terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sete detetives e seus métodos investigativos


Alex Delaware
Alex Delaware é um psicólogo que presta consultoria à polícia e ao lado de seu amigo, o detetive homossexual Milo Sturgis, desvenda os mais intrincados crimes. Alex é um homem refinado, que vive com Robin, uma restauradora de instrumentos musicais e o buldogue francês Sparks, que morre de ciúme de sua dona. Como psicólogo forense, seu método investigativo não poderia ser outro que não o de fazer abordagens psicológicas, criando empatia com suas testemunhas e extraindo o máximo de informações possíveis. Depois, senta com seu amigo, faz um apanhado de tudo o que apurou e juntos criam várias teorias. Geralmente a opinião dos dois diverge, cada um desenvolvendo uma hipótese, mas é claro que é sempre Alex quem está certo.





Padre Brown 
Ele é uma figura frágil, que caminha com sua batina esvoaçante, o chapéu de abas largas, uma cabeleira arrepiada e um indefectível guarda chuva. Um velhinho que chega no cenário dos crimes, faz poucas perguntas com sua falinha mansa e, sempre subestimado pela polícia, esclarece crimes espantosos. Muitas vezes os crimes são tão bizarros, que se chega a atribuir a causa a algum evento sobrenatural. Mas o velhinho dá uma explicação racional que deixa a todos de queixo caído. O que torna Padre Brown tão eficiente na elucidação de crimes é seu profundo conhecimento da alma humana. Segundo ele próprio num dos contos que protagoniza, “como alguém que passou a vida sem fazer nada além de ouvir confissões, pode desconhecer a natureza dos homens?”



Sherlock Holmes
Sherlock é um inglês bastante esnobe, arrogante, aparentemente frio, mas que de vez em quando se descuida e deixa transparecer algum traço de emotividade, mesmo que seja por segundos. Mas, por incrível que pareça, tem um carisma impressionante. Para se ter uma ideia, após seu autor Conan Doyle ter a infeliz ideia de mata-lo, foi obrigado a ressuscitá-lo tamanho foi o inconformismo do público. Seu método de investigação é o de base científica e lógica dedutiva. Vê em detalhes insignificantes pistas promissoras, às quais encaixa num todo com uma exatidão geométrica. E o melhor combustível para mover seu raciocínio é o cachimbo, com o qual se recolhe num canto e é a única companhia em suas ponderações.
Lincoln Rhyme
O ex-perito criminalista Lincoln Rhyme fica tetraplégico após um acidente, mas nem assim deixa de lado a área investigativa. Mal humorado, parece às vezes indiferente e muitas vezes é ríspido com quem o cerca. Mas é um gênio e põe todo seu talento a serviço da polícia na solução de crimes. Como não pode se locomover, usa outros detetives para colher informações que ele digere e processa em sua mente prodigiosa, extraindo resultados impressionantes. Tem um vasto conhecimento de perícia criminal e é baseado em pistas físicas que elabora suas teorias. O que há de mais admirável em Lincoln é sua determinação em desvendar os casos, compensando suas deficiências físicas com seu raciocínio exercitado. É um detetive incansável que enfrenta e derrota os mais perigosos assassinos à quilômetros de distância.
Mandrake
Mandrake é um oficialmente um advogado criminal, mas cuja verdadeira atividade é a de detetive. Um homem atraente, que vive às voltas com muitas mulheres e dá trabalho para sua namorada Berta. Geralmente é contratado por pessoas da alta sociedade, meio no qual, apesar de saber circular com desenvoltura quando preciso, não lhe deixa muito à vontade, pois seu território são as camadas socialmente inferiores da sociedade. É em meio a cafetões, prostitutas, traficantes e ladrões pé-de- chinelo que ele se sente em seu ambiente. E é esse conhecimento do submundo que o auxilia em suas investigações. Seus contatos são de extrema valia em seu trabalho e é flertando com a boca do lixo que ele consegue desvendar os crimes. É um cara durão, mas com um coração de manteiga derretida, que presta seus serviços de advogado gratuitamente para os pobres, e os de detetive para quem pode pagar.


Myron Bolitar
O mais charmoso detetive da atualidade, ou até mesmo de todos
os tempos, conquistou o público com seu bom humor, seu jeito bonachão e sua ousadia. Ex-jogador de basquete, Myron Bolitar teve de abandonar o esporte devido a uma lesão no joelho e se as quadras perderam um grande jogador, os criminosos ganharam um implacável inimigo. Seu atrevimento é uma de suas características mais marcantes. Sem qualquer cerimônia ele aborda as testemunhas e quando algumas são mais agressivas, não tem qualquer pudor em usar a sua sutileza de gorila. É um detetive esquentado, sempre pronto para uma boa briga e que não falha em desvendar os crimes, mesmo que a resposta venha em meio a tropeços. Myron é uma bomba relógio, que só não explode porque tem sempre ao seu lado o amigo Wyn, que com sua frieza de sociopata, calibra as engrenagens de seu parceiro, servindo de um perfeito contraponto para o ex-jogador.


Hercule Poirot
O detetive belga é até hoje um dos personagens mais conhecidos e queridos da literatura policial. Baixinho, com seu bigode impecável, bem vestido e a cabeça em formato de ovo, ele transita pelas mansões da aristocracia inglesa, se aventura em lugares exóticos e visita cidades do interior com uma vitalidade inesgotável. Seu lema para conduzir uma boa investigação é “ordem e método”. E é com toda essa organização que ele desvenda os crimes mais bem arquitetados. Puxa conversa com as testemunhas, mas raramente seu assunto é o crime em questão. Ele faz seus rodeios e deixa o interrogado falar, divagar, baixar a guarda e sem querer revelar fatos relevantes para a solução do mistério. Mas não adianta a gente prestar atenção nesses diálogos procurando pistas, porque só Poirot consegue enxerga-las. Só ele sabe usar as células cinzentas e transformar diálogos inocentes em verdadeiras confissões. Quanto a nós, temos de nos contentar em devorar as páginas e aguardar ansiosamente pelas revelações do detetive mais convencido do mundo.

4 comentários:

  1. Oi, Ronaldo! Da lista só conheço o Poirot (Agatha Christie é muito amor!) e o Holmes. Fiquei curioso para ler os outros livros e conhecer mais detetives, complicado mesmo é achar tempo para tantas leituras. Além dos que eu já conhecia, fiquei instigado para ler o do Rubem Fonseca – valorizar a literatura nacional e ver as diferenças do gênero no Brasil.
    Abraços!

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    1. Verdade, sempre tento incluir pelo menos um autor brasileiro em minhas listas.

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  2. Já li "O signo dos quatro" e gostei bastante. Gosto do Sherlock Holmes com seu jeito antigo.
    Os outros livros também parecem bons!

    www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br

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  3. Destes livros citados, O Colecionador de Ossos que gostei muito do filme está na minha lista de leitura, pois Lincoln Rhyme é fantástico; e O Livro do Assassino eu tenho mas ainda não li, e acho que deve ser muito bom.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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