quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sete mulheres apavorantes criadas por Stephen King

Carrie, a estranha
Bullyng é pouco, o que essa menina sofria era uma tortura psicológica diária. E como se não bastasse o inferno que era ir para a escola, sua vida doméstica não era melhor. Conviver com uma mãe fanática religiosa que a trancava num closet como forma de punição não era uma rotina fácil. Sua primeira menstruação, que seria um momento especial em sua adolescência foi um choque, algo para o qual nunca foi preparada. E se tornou mais uma oportunidade de ser massacrada pelas colegas, que a tornaram alvo de uma chuva de absorventes. Mas Carrie vira o jogo. Ela não é uma menina comum. Ok, isso os colegas de escola já se encarregaram de lhe dizer. Mas o que a torna diferente não é apenas sua introversão patológica. Carrie tem o dom da telecinese. Move objetos com o pensamento e quando descobre que pode controlar essa habilidade, o couro come. Principalmente quando transformam o dia mais importante de sua vida numa brincadeira de péssimo gosto. A fúria de Carrie não faz distinção. Passa por cima de todos até transformar o salão de baile numa praça de guerra e transforma os arrogantes alunos da Thomas Ewen High School em cordeirinhos assustados.


Annie Wilkes
Annie Wilkes é uma simpática enfermeira, leitora voraz e viciada na obra de Paul Sheldon. Sua paixão é Misery, a personagem principal de uma série de livros do autor. Após um acidente, Paul fica aos cuidados dessa dedicada mulher, que se prontifica a cuidar de alguém que ela mal conhece. Mas qual a surpresa de Annie ao descobrir que ele pretende matar sua amada personagem! De uma hora para a outra o cuidado se transforma em sadismo. Annie não aceita o destino reservado para Misery, passando a ver Paul como o algoz de sua ídola. E se ele pode ser mal, ela prova que pode ser bem pior. Sheldon sofre horrores nas mãos dessa mulher ensandecida e de paciente se torna vítima. À cada capítulo Anne mostra uma nova faceta de sua personalidade cruel e a angústia (título original do livro no Brasil) se torna quase insuportável ao nos colocarmos no lugar do escritor, que está totalmente à mercê do que pior existe no ser humano. Uma demonstração de que pessoas aparentemente inofensivas escondem verdadeiros carrascos movidos pela obsessão, loucura e pela pura maldade.

Sara Tidwell
Sara Tidwell foi uma cantora negra de blues, estuprada e assassinada por um dos homens mais poderosos do Maine. Louco de ódio, seu fantasma assombra sua antiga casa, habitada então pelo escritor Mike Noonan, recentemente viúvo que está sofrendo de um bloqueio de criatividade. Sara deseja se vingar de seu algoz e sua sede não poupa nem mesmo suas futuras gerações. Sara é a responsável pelos momentos mais instigantes e assombrosos do livro, com sua presença perniciosa atormentando Mike. Quando ela está na área é como se uma sombra se lançasse sobre os acontecimentos e tudo ao redor do personagem parecesse mais assustador. Um exemplo de espírito ressentido, que devido ao seu ódio vive num inferno após a morte e só encontra o caminho da luz após ter sua fome de vingança saciada. Na época da minissérie, foi lançado um EP com algumas das músicas cantadas pela personagem, na voz da atriz e cantora  Anika Noni Rose, que fazia o seu papel.

          

Charlie
Resultado de uma experiência militar, mesmo que por tabela, Charlie tem o dom da pirocinese, ou seja, ateia fogo com o poder da mente. Seus pais, Andy e Vicky, se submeteram a um experimento militar permitindo a aplicação de um alucinógeno em seu organismo em troca de 200 dólares. O resultado foi que a habilidade de criar fogo foi transferida aos seus genes e ao conceberem Charlie, a criança ganhou essa herança inusitada. Charlie é uma garota doce, que jamais usaria essa habilidade para ferir alguém deliberadamente. Porém, ela não tem total controle sobre esse dom.  Agora, imaginem  essa garota se tornando adolescente e entrando na TPM. A Incendiária há muitos anos não ganha uma nova edição. Está esgotado e, se não for lembrado por alguma editora, acredito que logo se torne raridade, já que seu valor nos sebos online é bem salgado para uma edição da década de 80.


Mary
Mary é uma espécie de vampira, mas ao invés de sangue ela suga a energia vital de jovens virgens. Portanto, devem ter uma ideia de sua dificuldade em conseguir alimento em plena década de 90. Por trás do belo rosto, emoldurado por uma exuberante cabeleira loira, ela esconde uma aparência monstruosa quando fica fraca ou furiosa. Portanto, bater em sua porta de manhã é um grande risco caso ela sofra de mau humor matinal. Só a visão de sua verdadeira aparência já é suficiente para deixar qualquer marmanjo se borrando nas calças. Mas o pior é quando fazem algum mal ao seu filhinho, o “doce” Charles, responsável por caçar as virgens e levá-las até sua mãe. Aí, o estrago que ela causa é caso de calamidade pública.
Sonâmbulos foi escrito diretamente como roteiro e nunca foi publicado como livro. O termo dim, que designa essa espécie, é citado na obra de King "Corações na Atlântida", nunca publicada no Brasil. No livro uma personagem sugere que Randall Flagg, vilão recorrente na bibliografia do autor, a ensinou a ser dig.

As Irmãzinhas de Eluria
Elas na verdade são seis e eu sei que a lista é de sete mulheres. Mas cinco delas representam uma coisa só, um único mal, sutil e insaciável. Mulheres vestidas com hábitos brancos e a rosa vermelha, símbolo da Torre Negra, que acolhem Roland após este ser atacado por um grupo de mutantes e o mantém numa tenda sob seus prestimosos cuidados. Mas logo Rolland descobre que há algo errado. Sua jovem aparência é apenas um disfarce para esconder que se trata de velhas feiticeiras, com exceção de uma delas, a caçula de 21 anos. Mas as surpresas não param por aí. É com espanto que Rolland constata que elas tem um estranho poder sobre não menos estranhos insetos que habitam o local e é com horror que descobre qual o verdadeiro intuito delas em curá-lo. Não se trata de caridade e sim um interesse, digamos, gastronômico. Somente com a ajuda da irmã caçula tem alguma chance de escapar dessas megeras. Mas será que ela quer apenas se casar com o  rapaz ou tem outras intenções depois que tive-lo só para si?


A Mulher do Quarto 217
Nada se sabe sobre a mulher do quarto 217, exceto que ela é a responsável por um dos momentos mais assustadores de O Iluminado. Imersa numa banheira cheia de sangue, essa figura fantasmagórica é a mais aterradora das visões que o pequeno Danny têm no malfadado Hotel Overlook. Uma aparição de segundos, mas que conta toda uma história de dor, sofrimento e infelicidade.  Aquela figura com os pulsos sangrando representa o desespero, a desistência da vida, a negação de qualquer esperança e o quanto a maldade, própria ou alheia, pode atingir um ser humano. A visão dura um instante, mas o que ela representa fica congelado na alma de Danny, como uma recordação da temporada mais macabra de sua vida.Diz a lenda que King era o único hóspede do verdadeiro hotel (que na época era um negócio pouco rentável) e ocupava o Quarto 217. Teve um pesadelo em que seu filho, na época com três anos, era perseguido pelos corredores e acordou com um sobressalto. Possivelmente foi daí que essa mulher misteriosa nasceu e permaneceu como um ícone na literatura de terror.














terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sete nomes do suspense médico

Robin Cook

Considerado o criador do gênero, Robin Cook é oftalmologista e mergulhador. Seus livros falam sobre a corrupção da Medicina, com médicos inescrupulosos, doenças sendo disseminadas com objetivos de retorno financeiro e duras críticas ao sistema de saúde dos Estados Unidos. Suas principais características são personagens audazes, grande enfoque no ponto de vista dos pacientes, relatando seus temores ao entrar numa sala de cirurgia e desfechos súbitos, onde as situações se resolvem em meia página. A grande vantagem desse recurso é a de segurar o argumento até a última linha e poupar o leitor de prorrogações maçantes, já que num livro de suspense o que interessa é o esclarecimento do mistério e não quem casou com quem.







Tess Gerritsen

De ascendência chinesa, Tess abandonou a Medicina para se dedicar integralmente à escrita. Se seus pacientes perderam uma médica, os leitores ganharam uma excelente escritora. No início da carreira escrevia romances açucarados com uma pitadinha de suspense. Mas foi com os thrillers médicos que se consagrou. Seu primeiro livro a ser publicado no Brasil foi O Cirurgião, onde nos apresentou a detetive Rizzoli, que com seu jeito desleixado, ranzinza e sérios problemas de autoestima roubou a cena e, ao lado da legista Maura Isles, protagonizou uma dezena de livros e uma série de TV. Suas características mais marcantes são a de dosar com equilíbrio o suspense com os dilemas pessoais dos personagens, assassinos psicopatas extremamente sádicos, muitas reviravoltas na história e descrições de autópsia de revirar o estômago. Mas pelas quais esperamos ávidamente.





Gary Braver

É professor de Inglês na Northeastern University (Boston), Estados Unidos, onde leciona cursos de ficção científica, best-sellers modernos, ficção de horror e ficção. É também formado em física. Apesar de já ter oito thillers lançados lá fora, no Brasil ainda estamos apenas como o Visões da Morte, uma obra que mistura ciência e misticismo. Pela amostra que tive, Gary parece promissor, sabendo dosar bem dois elementos tão opostos, tratando do tema experiência post mortem sem descambar para a fantasia. Apesar de alguns furos na história, Gary mostrou que sabe conduzir uma boa trama e de quebra ainda nos levar à beira das lágrimas. A principal característica de sua narrativa é a de transitar entre vários gêneros e apresentar várias vozes, criando um panorama dinâmico que faz as páginas correrem.


Michael Palmer     

Praticamente ignorado no Brasil, o médico tem poucos livros traduzidos aqui e é muito raro encontrar resenhas de suas obras na internet. Uma injustiça, pois Michael não deixa a desejar. Assim como Robin Cook, seu tema recorrente é a distorção da ética na Medicina. Fraudes em hospitais, pessoas que praticam eutanásia por dinheiro, uso indevido de material biológico, sacrifício de pessoas socialmente desprivilegiadas em prol de outras com poder aquisitivo maior, é esse o conteúdo da maioria de seus livros. O que mais se ressalta em seu estilo é o suspense crescente que a partir de certo ponto torna a leitura magnética.









Patrícia Cornwell

Ex-repórter policial, Patrícia teve uma vida complicada. Foi vítima de abuso infantil, sofre de transtorno bipolar e  passou por problemas de alcoolismo. Talvez por isso sua personagem Kay Scarpetta não dispensa um bourbon. Personagem premiada, a legista divide seu tempo entre salas de autópsia, intrigas políticas e a culinária, preparando massas cujo aroma chega a emanar das páginas. O grande erro de Patrícia foi o de, a partir do 12º livro da série, mudar a  narrativa para a terceira pessoa e descaracterizar completamente os personagens. Kay Scarpetta à cada livro está mais irreconhecível e as tramas tão confusas e desinteressantes que parecem escritas por outra pessoa. Suas principais características, na fase em que escrevia bem, eram personagens  humanos e muito profundos, uma cumplicidade da personagem com os mortos que autopsiava que era de arrepiar e a rara qualidade de usar termos técnicos e falar sobre tecnologia sem ser chata.


Michael Crichton 

Mais um médico que se joga na literatura e obtém êxito mundial. Grande parte de seus livros foi adaptada para o cinema, dando origem a sucessos como Parque dos Dinossauros, Assédio Sexual, Esfera e Sol nascente. Seus livros tendem mais para a ficção científica, por isso, mesmo tendo surgido antes de Robin Cook, não é considerado o criador do gênero horror médico. Foi um escritor bastante eclético, escrevendo sobre História, espionagem industrial e a ética no mundo corporativo. As principais marcas de seu estilo é uma escrita dinâmica, um conhecimento profundo dos temas abordados e uma criatividade sem limites.



Franck Thilliez

Sua capacidade de criação é comparável somente com o seu conhecimento. Seus livros tem tantas informações científicas que às vezes é preciso dar uma parada na leitura para digerir todos aqueles dados. Mas como fazer isso se a trama é tão boa que não te dá chance de colocar o livro de lado? Frank não se limita ao suspense médico convencional, com investigações dentro de hospitais e laboratórios pois cada enredo é tão complexo e ambicioso, que para desvendar os mistérios os personagens tem de ralar. Vão buscar respostas em outros países, voltam décadas no tempo mergulhados em documentos antigos, reportagens e entrevistas com testemunhas, a fim de destrinchar seus casos. Sua principal característica é a capacidade de tirar cartas da manga à cada página. Ele te cerca por todos os lados. Se um lance na história não te impressionou, pode estar certo que no capítulo seguinte ele já tem outra surpresa preparada.








sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sete fabulosas criaturas concebidas por Anne Rice





Lestat

Astro de rock, príncipe dos vampiros, moleque inconsequente, que bebeu do sangue dos mais antigos, que voltou ao tempo de Jesus e acompanhou seu calvário, que se atreveu a enfrentar a luz do sol, que trocou de corpo com um mortal para experimentar novamente as sensações humanas e que conquistou o coração de gerações de leitores. Lestat foi descrito como um vilão dos mais cruéis por seu companheiro Louis em Entrevista com o Vampiro, mas quando conhecemos o seu lado da história, deixamos de acreditar nos relatos ressentidos de sua cria. Lestat desmentiu seu antigo parceiro Louis e ouso dizer que As Crônicas Vampirescas se iniciaram com O Vampiro Lestat, no qual ele próprio conta sua história e não com o romance anterior. Após Cântico de Sangue, Anne Rice decidiu abandonar a literatura de terror, dizendo que não havia mais nada de novo a contar sobre seus vampiros. Mas Lestat, o imortal, não deixaria que nem mesmo sua criadora o matasse e voltou à ativa no tão esperado Prince Lestat que esse ano chega no Brasil.



Ashlar

Exageradamente altos, delicados, inofensivos e com a capacidade de adquirirem o tamanho adulto momentos depois do nascimento, são umas das criaturas mais poéticas concebidas por Anne Rice, que baseou-se no folclore húngaro para criar os seus Taltos. Sua principal fonte de alimentação é a proteína do leite e por isso se esbaldam com litros e mais litros de leite puro, chocolate branco, leite condensado e outras delícias lácteas. Dizimados durante um ataque em sua aldeia os poucos sobreviventes viviam escondidos dos humanos, em busca de outros de sua espécie. Ashlar, magnífico exemplar da espécie, no passado foi o rei de seu povo, adaptando-se às mudanças no mundo durante os séculos, convertendo seus seguidores ao cristianismo e chegando ele próprio a se tornar padre. Sua vida teve reviravoltas que dariam assunto para uma saga, até se tornar um empresário, dono de uma fábrica de bonecas, vivendo na solidão por acreditar ser o último representante de sua espécie. Mas eis que fica sabendo da existência de uma outra descendente, nascida no seio da família Mayfair e sua esperança de criar uma nova dinastia ressurge.



Rowan

 A competente cirurgiã Rowan Mayfair é a 13º  de uma dinastia de mulheres ligadas a um espírito maléfico denominado Lasher. Mas sua missão é bem mais difícil que a de suas antepassadas, pois foi incumbida de engravidar desse demônio e trazê-lo de volta ao mundo material.  Criada longe de sua família ela retorna após a morte de sua mãe e assume a propriedade da mansão, aonde aos poucos vai descobrindo os segredos dessa misteriosa família junto de Michael, um artista por quem se apaixona e com quem forma um casal cuja sexualidade emana da pele. Rowan, além de ouvir a voz de seu filho assim que engravida, tem também a capacidade de matar as pessoas com o pensamento, causando-lhes um fulminante ataque do coração. É uma mulher aparentemente fria, mas capaz de grandes arroubos de paixão e forte o suficiente para manter-se em pé após tantas escolhas difíceis que seu infeliz destino lhe impôs.

Lasher

Lasher é um espírito secular, que usa sempre a mesma família em suas tentativas de reencarnação. Sempre associado às bruxas Mayfair, defendeu-as, destruiu seus inimigos e ajudou-as a aumentar sua fortuna. Mas a vida no além era pouco pra ele. Lasher queria mais, desejava sentir novamente os prazeres que só a matéria poderia lhe proporcionar e viu a tão desejada oportunidade ao se aproximar de Rowan. Ele aguardou na moita ela se envolver com Michael, conceber um filho e então expulsou o espírito da criança e se apossou do embrião, atormentando a mãe desde o útero. Mas, se antes de nascer ele já era capaz de causar tanto estrago, imaginem o que ele não poderia fazer desse lado da vida?





Azriel


 Azriel era um judeu da Babilônia que estava fadado a ser sacrificado a um deus. Porém alguns magos com seus próprios interesses aproveitaram-se da situação para por em prática uma misteriosa feitiçaria, transformando-o em uma criatura sobrenatural. É difícil classificar no que Azriel se transformou. Fantasma, anjo, demônio. O que se sabe é que ele se torna uma criatura imortal destinada a usar seus poderes para cometer crimes em nome de seus mestres. Mas mesmo sendo escravo do mal, Azriel é amante do bem e após séculos vivendo no lado obscuro,  chega aos tempos modernos com uma grande sede de redenção. E, ao se tornar novamente dono de seu destino,  se transforma numa espécie de super herói, com a missão de percorrer o mundo e salvá-lo mesmo que seja um pouquinho à cada dia. Um belo personagem que demonstra que fatores externos não mudam nossa verdadeira natureza.





Reuben

Foi mordido por um lobisomem e conforme a lenda, se transforma num deles. Mas o que o difere das outras vítimas que vemos na maioria dos livros, filmes e séries, é a sua fácil aceitação do fato. Tirando uma estranheza inicial, Reuben se adapta rapidamente à sua nova condição e não fica horrorizado ao sentir seu corpo se tornando monstruoso, os pelos crescendo os dentes se transformando em armas mortais, mas sim maravilhado. Reuben passa então a percorrer a noite estraçalhando malfeitores e logo se torna alvo da mídia. Mas nem todo o poder que possui, nem o fato de ser uma celebridade mexem com seu ego. Continua fiel aos seus preceitos éticos e com seu charme despretensioso. Um cara adorável em sua forma humana e um feroz cão de guarda infalível em sua forma lupina.

Ramsés

Inacreditável, Ramsés II está vivo. Simulou a própria morte enterrando outra pessoa em seu lugar, descobriu um elixir da imortalidade e os séculos se passaram enquanto ele mergulhava num sono profundo. Ao ser despertado pelo arqueólogo Lawrence, reencontrou seu grande amor, Cleópatra, mas seu coração tremeu mesmo foi pela bela Julie, filha de Lawrence. Sua reação às estranhezas do mundo moderno é bastante divertida, mas não é só de paixões que sua nova vida é feita. Ao seu redor é armada uma grande intriga e ele tem de usar todas as suas habilidades, entre elas uma força descomunal, para driblar seus inimigos e viver sua nova vida como um homem comum. Se é que isso é possível para alguém com mais de mil anos de idade. Uma lírica história de amor, que somente a prosa poética de Anne Rice tornou possível.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sete coisas assustadoras criadas por Stephen King



 Ele não nos apavora somente recriando seres já tarimbados, como vampiros, lobisomens, zumbis e fantasmas. Stephen King tira terror dos elementos mais inusitados e cria vilões totalmente inesperados e diferentes do que estamos habituados.

George Stark

George Stark é o pseudônimo de Thad Beaumont, um escritor que faz bastante sucesso escrevendo histórias sobre um assassino. Mas Thad decide dar um fim a esse alter ego e realiza um funeral simbólico para George. Porém o escritor inventado por Thad se recusa a desaparecer e volta do
mundo dos mortos para cometer uma série de crimes. É isso mesmo, o pseudônimo criado pelo personagem de King ganha vida após ser deixado de lado pelo seu criador e espalha o terror. E, além de ser um homicida cruel, o que o torna tão pavoroso é pensar que algo criado pela nossa própria mente possa ganhar vida e sair por aí trucidando as pessoas. Com o decorrer da leitura, descobrimos que ele não é bem uma obra de ficção e a revelação de como nasceu Stark é uma surpresa terrificante.


O Nevoeiro 

Uma névoa que invade uma pequena cidade, isolando um grupo de moradores dentro de um supermercado. O fog pareceria inofensivo, apenas um inconveniente que impedia as pessoas de enxergarem pelas ruas, podendo causar alguns acidentes. Mas coisas bem mais pavorosas estão escondidas dentro daquele nevoeiro, a morte na forma de tentáculos. As criaturas, ou a criatura, não há como se saber ao certo, tenta de todas as formas invadir o local e esmagar os moradores que não tem como se defender. Saber que se está cercado por uma criatura de forma indefinida, ou pior, dezenas dessas criaturas, não é bem o que se espera quando se sai para fazer algumas compras.


Cujo

 Como pode um São Bernardo, um dos cães mais bonachões, se tornar uma fera assassina? Enquanto caçava um coelho nos campos ao redor da casa da família Trenton, Cujo é mordido por um morcego infectado com raiva. É então que começa sua trilha de sangue, matando várias pessoas, incluindo seu dono, Joe. Um dos momentos mais tensos do livro é quando encurrala  o restante da família dentro de um carro por três dias. Apesar de não se tratar abertamente de um romance sobrenatural há uma insinuação de que o cão foi possuído pelo espírito do xerife Frank Dodd, personagem que morre logo no início de A Zona Morta.


O Domo

Uma redoma surgir no céu e isolar sua cidade do resto do mundo seria apavorante o suficiente. Mas além disso esse domo é cheio de surpresinhas nada agradáveis. Ele manipula os moradores para que façam o que ele quer. Ele mata pessoas como se fossem formigas. Ele as enlouquece. O domo é um dos vilões mais silenciosos da literatura e por não saber o que se espera dele é tão assustador. Quanto menos se conhece algo, mais motivos temos para temê-lo. E o domo não economiza nesses motivos.

Christine

Christine era feia, velha e maltratada. Mas nas mãos do apaixonado Arnold, se torna uma belezura. Arnold, conhecido como Arnie, é um Nerd que está no colegial e mora com os pais numa cidade do interior. E Christine é um carro. O fascínio que esse automóvel gera em seu novo proprietário é tão grande que provoca uma grande mudança em sua personalidade. De um rapaz inocente ele se transforma num bad boy rancoroso e violento. Ele não vê o quanto aquele carro é perigoso e quando mortes começam a ocorrer fica difícil saber quem é o responsável. O motorista ou o automóvel.
A Coisa

Algo que percorre sorrateiramente as ruas silenciosas da noite, que se esconde no esgoto e toma diversas formas sendo, ironicamente, a mais assustadora delas a de um palhaço. O motivo dessa criatura se disfarçar de palhaço não é o de atrair as crianças, que são seu alvo principal, mas sim o de escarnecer deste símbolo de inocência. A Coisa é um ser debochado, que ri dos seus medos, que zomba da pureza, que borra de sangue o colorido dessa fase tão bela da vida. O pior símbolo da maldade personificado em um livro.







Randall Flagg

Randall Flagg, alguém que parece ter vindo do nada e deixou um rastro de maldades por onde passou. Apareceu em Os Olhos do Dragão como um feiticeiro, em A Dança da Morte como um líder carismático e em A Torre Negra como uma pedra no sapato de Rolland, tentando à todo custo impedi-lo de chegar ao seu destino. E o que torna tão assustador é exatamente essa "capacidade" de estar em tantas obras de King. Quando achamos que ele levou a pior, lá vem esse cara novamente aprontar. Uma criatura que assombra a bibliografia do mestre do terror.