segunda-feira, 16 de março de 2015

Sete escritores de sucesso rejeitados pelas editoras

Você, escritor iniciante... Publicar é difícil, mas não é impossível. E as rejeições fazem parte desse árduo caminho. Ver seu livro exposto na estante de uma livraria, nas mãos de um leitor no metrô ou sendo resenhado num blog é a recompensa por um grande esforço. E em alguns casos, um exercício de paciência e uma prova de perseverança. Mas não desista na primeira tentativa. E se você já enviou seus originais e não teve êxito, saiba que está em ótima companhia. Pois estes sete bem sucedidos autores passaram por isso muitas e muitas vezes.

Agatha Christie

A Rainha do Crime precisou enviar O Misterioso Caso de Styles para seis editoras diferentes e aguardar quatro anos para que seu famoso detetive Hercule Poirot fosse apresentado ao público. Mesmo assim, ela não emplacou logo de cara. Foram necessários mais três romances para que seu trabalho fosse reconhecido. Mas a recompensa por toda a perseverança valeu a pena. Agatha se tornou uma das autoras mais traduzidas no mundo e, certamente, a escritora mais famosa de todos os tempos. Uma mulher que teve a coragem de entrar num mundo dominado pelos homens, se tornou tão respeitada quanto seus colegas do sexo masculino e foi a predecessora de uma geração de grandes damas do crime.





Frank Hebbert 

A série Duna é um marco na ficção científica, mas nem todos os editores são capazes de prever o potencial de um livro quando recebem os originais. Duna foi rejeitado cerca de 20 vezes antes de ser aceito. Um editor, ao rejeitar o manuscrito, chegou a lhe responder :"Posso estar cometendo o erro da década, mas...". Porém Chilton, uma editora de pequeno porte na Filadélfia deu a Herbert um adiantamento de U$7,5 mil e Duna não tardou a virar um sucesso de crítica. Em 1968 Herbert ganhara U$2 mil com suas publicações, muito mais do que os romances de ficção científica da época estavam lucrando, mas não o suficiente para torná-lo um escritor em tempo integral. Porém, isso não o fez desistir da carreira, dizendo: " Um homem é um idiota em não colocar tudo de si, a qualquer momento, no que está criando. Você está fazendo a coisa no papel. Você não está destruindo, está plantando uma semente."


Stephen King

A história de que o original de Carrie, A Estranha foi jogado no lixo pelo próprio autor e resgatado pela sua esposa é bastante conhecida, inclusive é narrada pelo próprio escritor no prefácio do livro. Mas o que nem todos sabem é que, além de escapar da lata de lixo, essa obra recebeu mais de trinta rejeições das editoras. Pra vocês verem! O povo gosta mesmo de provocar bullying em Carrie. King já havia publicado diversos contos em revistas, mas nunca havia tido um livro seu editado. E após muita luta Carrie foi o primeiro. Mas não pensem que a partir daí ele se consagrou. Seus cinco primeiros romances encontraram dificuldades em ser publicados entre eles A Hora do Vampiro e O Iluminado.





J.K. Rowling                            
No final dos anos 90, J.K. passou por uma grave crise financeira, tendo de contar com a ajuda de familiares para sustentar seu filho. Para quebrar o galho, arrumou um emprego de professora e foi nessa época que começou a enviar para as editoras os originais de Harry Potter, obra que há quase dez anos vinha desenvolvendo. Recebeu muitos nãos, alguns delicados e outros nem tanto como: “ Querida, desista dessa ideia de ser escritora e volte ao trabalho”. Mas após ter sido rejeitado doze vezes, a editora Bloomsbury lhe deu um voto de confiança, publicando “Harry Potter e a Pedra Filosofal” numa coletânea de literatura infantil.
Rowling recebeu £2,500 por Harry Potter, e lhe foi sugerido assinar apenas as iniciais dos pré nomes, pois o público infantil masculino poderia rejeitar um livro escrito por uma mulher. Depois disso, vocês já sabem. JK ganhou uma legião de fãs e é a responsável por grande parte dessa nova geração de leitores.
  


John Grisham

John Grisham sempre deu duro. Filho de fazendeiros, pegava no pesado e desde muito jovem ganhava seu próprio sustento ajudando em construções, regando plantas por um dólar e até vendendo roupas. Por isso não é de se admirar que ele não desistisse em sua primeira rejeição. Nem na segunda, na terceira e nem na vigésima oitava. O original de Tempo de Matar levou tantos nãos, que Grisham deve ter gasto uma pequena fortuna em malas postais. E olha que na ocasião ele já era advogado formado, com alguns anos de carreira. ou seja, ele tinha amplo domínio sobre o que estava escrevendo. Mesmo assim, penou para conseguir ser publicado. Mas graças à sua persistência o thriller judicial ganhou o seu mais famoso representante.


Stephenie Meyer 
Não fosse a insistência de Stephenie Meyer, muitas adolescentes nunca teriam podido suspirar pelos vampirinhos purpurinados e nem pelos lobos bombados pelo simples fato de que eles jamais teriam saído da gaveta. Crepúsculo foi rejeitado oito vezes. E além da frustração de ver seus originais devolvidos, a autora teve de aturar comentários grosseiros como: “É melhor você parar de escrever e procurar outra atividade para sobreviver”. Mesmo após fechar com uma editora, ela recebeu uma devolução das muitas editoras a qual havia enviado os originais, com um comentário tão maldoso, que a deixou deprimida, mesmo já tendo seu livro aprovado por outra empresa. Sua vontade na ocasião foi a de mandar uma resposta anexando uma cópia do contrato, mas achou melhor não fazê-lo. Além de persistente, ela é uma lady.


Margareth Mitchell

Descobri de quem Scarlet O’hara herdou sua personalidade inquebrantável. De sua criadora, é claro. Margareth levou mais de trinta portas na cara antes de ver seu livro E O Vento Levou publicado. Foi um longo caminho de decepções, mas ela tanto insistiu até que a editora Macmillan acreditasse em sua épica história e aceitasse lançar o livro no mercado. Em menos de um ano a obra se tornou um best-seller e teve seus direitos de filmagens comprados por US$ 50.000, o que na época era uma soma considerável. E para coroar todo o esforço de Margareth, em 1937 o livro foi premiado com o Pulitzer. Lamentavelmente Margareth morreu aos 49 anos, vítima de um atropelamento e essa maravilhosa saga foi a única obra que nos deixou.






13 comentários:

  1. Gostei muito do site.
    Adoro ler e escrever.

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  2. Imagine a Literatura sem esses grandes Escritores?!
    Nem quero imaginar.
    Abraços Ronaldo

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    1. Verdade, Lú, sem falar em muitos outros que nem chegamos a conhecer porque acabaram desistindo.

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  3. Ronaldo, adoro suas listas! Mesmo na correria, tirei um tempinho para passar por aqui.
    É interessante observar que alguns desses autores superaram o desafio de serem publicados, mas ainda são desvalorizados pela crítica literária, considerados baixa literatura, como o Stephen King – ele mesmo já deixou claro que não se importa. Creio que o importante é tentar. Ainda que a crítica nem sempre valorize todos esses autores, não podemos deixar de admitir que suas histórias mudaram a vida de muitos leitores.
    Abraços. Sucesso com o blog! E que ele continue crescendo.

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    1. Obrigado pela sua visita Ben, você sempre acrescenta muito. Esse conceito de subliteratura deveria ter sido ultrapassado há muito tempo. Acho que é uma tentativa de limitar a arte e arte é algo que tem de se expandir. Abraço.

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  4. Não imaginava que esses autores tivessem passado por tanto sufoco! Não basta ter talento, tem que ser persistente!

    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

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  5. Excelente postagem, conhecia algumas histórias de alguns autores famosos mas não com tanto detalhes. Parabéns.

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    1. Obrigado Ednaldo, sempre bom saber mais sobre a trajetória dos autores.

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  6. Excelente postagem, conhecia algumas histórias de alguns autores famosos mas não com tanto detalhes. Parabéns.

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  7. Nossa conhecia algumas dessas histórias, mais a do King me surpreendeu.

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    1. É necessário ter muita persistência mesmo para conseguir um lugar no mundo editorial.

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