domingo, 15 de novembro de 2015

Madison, 1300 - Ira Levin


Sinopse

Uma série de Mortes misteriosas aterrorizam os moradores de um prédio de apartamentos de Manhattan. Alguém ali espiona a vida de todos os inquilinos por meio de um sofisticado sistema de vídeo. Uma mulher solitária se, muito parecida com uma das vítima,s se v~e em meio a um turbilhão de acontecimentos bizarros.

  Resenha  

A premissa do livro é ótima, um edifício como cenário de misteriosas mortes, uma executiva do ramo editorial na meia idade, cuja única companhia é sua gata, envolvida com um rapaz mais jovem e alguém observando tudo o que acontece dentro de cada apartamento através de um sofisticado sistema de câmeras. Porém, Ira parece não ter tido disposição para transformar tudo isso num bom livro.

A narrativa é confusa, praticamente composta de diálogos e descrições dos movimentos dos personagens. É sempre alguém pegando uma xícara, ajeitando a blusa, fechando uma porta. Mas boas descrições de cenário não existem. O livro não tem atmosfera, parece que estamos lendo um roteiro de cinema. Como um dos personagens espiona a vida dos inquilinos através de vários monitores, é possível que essa escolha da narrativa tenha sido proposital, fazendo com que o livro pareça um filme, mas não deu certo, pois não dá pra entrar na história. O livro foi escrito sem nenhuma emoção, é um texto muito mecânico e por isso não há como criar empatia com os personagens e seus conflitos.

Kay, a protagonista, é apresentada como uma editora bem sucedida, uma mulher segura e que convive bem com a solidão, mas com o decorrer dos capítulos se transforma numa bobalhona, que fica de quatro por um rapaz mais novo, Peter. O romance entre eles vai se aprofundando, mas eles não conseguem convencer como um casal. E conforme os segredos do rapaz são revelados, Kay age com uma passividade irritante. O único personagem com um pouco mais de solidez é Sam, um ator decadente, mas mesmo ele não desperta simpatia.

Como pontos positivos devo ressaltar a engenhosidade do autor em alguns detalhes na execução de alguns crimes, o assassino sabe forjar os elementos de um crime de maneira genial.

 O livro teve uma adaptação cinematográfica que no Brasil recebeu o título de Invasão de Privacidade, com Sharon Stone no papel principal. O filme é muito superior ao livro e por isso a leitura foi uma grande decepção. Principalmente por se tratar de um autor tão bem conceituado.

4 comentários:

  1. Olá Ronaldo! Gostei muito do "Bebê de Rosemary", o que me causou vontade de ler outras obras do autor. Ótima resenha!

    Abraço!

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    1. O Ira tem ótimos livros, escolha qualqer ouro que não seja esse.

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  2. Estou lendo, mas realmente não estou achando grande coisa. Ainda mais depois de ler A casa do mal e Represália, meus dois últimos livros lidos de terror.

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    1. Mas não desista do autor, ele escreveu muitos livros espetaculares.

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