sexta-feira, 27 de março de 2015

Sete livros sobre o fim da humanidade

Eu Sou A Lenda

Em 1967 uma praga assola a humanidade transformando as pessoas em vampiros. Robert Neville é o único sobrevivente. Durante o dia  ele é um caçador de vampiros, aproveitando-se do momento em que estão vulneráveis para matá-los. Mas a noite o jogo vira e,  sozinho, Neville tem de enfrentar  essa raça sedenta de sangue. Eles o provocam para que saia de casa e os enfrente  e o rapaz tem de compensar sua desvantagem numérica com muita precaução, esperteza e uma  fúria devastadora. Mas não são  apenas os vampiros os seus inimigos. Ele também tem de lidar com a solidão, que o leva a uma constante depressão. Pois  estar sozinho no mundo pode ser muito mais assustador que enfrentar um bando de sugadores de sangue. Afinal, qual a razão de buscar forças para sobreviver, se não há mais nenhum ser humano habitando o mundo. É claro que há a probabilidade de que  ele não seja o único a ter resistido, mas ter esperanças pode ser ainda mais doloroso. E é nesses conflitos que o bravo Neville vaga pelo mundo, mandando bala nos vampiros, suportando a solidão e fazendo pesquisas para descobrir a origem  dessa doença e uma possível cura.


O Último Homem

A autora de Frankeinstein também flertou com as distopias apocalípticas com esse romance  profundo, que nos leva a várias reflexões e trata desse tema de uma maneira muito mais introspectiva. A história se passa no futuro, dois séculos adiante, ou seja, praticamente nos dias atuais. A visão do futuro de Shelley é bastante curiosa. A  monarquia permanece, as convenções sociais são as mesmas e os avanços tecnológicos quase insignificantes. Para se ter uma  ideia, o meio de transporte mais utilizado é o balão, que já era utilizado na época em que o livro foi escrito. Mas, ao contrário de Frankeisntein, não é a ficção científica e as consequências dos avanços tecnológicos o enfoque do livro. Lionel Verney, filho de uma família nobre, é reduzido à pobreza devido ao seu vício pelo jogo e após perder sua posição é desprezado pelos antigos amigos. Surge então uma praga que assola a humanidade e, ironicamente, Verney é o único ser humano  imune a ela. Verney é num primeiro momento um homem de caráter intempestivo, mas que se curva perante as circunstâncias e se torna uma pessoa mais indulgente, responsável e afetuosa. Mas mesmo com o enfoque psicológico em primeiro plano, o  livro tem muito movimento, com batalhas vibrantes, intrigas amorosas, paixões arrebatadoras e a constante luta pela vida. Vale a pena ler o livro e descobrir que Mary Shelley é bem mais que a criadora de Frankeinstein.

Só A Terra Permanece

Um vírus devastador extingue 99,99% da humanidade e apenas cerca de uma pessoa a cada cem  mil  sobreviveu. Apesar de a população da Terra ter sido dizimada, tudo permanece intacto. Supermercados têm seu estoque à disposição, carros abandonados no meio da rua, hotéis cinco estrelas com as portas abertas. O mundo agora pertence aos sobreviventes. Ish, um estudante de Geografia retorna de uma pesquisa de campo nas montanhas, quando se depara com um mundo devastado, onde os  poucos sobreviventes estão abalados pela tragédia que dizimou a humanidade. Ish retorna à casa de seus pais e se une a outros sobreviventes, formando uma pequena sociedade. Mas até onde o a humanidade pode prosseguir sem o imenso contingente  de pessoas que foi responsável pela evolução tecnológica e social de nossa raça? Além disso, o desaparecimento de grande  parte da humanidade afeta a cadeia alimentar e ocorre um grande desequilíbrio ecológico. Ish e seus companheiros precisam construir um novo mundo utilizando o que restou do anterior e nesse novo mundo surge também uma nova cultura e uma nova  relação do ser humano com a natureza. O homem agora depende dela mais do que nunca e de dominador do mundo, se torna um mero animal indefeso.

A Invasão

Uma cepa de um vírus invade os Estados Unidos em grande escala, porém não causa grandes preocupações, já que os efeitos não são mais graves que os de uma gripe. Mas há algo de estranho nessa misteriosa doença, pois é transmitida através do contato  com alguns pedregulhos bastante peculiares, cuja origem é desconhecida. E quando se descobre que o pedregulho não é um pedregulho e a doença não é tão inofensiva quanto parece, já é tarde demais. Humanos vão sofrendo alterações tanto físicas quanto psicológicas e logo a humanidade está sendo dominada por uma raça de características reptilianas lideradas pelo jovem Beau, um estudante que foi uma das primeiras vítimas da doença e que, lentamente, passa a adquirir habilidades monstruosas. Cassie e Pitt, seus antigos colegas de faculdade se unem então ao policial Jesse, a médica Nancy e ao adolescente Jonathan, para tentarem encontrar uma maneira de reverter a situação. Com sua narrativa direta, muito humor e a rara capacidade de abusar dos termos científicos sem alienar o leitor, Robin Cook nos brinda com essa aventura onde a  humanidade é obrigada a lutar bravamente para impedir uma invasão alienígena.


A Menina Que Tinha Dons

Uma menina superdotada é a única esperança da humanidade após esta ter sido assolada por um vírus que transforma as pessoas em  zumbis. O ophiocordyceps unilateralis faz do ser humano o seu hospedeiro e o transforma num monstro cuja única função na  morte vida é a de se alimentar dos seres humanos. Os “famintos”, como são chamados os infectados, são incansáveis, tem uma  velocidade incrível e uma voracidade implacável. Ao mesmo tempo em que os seres humanos precisam se proteger dessas  criaturas, tem também de procurar uma cura para esse mal. E a única esperança são as crianças especiais que vivem na base  de estudos da Dra. Caldwell. Melanie é uma dessas crianças e a que apresenta características mais especiais. Os fãs de thrillers médicos se deliciarão com a quantidade de informações científicas, as descrições biológicas minuciosas e os  momentos de exultação quando algum avanço na cura é descoberto. Mas há também muita ação, suspense e terror. Consagrado  autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics, entre eles algumas das mais elogiadas histórias de X-Men, o britânico M. R. Carey estreia como romancista em grande estilo, trazendo uma obra recheada de emoções.

A Dança Da Morte

O ano é 1990. Um vírus é estudado dentro de um laboratório em uma unidade secreta do governo, uma arma biológica denominada  Projeto Azul. Devido a uma falha, há um vazamento e o vírus infecta as pessoas que viviam na base. Antes der ser posta em  quarentena, uma família escapa e espalha a doença pelo planeta. Todos os seres humanos são contaminados, porém 1% da  população é imune. E esses sobreviventes se dividem em duas facções. Alguns seguem Mãe Abigail, que  representa o bem e outros se rendem ao discurso de Randall Flag, símbolo da maldade. Tem-se início então uma clássica luta  entre o bem e o mal e enquanto o confronto se aproxima, vemos os personagens revelando suas qualidades, seus defeitos, contando suas histórias de vida, acompanhamos os efeitos devastadores da Super Gripe na humanidade, nos indignamos com traições de personagens que se deixam levar pelos encantos de Randall, lamentamos as mortes de personagens queridos, mesmo  que tenham sido heroicas. E então o Confronto acontece de forma vigorosa, um pouco previsível em alguns aspectos, mas inesperado em outros. Mas o que torna esse final tão apoteótico é a expectativa que fazemos dele. O livro tem mais de mil  páginas e acompanhamos uma longa saga, na qual o mundo sofre uma mudança sem volta, os personagens amadurecem e cada avanço  rumo a esse final é marcado com sangue, calos nos pés e lágrimas. Por isso o final tão empolgante, pois aquela luta é da  humanidade e a vitória que está em jogo é também nossa.

Caixa De Pássaros

Um thriller psicológico aterrorizante e uma trama apocalíptica com ambientes claustrofóbicos, fugas desenfreadas e bravos personagens tentando sobreviver a uma catástrofe humana. Malorie  é uma destas pessoas que, desesperada, tenta fugir para um local seguro com sua filha. Porém, o caminho é repleto de perigos e basta um passo em falso para ecair nas mãos das criaturas que assolam o mundo com sua violência. E essas criaturas não são nada mais que seres humanos, enlouquecidos após se depararem com uma visão que provocou uma mudança assombrosa em suas mentes. Algo desencadeou um surto terrível nas pessoas, despertando seus instintos mais primitivos, levando-as a atacarem brutalmente quem vissem pela frente e depois cometerem suicídio, das formas mais horrendas. Ninguém  sabe a origem dessa loucura e basta estar de olhos abertos para ser afetado.

9 comentários:

  1. Adoro seus posts.
    Uma curiosidade, porque sempre 7 (sete)?
    rsrs

    Abraços

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    1. Nenhum motivo especial. É que o sete é um número sonoro, emblemático e engraçado. Além disso, é uma boa quantidade de itens. Cinco é pouco, dez é muito. Abraços.

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  2. Adorooooooooooooooooooo eu sou a lenda, caixa de pássaros e a menina que tinha dons!!! A pergunta que não quer calar: PORQUE SÃO SEMPRE SETE ?? kkkkkkkkkkkkkkkk Amoooo a Lú kkk. Super curti o post ( esqueci de conferir o penúltimo mais eu vou )

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    1. kkkkkkkkkkkkk, você é ótimo Guto. O motivo dos sete eu expliquei na resposta á Lu aí em cima. Ressaltando que o livro do Josh foi indicação sua, lá em seu blog. Tenho de agradecer, é incrível. Abraço.

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    2. Eu estava zuando a lú mesmo kkk. Que legal que vc também curtiu caixa de pássaros que máximooooo ;-)

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  3. Adoro filmes apocalípticos! Acho que já assisti a uns vinte (dilúvios, terremotos, meteoros, aquecimento solar, gelo, invasão alienígena, vírus mortal, zumbis, entre outros). Ainda não li livros com essa temática, mas já anotei as sugestões. Da lista, só conheço "Eu sou a lenda", por causa do filme.

    P.S.: Respondendo à sua pergunta: sim, pode falar do meu blog na sua postagem (me manda o link da postagem que eu divulgo).

    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

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    1. Essa é uma temática que rende grandes emoções mesmo, Quanto ao posto eu aviso sim. Obrigado.

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  4. Destes eu já li o espetacular A Dança da Morte e o excelente Caixa de Pássaros. Está na minha lista de leituras e provavelmente irei gostar: Eu Sou a Lenda, Só a Terra Permanece e A Menina que Tinha Dons. Me interessei por O Último Homem, que eu não tinha conhecimento. Excelente post.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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    1. Também o descobri há pouco tempo, achava que a Mary Shelley só houvesse escrito Frankeinstein.

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