quinta-feira, 12 de março de 2015

Sete mães terríveis da literatura


Não há amor maior que o de uma mãe. Sabemos disso e é essa a regra em toda a natureza. O instinto materno é o que as faz proteger seus filhotes indefesos. E é o amor materno que faz com que essas mulheres sempre vejam seus filhos como se fossem bebês desprotegidos não importa a idade que tenham. Mas toda regra tem sua exceção e eis aqui alguns exemplos.


D. Norma Bates
Ser mãe de Norman Bates já é motivo o suficiente para se ficar com o pé atrás em relação à essa mulher. Uma personagem que é apenas mencionada no livro, mas mesmo assim aterroriza. Repressora, moralista e egoísta, transformou seu filho num psicótico com seus excessos. Possessiva, isolou o garoto do mundo e sua educação rígida ficou tão arraigada na alma de Norman, que ela acabou se tornando uma parte de seu filho. O sentimento de posse era tão grande, que até lhe deu um nome parecido com o dela. E se o livro nos deixou com vontade de conhecer mais essa mulher, atualmente podemos encontrá-la em sua juventude na série Bates Motel. Mesmo se tratando de uma releitura, já que se passa nos dias atuais, é curioso ver uma personagem tão misteriosa e ao mesmo tempo emblemática ganhar vida.

Srª Lisbon 
Uma mulher rigorosa, que jamais demonstrava qualquer afeto pelas filhas e cuja intransigência culminou numa grande tragédia. Quando o egoísmo se disfarça de cuidado é difícil argumentar e sair de uma rede de superproteção capaz de sufocar até retirar toda a motivação de um ser humano para seguir em frente. Foi isso o que ela fez. Minou a alegria de viver de suas filhas até que elas não tinham mais razão para continuar naquela amarga realidade e a única fuga foi o suicídio. Se a Sra. Lisbon foi o fator crucial desse ato, não há como afirmar, mas que contribuiu enormemente para isso, não há como negar.
Margaret White

Uma das personagens mais insanas criadas por Stephen King representa de forma chocante as armadilhas que o fanatismo religioso esconde. Desde muito jovem ela mergulhou dentro da religião, passando a dedicar a sua vida a repudiar todos os prazeres que o mundo oferecia. Isolou-se da sociedade e passou a viver uma vida solitária ao lado da filha, hostilizando os vizinhos e afastando a garota das outras crianças. Margaret plantou tantas sandices na mente da filha, que esta se tornou uma pária. E qualquer deslize na sua rígida cartilha moral acarretava à Carrie duros castigos. Margaret  não tinha nenhum remorso fazer a filha  passar horas trancada num armário a pão e água. Uma mulher miserável que em sua visão distorcida de fé, cometeu pecados terríveis.



Kate Blackell
Kate Blackwell pode ser uma das heroínas mais amadas de Sidney Sheldon. Uma mulher forte, determinada e completamente dedicada à sua empresa, a corporação Krugger and Brent LTDA. Mas como mãe deixa a desejar. Kate ama a empresa mais do que tudo em sua vida e não há exceção nem para o seu filho. Para ela a felicidade de Tony é menos importante do que o fato de ele se tornar seu sucessor na direção dos negócios. E quando ele sai de suas asas e vai para Paris estudar arte, Kate entra em ação, bolando um plano tão cruel para trazê-lo de volta, que até parece que ela guarda um diamante no lugar do coração. Kate destrói os sonhos artísticos do filho sem piedade e não para por aí. Em nome da corporação ela continua tentando manipular os membros de sua família até os últimos dias de sua vida. Foi só o bisneto demonstrar interesse pela música, que lá veio a Sra. Blackell com uma conversinha estranha sobre apresentá-lo a um famoso maestro. 
Sra. Boytone
A matriarca da família Boyntone era uma mulher sádica, que demonstrava um mórbido prazer em atormentar psicologicamente seus filhos, ameaçando deserda-los caso não atendesse seus desejos. Seu domínio sobre eles era total. Não podiam dar um passo sem seu consentimento e suas vidas eram todas projetadas de acordo com os planos que ela traçava para cada um. Em sua juventude trabalhou como carcereira e levou seus modos autoritários para o seio de sua família. Prepotente, arrogante e muito cruel, a Sra. Boytone ganhou inúmeros inimigos ao longo da vida. E, em se tratando de Agatha Christhie, é claro que todas essas “qualidades” a tornaram a candidata ideal para ser vítima de um assassinato. Suspeitos era o que não faltavam, principalmente entre os membros de sua família. 

Amalthea
Condenada à prisão perpétua pelo homicídio de duas mulheres, uma delas grávida, Amalthea Lank é mãe da famosa Legista Maura Isles. Uma mulher que apresenta sintomas de esquizofrenia, mas que na verdade esconde uma mente sagaz e uma índole terrível. Para sorte de Maura, esta foi abandonada pela mãe ainda bebê e só descobriu sua verdadeira origem através de uma investigação criminal. Mas ao conhecer a mãe o que mais abala Maura é a possibilidade de ter escolhido a carreira de médica legista devido a alguma tendência mórbida congênita. Amalthea tem informações privilegiadas sobre uma série de assassinatos de mulheres grávidas que ocorre em Boston e a legista, com a ajuda de uma psiquiatra, tenta arrancar-lhe pistas importantes. O que ela não sabe, é que a mesma mulher que lhe deu a vida, é também capaz de tirá-la. 




Eloise
Eloise sente um profundo e inexplicável ódio pela filha Gabriella e transforma sua vida num verdadeiro inferno. Desde que se entende por gente, a garota é espancada pelos motivos mais banais. Isso quando a mãe precisa de um motivo. Sem qualquer tipo de empatia pela menina, a megera a submete as mais diversas torturas e transforma sua rotina num jogo de esconde-esconde cruel, no qual Gabriella vive se esgueirando para dentro de armários, no desespero de fugir de sua fúria. Uma mulher infeliz, que despeja sua infelicidade em cima da pessoa que mais deveria amar. E, por mais que sua conduta pareça exageradamente sádica, a personagem nada mais é que um reflexo de muitos fatos que acontecem na vida real e acabam nem vindo à tona.



3 comentários:

  1. Tenho vontade de matar afogada as três primeiras mães que você citou kkkkkkkkkkkk Passando pra dar um OI rsrs Falow boa noite #CurtiOpost #Guto

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  2. A mãe da Carrie e a Norma Bates estão entre os personagens que eu mais odeio na vida. Dublê de Corpo ainda não li. Pretendo logo começar a série com O Cirurgião.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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