou com ninguém menos do que Eu Sou a Lenda de Richard Matheson. Numa época em que fervilhavam escritores de terror, ainda pegando carona no grande sucesso que esse gênero fez nas duas décadas anteriores, tanto na literatura como no cinema, a Francisco Alves viu que esse nicho de leitores procurava novos autores para saciar sua sede de sangue e foi ágil em servir de orientadora, apresentando autores já consagrados lá fora, que ainda não eram sucesso comercial aqui. Dessa forma, Peter Straub, Ray Bradbury, Thomas Luke e até Tabitha King (a esposa de Stephen King) tiveram seus títulos mais expressivos lançados nessa coleção. Mas também havia espaço para os autores clássicos, como Sir Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde e H.G. Wells. Mas a grande estrela da coleção foi Stephen King. No total de 49 títulos, 20 eram dele. Seja como autor, co-autor ou assunto, como no caso do Dissecando Stephen King, uma obra fascinante a respeito de seu método criativo.


Horas em Suspense

Como disse acima, o que me fazia bater ponto na Livraria Francisco Alves não eram os livros de terror e sim o da maravilhosa coleção Horas em Suspense. Os títulos tinham o preço fixo de R$ 5,00 e tinha o melhor, e também o pior, da literatura policial. Assim como lançavam livros de Ruth Rendell, Ngaio Marsh, Warren B. Murphy, também nos empurravam autores totalmente desconhecidos e muito ruins. Mas eram exceção. A maioria dos autores lançados na coleção hoje não são sequer lembrados, mas fizeram a história da literatura policial e todo fã do gênero deveria conhecê-los. Quanto a novos talentos, um grande destaque foi Fran Dorf, com o excelente Uma Certa Loucura. Uma obra surpreendente, com enfoque psicológico, conduzida com maestria pela autora em seu livro de estreia, que acredito ter sido o único. Mas quem mais apareceu entre os títulos foi Edgar Wallace, autor que fez muito sucesso nos anos 30, com suas histórias policiais ágeis, personagens rasos como um pires e reviravoltas espetaculares. Edgar, que também foi roteirista e escreveu o enredo do primeiro King Kong, não estava nem aí em fazer literatura de qualidade, queria mesmo era render emoção ao público e vender seus livros como água, o que conseguiu. Não tenho ideia de quantos livros foram lançados na coleção, mas eles me renderam realmente muitas horas em suspense. 

Alfred Hitchcock Apresenta

Minhas 13 Histórias Favoritas De Suspense, um dos títulos dessa série, foi meu primeiro livro de mistério voltado para o público adulto. Lembro que havia acabado de descobrir o setor circulante da biblioteca pública, quando me deparei com essa coletânea e fiquei alucinado para lê-la. Já conhecia Hitchcock de nome, como diretor e ler uma seleção de contos escolhida por ele seria pura adrenalina. E não me decepcionei. Depois desse volume fiquei viciado na coleção e li todos os que encontrava na biblioteca, até ter dinheiro para comprar os meus. E os prefácios! Hitchcock derramava sua ironia mórbida nas apresentações dos volumes, adiantando algumas informações sobre os contos e assim, nos instigando. Mas essa coletânea tinha um grande problema. Não eram as capas horrendas, isso dá pra relevar. Mas era a baixa qualidade de alguns livros. Muitos deles, principalmente os mais recentes, do final da década de 70 em diante não cumpriam nem um décimo do que prometiam em seus títulos assustadores, pois não davam medo. Não eram histórias de terror e nem mesmo boas obras de suspense e sim contos policiais repetitivos. Os mais antigos, da década de 60, lançados pela editora Globo, também não recomendo, pois foram lançados com a tradução de Portugal, o que torna a leitura enjoativa demais. Somente quando passaram a ser lançados pela Record é que foram traduzidos aqui. Portanto, se querem sentir muito medo, entrarem em mundos fantásticos e se surpreenderem com desfechos totalmente inesperados, comprem os de 1970 a 1978, no máximo. Até porque se Hitchcock morreu em 1980, como pode ter lançado seleções de contos até 1984, não é?


Super Sellers

Lançada a partir de 1996 pela editora Altaya, a coleção Supersellers se destacava pelo excelente acabamento dos exemplares numa coleção de banca de jornal. A capa era dura, as ilustrações discretas, pelo menos para a época e o papel era algum antepassado do pólen, com a mesma qualidade, porém um pouco mais quebradiço. O preço era outro atrativo. Custava R$ 10,00 e trazia os granes bestsellers mundiais. No lançamento, o valor foi de R$ 5,00 cada volume, já que eram dois livros por R$ 10,00. Lançou logo de cara Nada Dura Para Sempre, sucesso recente de Sidney Sheldon , vendido junto de Caçada ao Outubro Vermelho de Tom Clancy, que era o mal necessário do pacote. Só podia levar os dois juntos. Nada contra Tom Clancy, mas geralmente o público que lê Sidney Sheldon não é chegado em technotrillers. Não sei quantos livros foram lançados, mas foram mais de trinta, já que tenho uma edição de Uma Prece Para Danny Fisher, numerada como volume 36. E era disso que a coleção tratava, bestsellers como Harold Robbins, Thomas Harris, Danielle Steel e Robin Cook. Vale a pena cavoucar nos sebos e comprar alguns volumes, pois são belíssimos e fazem a maior presença na estante. Além do que mergulhar de vez em quando nesses mega sucessos antigos tem um delicioso sabor vintage.



Supertítulos

Mais uma coleção de banca, mas desta vez, era obrigado a levar um jornal junto. Não me lembro dos valores exatos, mas os volumes custavam cerca de R$ 3,50 cada + o Estadão do dia. Mais uma vez estrearam com Sidney Sheldon, com o clássico Um Estranho no Espelho, sendo seguido por  Agatha Christhie e Harold Robbins. Espertos né? A coleção era pequena, doze volumes, composta de livros bem fininhos. Algumas edições eram tão esquálidas que a impressão que se dava era a de que se tratava de uma edição cheia de cortes, mas não era o caso. Eram textos integrais, apenas escolhiam o menor livro de cada autor. Mas a escolha dos escritores foi primorosa. Tivemos autores de peso entre os "fazedores" de bestsellers como Patrick Suskind, John Le carré, Morris West e Frederick Forsyth. O papel era de qualidade inferior, sem orelhas e tinha aquele Estadão bem na capa, só pra estragar, mas também, como dizia a propaganda da época: mais barato que isso, só indo na biblioteca pública.. a pé.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Promessa - Harlan Coben


                                                                Sinopse

"Se algum dia vocês estiverem encrencadas, se algum dia precisarem de ajuda, prometam que vão me ligar. Vou buscá-las onde estiverem. Prometam para mim."

Esse é o pedido que Myron Bolitar faz as filhas de sua namorada e a de sua melhor amiga. Devido à uma tragédia em seu passado, teme que elas entrem num carro conduzido por alguém alcoolizado. Numa noite, Aimee, a filha de sua amiga, liga para Myron, pedindo uma carona a um endereço desconhecido, que alega ser de uma amiga. No dia seguinte, ela desaparece, e a vida de Myron vira um caos. De protetor ele se torna suspeito. O caso leva a outro desaparecimento, com vários pontos em comum com o caso de Aimme e Myron se lança numa busca desesperada para encontrar a adolescente.
               

                                                                Resenha

Encontrei essa raridade na Biblioteca Municipal e não pude deixar de trazê-lo, mesmo tendo uma lista enorme de não lidos em minha estante. A Promessa é um livro fundamental para os fãs de Myron Bollitar, pois além de se tratar de uma história envolvendo pessoas muito próximas a ele, é um divisor de águas em sua vida pessoal. O encontramos separado de Jessica, a quem detesto, e namorando Ali, uma viúva com dois filhos que aparentemente parece ser muito mais agradável que sua ex-namorada. Ledo engano. Ali é a personagem mais chata do livro. Insegura, vive atormentando Myron o acusando de estar ao lado dela por piedade, de não ser tão bela e talentosa quanto Jessica, de que ele é condescendente. Uma overdose ambulante de autopiedade cujas aparições não acrescentaram nada de bom na história. Win está mais velho, com fios grisalhos no cabelo, mas tão perigoso e infalível como sempre. Pra mim, um dos melhores personagens das séries da atualidade. Herster Cremstein também dá as caras, sempre aparecendo como um furacão, deixando todos ao seu redor atordoados. Inclusive a nós, leitores. Sem falar nas diversas referências a Jeremy, filho do detetive, que está na guerra, o que deixa Myron angustiado. 
Quanto à trama é o mesmo assunto recorrente nas obras de Harlan, alguém desaparece e é ele quem se mete a procurar. Porém, a grande diferença, pelo menos nos livros da série Myron Bolitar, é que ele está indiretamente envolvido no sumiço, já que deu carona para a jovem pouco antes dela desaparecer. Dessa forma, ele tem de lidar com o sentimento de culpa e também com as suspeitas de que tenha alguma participação no ocorrido. Dá muita pena vê-lo sendo acusado, quando tinha a melhor das intenções ao dar carona para a garota. E é a responsabilidade de sua boa ação ter contribuído para o sumiço da jovem, que o faz se dedicar ferreamente à investigação. Como sempre, as desventuras do detetive rendem uma avalanche de porrada, bastante humor e muita emoção. Diversas situações vão se entrelaçando até que no final todo mundo parece estar envolvido na trama. E então, um acontecimento inesperado parece resolver a questão para que, pouco depois, novas perguntas surjam e muitas reviravoltas sejam necessárias até que nos seja apresentada uma solução satisfatória.
O que eu não gostei foi dos diversos focos narrativos. Diferente do que acontece nos demais livros da série, onde a história é narrada somente pelo ponto de vista de Myron, nesse há muitas outras vozes, o que dá uma amplidão desagradável, que chega a tornar a leitura dispersiva em alguns pontos. Sendo que essa forma narrativa é completamente dispensável. Um dos destaques do livro é a dupla de assassinos chamada de gêmeos. Harlan é craque em criar assassinos bizarros, mas estes superaram todos os que eu conhecia. Espero que a Arqueiro não demore a relançar esse livro. Quando aparece nos sebos virtuais, os valores são absurdos e merecemos ter a coleção completa da série Bolitar.  

terça-feira, 9 de junho de 2015

A Última Vítima - Resenha


                                                               Sinopse
Uma jovem é enterrada viva. Seu namorado, o Dr. John Stratton, se lança numa investigação para encontrar o criminoso e mergulha numa teia de segredos de família. Enquanto isso, o  assassino ouve apenas o grito atormentado do espírito que domina sua mente tortuosa. É um louco que não descansará até eliminar a última vítima.

                                                              Resenha

Descobri esse livro procurando outro de mesmo título, de Tess Gerritsen. Me interessei, mas enrolei pra comprar, só o fazendo após ler uma resenha no blog Biblioteca Do Terror, do Rafa. E qual foi a minha surpresa ao descobrir que após ser mencionado lá, as dezenas de volumes que estavam na Estante Virtual desapareceram. Comprei um dos últimos e atualmente o livro está indisponível, e quando aparecer certamente não será por um valor atrativo. Virou raridade. E realmente é uma obra notável. É um livro de suspense com elementos sobrenaturais. John é um médico legista que abandonou essa área devido a um problema pessoal e arrumou trabalho numa clínica. Quase que por acidente ele acaba se deparando com um cadáver enterrado numa escavação para uma rede elétrica e qual não é a sua surpresa ao descobrir que a vítima é sua ex-namorada. Daqui em diante não posso dizer mais nada sobre o enredo pois tudo será spoiler. O livro é uma sequência infindável de revelações, surpresas e desdobramentos. Dan não perde o ritmo e as quase trezentas páginas são recheadas de emoção. Um pouco antes da metade, a identidade do assassino é revelada, e fiquei fascinado com essa criatura. Um dos vilões mais assustadores da literatura de suspense. A partir do momento em que ele entra em cena, senti uma certa semelhança com o estilo de Dean Koontz. O assassino parece ter saído das páginas de seus livros, tanto devido a características físicas quanto psicológicas. O autor dosa muito bem diversos elementos. Suspense, ação, romance e terror. O elemento sobrenatural pode desagradar alguns, já que surge com a história bem avançada, mas é algo tão sutil dentro da trama que dá margens a diversas interpretações, inclusive a hipótese de que algumas coisas não passaram de uma alucinação coletiva ligada aos genes da família, que é o ponto central do livro. O ritmo vai se intensificando e dura até a última página. Somente nos últimos parágrafos sabemos se o final foi feliz ou não e fico alucinado com esse tipo de narrativa. Robin Cook, que é um dos meus autores preferidos, faz isso muito bem, de segurar a trama até não poder mais. A Última Vítima é pura diversão e gostaria muito que outros leitores tivessem acesso a essa obra. É a cara do público da Darksides, por isso, fica aí a dica.

domingo, 7 de junho de 2015

Lugares Escuros - Resenha






                                                                  Sinopse

 Libby tinha apenas sete anos quando sua família foi assassinada, sobrevivendo apenas ela, seu pai e seu irmão, acusado do crime. Anos depois Libby se envolve com um grupo de fanáticos que se dedicam analisar e colecionar souveniers de casos como esse. à medida que a jovem revolve objetos de seu passado para vender a esse pessoal, ela começa a ver o caso por outro prisma e investigar o  que realmente aconteceu. Porém, remexer no passado pode ter consequências perigosas.

                                                                 Resenha

O maior atrativo em Lugares Escuros, sem dúvidas é a personagem principal, Libby Day. Mas o que é mais curioso, é que a personagem não tem nada do que se espera de uma heroína. É uma parasita que vive do seguro social, algo muito mal visto nos Estados Unidos, é mal humorada, não é descrita como bela e além de tudo é cleptomaníaca. Libby tem tudo para ser desprezada pelo público, mas por incrível que pareça, é uma personagem fascinante. Em muitos momentos ela chega a ser intragável, mas conforme vamos nos aproximando e compreendendo suas motivações, vamos dando um desconto até o ponto em que ela nos fisga. Até porque ser uma das poucas sobreviventes de uma chacina que levou sua família, deixando apenas o pai, com quem praticamente não conviveu e o irmão, que foi acusado pleo assassinato coletivo, transforma qualquer pessoa em uma criatura no mínimo controversa. E é isso o que ela é. Libby rouba pequenos objetos de qualquer lugar que visite, seja quem for o anfitrião. Mas alguém de quem foi tirado tudo precisa encontrar uma maneira de tirar algo de alguém. De preencher o vazio de sua existência com objetos sem valor. Ela não rouba bancos, ela rouba mimos, enfeites, objetos sem valor. Ela rouba histórias para preencher a lacuna em sua própria história de vida. Na ânsia de ganhar dinheiro em cima de um grupo de fanáticos por crimes famosos, ela vende seus objetos pessoais, como cartas e fotografias de seus parentes, fazendo cálculos de quanto aquele dinheiro vai durar. E é ao se envolver com essas pessoas, que ela faz uma nova avaliação de seu passado e decide se reaproximar de seu irmão, que cumpre pena devido ao seu testemunho. Contudo, Libby não tem certeza absoluta da culpa de Ben e então se lança numa investigação em busca a verdade. Com a revelação do que realmente aconteceu, qualquer que seja o resultado, Libby sairá perdendo. Se o irmão é inocente ela é culpada por ter contribuído para sua prisão. Se é culpado, nada muda, e seu único elo afetivo continua sendo o assassino de sua família. Mas ela, apesar dos defeitos, é corajosa e segue em frente, fazendo uma varredura em seu passado.
A história é narrada em duas épocas. No tempo presente, em primeira pessoa pela protagonista, com suas queixas, seu pessimismo, sua vida vazia. E no passado pelos pontos de vista de Ben, o irmão acusado de assassinato e por Patty, mãe de ambos. Ben é um jovem patético, uma marionete nas mãos da namorada e motivo de piada para os colegas de escola. Um rapaz fraco, que se deixa conduzir pelos acontecimentos a ponto de dar nos nervos. Outra personagem que me irritou aos extremos foi a mãe. Patty é tão fraca quanto o filho, porém nela esse defeito é mais grave por se tratar do esteio de uma família. Como mãe ela é omissa, prefere tapar o sol com a peneira e evita conflitos com o pretexto de manter a liberdade dos filhos, mas na verdade o que a impede de confrontar Ben é a mais pura covardia. Não vejo a fraqueza como um defeito grave, todos temos um lado frágil, mas há pessoas que deixam as rédeas de sua vida nas mãos alheias ou se omitem quando é sua obrigação tomar atitudes e é esse o caso dos dois personagens. Como por exemplo, descobrir que o filho está efetuando furtos e fingir que não sabe.
Essas incursões no passado dão bastante dinamismo à história, um recurso que vem a calhar devido à atmosfera sombria do livro. Ficar muito tempo na mente daquelas pessoas é desconfortável e mesmo saltando da negatividade de Libby para os dilemas de Ben e dali para o desespero de Patty, ou seja, saltando do ruim para o pior, essa mudança de foco é bem vinda, pois o livro mexe demais com as emoções. Chega a dar uma revirada no estômago, um nó no peito e uma angústia indefinida. São vozes em desespero, clamando pela verdade ou por socorro, o que às vezes dá na mesma. Quando o livro passa um pouco da metade, a vontade de descobrir a verdade vai se intensificando, pois várias situações vão se formando e convergindo para a tragédia do dia 3 de janeiro de 1985. Os personagens vão se tornando cada vez mais desesperados, cada um com seu conflito e muitas hipóteses sobre o que realmente aconteceu vão surgindo. É como se não houvesse escapatória para aquela família e qualquer que fosse a atitude que um deles tomasse, o final seria o mesmo. Conforme a investigação de Libby avança, paralelamente em flashback, a noite das mortes vai se aproximando como se houvesse uma corrida narrativa para definir como a verdade seria revelada. Se através das descobertas de Libby ou nas revelações que eram feitas no passado.
O final tem uma certa ação, sem exageros, o que achei ótimo, pois não curto passagens muito longas de perseguição. Porém a solução do mistério me soou um tanto forçada. Não prejudicou o livro como um todo, mas achei que Gillyan abusou das leis da probabilidade.
De qualquer forma, agora sim Gillyan Flinn conseguiu me conquistar, com essa obra deliciosamente sombria.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Sete livros sobre "sofrência"

Seis Anos Depois

Acho impressionante a capacidade de Harlan Coben em transformar tristes histórias de amor em enredos de eletrizante suspense. Mas no caso desse livro, sentimos a sofrência do personagem principal durante todo o livro. Mesmo com toda a ação vertiginosa que faz as páginas correrem, o que move o protagonista é o amor. Jake Fisher e Natalie Avery se conhecem no verão. Eles se apaixonam e vivem juntos os melhores meses de suas vidas. Mas, inexplicavelmente ela rompe o namoro e diz que se casará com outro, pedindo a Jake que nunca mais a procure. Mesmo sem entender nada ele respeita sua decisão e curte uma sofrência por longos anos. Até que ao ver o obituário de Todd, o marido de Natalie, decide quebrar sua promessa. Daí pra frente, é uma surpresa atrás da outra.


Amor de Perdição

Esse foi um dos livros que mais marcaram minha adolescência. Trata-se do amor proibido entre Simão e Teresa, de famílias rivais, que enfrentaram diversos obstáculos para ficarem juntos. Eles mantêm um namoro silencioso através das janelas próximas e ambas as famílias, desconfiadas, fazem tudo para combater a união. São diversos desencontros que permeiam a história, sempre carregados de muita sofrência quando o casal se separa. Na verdade, se somar as páginas em que eles ficam juntos, não deve dar nem trinta. É um romance no estilo Romeu e Julieta, mas tem um quesito adicional, que é a paixão platônica da leal Mariana pelo amigo Simão. Ela curte sua sofrência calada e abre mão de lutar por sua própria felicidade, para ajudar o casal. O final é triste demais, por isso, não aconselho que o leiam em estado de sofrência, pois pode piorar a situação. Nesse caso é melhor ouvir Pablo mesmo.

Lua Nova

 Namorar um vampiro pode ser uma experiência excitante, mas tem seus perigos. Além da força monstruosa dessas criaturas, que podem te despedaçar com um abraço, há tantas intrigas e rivalidades em seu meio, que se meter nessas picuinhas seculares não é nada aconselhável. E é para proteger sua namorada Bela, que Edward toma a decisão de abandoná-la. Mas como explicar isso para uma pessoa apaixonada? Ao se ver deixada para trás, a jovem cai numa profunda sofrência, e derrama suas mágoas sobre o computador, desabafando em seus longos e tediosos monólogos. Porem sua tristeza é logo farejada por um velho conhecido e ao invés de se rasgar ouvindo Pablo, ela decide trocar a solidão pela companhia do viril Jacob e trocar as intrigas vampíricas pelos dramas da sociedade lupina.



O Outro Lado Da Meia Noite

Nesse a sofrência foi em dose dupla. Noelle não cabe em si de felicidade ao ganhar um vestido de noiva de seu amante Larry Douglas. Mas sua alegria logo acaba ao descobrir que foi abandonada pelo piloto de guerra. A francesa curte então uma profunda sofrência, sozinha num quarto alugado em Paris. Não tem Pablo para lhe confortar e se tivesse talvez não houvesse tomado uma atitude tão radical, que chocou muitos dos leitores. A outra sofredora é Catherine, que passa maus momentos nas mãos do mesmo homem. É trocada pela antiga amante de Larry e mergulha numa profunda depressão, engordando, se enfeiando e assim, afastando o marido ainda mais. No caso de Catherine também não houve nenhum Pablo para consolá-la, mas a ajuda de um fiel amigo e algumas horas num spa e num salão de beleza consertaram o estrago.



Fim De Caso

Maurice é um escritor que se se apaixona por uma mulher casada, Sarah, e seu amor é correspondido. Porém, era amigo do marido da jovem, o que o coloca num terrível dilema. O que não impede o romance. Eles vivem um caso de amor secreto, cheio de culpa até que Sarah decide abandoná-lo. Desesperado, Maurice acredita que ela esteja envolvida com um terceiro homem. Se está ou não vou revelar, mas o caso pecaminoso chega ao fim e todo esse processo rende muita sofrência  a Maurice, que não se conforma com a separação. Fim de Caso tem um dos textos mais delicados escritos por Graham Greene e a adaptação cinematográfica não deixou a desejar. Uma triste história de amor com uma mensagem das mais edificantes.




Querido John

John abandona sua rebeldia juvenil ao tomar a decisão de alistar-se no exército após concluir o ensino médio. Durante sua licença, conhece a Savannah Lynn Curtis e a paixão é instantânea, tanto que a jovem promete esperá-lo terminar seus deveres militares. Porém o atentado de 11 de setembro muda radicalmente o destino do casal. No Iraque, John recebe uma carta de sua amada, dizendo que se está apaixonada por outro. Aí começa a sofrência do soldado, sozinho num país distante. Ao retornar para os Estados Unidos, ele descobre que o marido de Savanah está sofrendo de câncer e sem dinheiro para pagar o tratamento. E é então que, a despeito de sua sofrência, toma uma atitude tão nobre que mostra que ele não é um herói apenas no meio de uma guerra.



Em Algum Lugar Do Passado

Essa é uma sofrência metafísica.Richard Collier é um autor teatral que na noite de estréia da sua primeira peça recebe os cumprimentos de uma senhora idosa que lhe suplica a frase" volte para mim" e vai embora. Tempos depois, num hotel ele se depara com o retrato de Ellise, uma atriz do ínício do século XX e se apaixona pela sua imagem. Através de uma intrigante sequência de acontecimentos ele descobre que essa mulher é a mesma que apareceu já idosa na sua estreia e fica obcecado por reencontrá-la, mesmo que seja voltando ao passado. Ele consegue e vivem uma intensa paixão. Mas manipular o tempo tem seus riscos e a consequência é uma profunda sofrência de Richard ao voltar ao presente e descobrir que quase um século o separa de sua amada. Se eles se reencontram, só lendo o livro pra saber, mas pelo menos nesse século tem Pablo para ele se consolar.