sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sete raridades de Dean Koontz

Mesmo não sendo tão famoso quanto Stephen King, pelo menos não aqui no Brasil, Dean Koontz possui também uma boa quantidade de livros que se tornaram verdadeiras raridades e que quando aparecem no mercado, são arrematados por valores absurdos. Há dois motivos para isso. Um, é o de que alguns livros tiveram sua reedição proibida pelo autor por considerar muito mal escritos. O outro é porque o autor é muito negligenciado pelas editoras brasileiras. Se até seus livros recentes são publicados a intervalos imensos, reedições então nem são cogitadas. Por isso, muitas de suas obras ficaram paradas no tempo, sem novas tiragens, sem novas capas e sem que outras editoras se interessem por seu catálogo. A maioria de seus livros mais antigos ainda pode ser encontrada facilmente em sebos, mas outros se tornaram peças raras e sorte é de quem depara com um deles por um valor atrativo.

 Frank Pollard continuamente desperta trazendo nas mãos e nos bolsos estranhos objetos aterrorizantes... Com a ajuda da dupla de detetives Bobby e Julie Dakota ele tenta descobrir a origem dessas misteriosas fugas. Mas, à medida que os Dakota começaram a descobrir para onde se dirige o seu cliente, eles são atraídos a reinos sombrios, onde uma sinistra figura espreita.

Considerada a obra prima do autor, A Casa do Mal é daqueles livros que te causam uma impressão tão forte que permanece por longos anos. Eu o li há cerca de dez anos e pouco me recordo do enredo. Mas a sensação de medo, angústia e terror causadas pelo vilão do livro permaneceram. Lembro da extrema força física que ele tinha, da violência que ele não conseguia conter e da explicação para sua natureza monstruosa, que seria ridícula se o autor não tivesse a abordado com tanta habilidade.


O total de pessoas era trinta e uma. Desconhecidas entre si , elas estavam estavam no lugar errado, na hora errada. Viram algo que as chocou profundamente, mas que parece ter sido apagado de sua memória. Porém as fobias e que eram acometidos não os deixavam em paz e a única maneira de encontrar a cura para seu tormento era buscarem respostas.

Foi o primeiro livro que li do autor, o vi na estante da biblioteca pública e não tinha nenhuma referência do escritor, mas o enredo me conquistou e embora seja um calhamaço de mais de 700 páginas, foi uma leitura absorvente, que ao final me fez correr atrás de outros títulos. Mas mesmo assim não recomendo como primeira leitura para quem ainda não conhece nada do autor a não ser para quem curte um enfoque psicológico profundo. Quem quer um livro com mais ação, há outros mais recomendáveis. Num golpe de sorte o adquiri por cerca de R$ 25,00 há alguns meses, mas apesar de disponível em alguns sebos virtuais, o valor atualmente ultrapassa o de R$ 120,00.

No princípio havia trevas e luz, e Sam Penuel abriu os olhos em Esperança. Este mundo não conhecia a violência nem as guerras. Sam Penuel viera do nada e não tinha passado, mas sozinho, naquela Planeta, ele conhecia os meios de destruição e podia arrasar qualquer planeta indefeso. Mas... era isso o que ele queria ? Ou ele estava ali somente para salvar Esperança de uma ameaça ainda pior do que a que ele próprio representava?

Eu nem sabia da existência desse livro e o descobri enquanto procurava um outro título do autor. É uma daquelas obras cuja republicação é proibida por Dean Koontz e pelo título dá para se supor o motivo. Mas eu adoraria lê-lo mesmo sendo algo bem tosco.






Uma aventura da humanidade na era da automação absoluta. É a história do estabelecimento em definitivo da Segunda Revolução Industrial (o do consumo), quando máquinas sofisticados substituem, de maneira absoluta, o braço humano no mercado de trabalho, e os computadores descobrem que maior eficiência corresponde à exclusão do cérebro humano nos processamentos. Neste momento o lazer torna-se a única possibilidade de sobrevivência. A ditadura do video-tape é substituída por um estruturador do mundo.

Desde o início da carreira Dean Koontz já era obcecado pelos perigos do avanço tecnológico, tema que originou grandes obras de sua carreira. Mas não deve ter sido o caso desse livro, já que é outra obra cuja reedição foi vetada pelo autor. A sinopse não me despertou muita curiosidade. É um livro bastante obscuro, sobre o qual não encontrei nenhum comentário de leitores pela web. Também não encontrei nenhum exemplar do livro disponível pela internet, mas se aparecer chuto que esteja na faixa dos R$ 70,00.


Narra a história de uma jovem dotada de talentos paranormais, de um assassino psicopata que a persegue e o terror que a acompanha pelos corredores do tempo. Aos seis anos de idade, Mary Bergen foi torturada e quase morta. Ao sair do hospital, descobriu que seu encontro com a morte lhe deixou um estranho presente — a clarividência. E desde então usou seus talentos psíquicos para ajudar a polícia na solução de crimes. Mais de duas décadas depois, Mary é novamente o alvo de um maníaco homicida. E terá que empregar toda a sua coragem, ânimo e poderes paranormais para encontrá-lo... antes que ele a encontre.

Mais um livro do qual Dean se envergonha e por isso não autoriza sua reedição. Raso, com uma heroína sem graça e um suspense frouxo, o livro parece mais um rascunho do autor quando estava engatinhando na profissão. Mas por mais trash que seja, eu até que gostei. Parece mais um livro para adolescente e é aí que está o seu encanto. Encontram-se alguns exemplares na internet por valores a partir de R$ 35,00.

Fatos estranhos se sucedem na cidade de Moonlight Cove, um balneário idílico da costa norte da Califórnia, onde criaturas sobrenaturais silenciosamente deixam em seu rastro uma trilha de extrema violência. Uma série de mortes inexplicáveis ocorre naquele local aparentemente pacato, cujos habitantes parecem ser cúmplices de um segredo de proporções apocalípticas.

Esse é um dos livros mais imaginativos do autor, onde sua criatividade parece não ter limites. É uma pena que esteja tão indisponível porque é uma obra essencial para os fãs de filmes e livros de terror, já que é repleto de referências da cultura pop. O adquiri há pouquíssimo tempo e estou lendo-o no presente momento. Uma obra que tem alguns tropeços, mas que é bem conduzida por Dean. Muitas vezes ele prejudica o ritmo para se demorar em algumas questões existenciais, mas que são pertinentes ao enredo. É um livro bem reflexivo, que pode divagar um pouco, mas não perde o rumo.



Desde sua chegada a Snowfield, pequena e pacata estação de inverno, Jenny e sua jovem irmã Lisa sentiram uma impressão de calma estranha, sobrenatural. O primeiro cadáver que descobrem na casa é o de Hilda, a caseira. Logo descobrem que a cidade inteira parece ter sido morta violentamente. E enquanto procuram algum sobrevivente, oculta pelas trevas, alguma coisa as espia. 

Antes de qualquer coisa, esse livro merece uma reedição porque ninguém merece essa capa. Apesar de ter visto o filme com Ben Afleck e ter detestado, tenho muita curiosidade em ler o livro, pois ouço maravilhas sobre ele. Lendo a sinopse e as resenhas, dá para perceber que o filme desvirtuou bastante da história original e nas mãos de Koontz esse enredo deve ter ganho um aspecto bem mais assustador. Sem falar que sua construção de personagens é até covardia em relação à qualquer adaptação cinematográfica. Está indisponível nos sebos virtuais. 

9 comentários:

  1. A Casa do Mal é marcante mesmo, principalmente por causa do vilão. Fantasmas li ano passado, e o primeiro terço do livro achei espetacular, aí depois que foi descoberto o "ser" que assassinava as pessoas fiquei um pouco decepcionado, mas mesmo assim o a história se desenvolve bem e finaliza com um final muito bom.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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    1. Pois é, Maurilei, Koontz às vezes dá as suas escorregadas, mas geralmente se recupera.

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  2. Nunca li Dean Koontz, mas a sinopse de Fantasmas me chamou atenção, só que essa capa é bem trash mesmo...rs. Pena que esses livros a gente só encontre garimpando nos sebos mesmo.

    http://primeiroscapitulos.blogspot.com.br/

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  3. É uma grande infelicidade que a Record tenha decidido ignorar autores como Dean Koontz e F. Paul Wilson de seu catálogo, com a popularização dos romances young adults em meados dos anos 2000 os livros de terror acabaram ficando de lado. Até aquele ótimo trabalho de relançamento em formato pocket da Ponto de Leitura foi abandonado :(
    Mas como eu disse é um mito isso de que Dean Koontz não autoriza a publicação, a maioria dos casos envolve obras do início da sua carreira, em geral ficção cientifica que não são publicadas mais, pela mesma questão que vários outros autores lançados nas incriveis Coleção Argonauta e Coleção Urania jazem esquecidos, a falta de interesse dos leitores.
    Segundo o Goodreads, Visões tem mais de 54 edições americanas, sendo a última de 2012 pela Editora Berkley e com expectativa de uma nova edição do audiobook para inicio de 2016.

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  4. Não sabia dessas reedições, Rafa. Mas é mesmo uma pena que ótimos autores sejam tão negligenciados. O terror no Brasil, mesmo com alguns grandes sucessos por aí, não tem muito espaço.

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  5. Gosto muito da obra desse autor. Já li três livros dele e pretendo ler os demais.

    Abç

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    1. Ele é excelente, uma pena que esteja sendo tão negligenciado no Brasil.

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    2. É uma pena mesmo!!! Meu autor preferido!!!!!! Tenho todos os livros do cara!!!! E acho insano!!! rsrsrsrsrs

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  6. Eu não sei como funciona esta questão da editora e o autor. A Darkside tem trazido excelentes livros neste segmento de terror. Quem sabe um dia não se interesse pelo Dean R Koontz?!? Vamos torcer e pedir!!!

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