quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sete serial killers da literatura

             
Jean-Baptiste Grenouille

 Jean-Baptiste é um dos assassinos mais inusitados da literatura. Pois ele mata por um motivo que até poderia ser considerado nobre, caso um homicídio desse tipo pudesse ser justificado. Mata mulheres para roubar-lhes o cheiro. Como nasceu com uma estranha deficiência, a de não exalar odor algum, Grenouille fica obcecado com a ideia de encontrar a essência perfeita. Dono de um olfato excepcional, ele escolhe suas vítimas através de seu cheiro e as mata para extrair-lhes o odor, que mais tarde será usado como ingrediente na composição do perfume irresistível, que lhe permitirá seduzir qualquer pessoa. Mas ele deve tomar cuidado com a dose. Tudo o que é em excesso, pode causar efeitos imprevisíveis. 






Hannibal Lecter                      

Refinado, culto, charmoso e grande apreciador da gastronomia. Porém podemos considerar seu gosto um tanto duvidoso. Pois servir carne humana num banquete não é de muito bom tom.
O psiquiatra Hanibbal Lecter presta seus serviços como consultor na investigação de assassinatos, já que é um especialista em mentes criminosas. Porém, seu conhecimento vai além do acadêmico. Hannibal é um assassino em série que seduz as vítimas com a sua sofisticação e prepara iguarias com seus restos mortais. 
      

       


Warren Hoyt

Um assassino que matava mulheres com requintes de crueldade, chegando ao ponto de extirpar o útero de uma vítima ainda viva. Com conhecimento em Medicina, Warren Hoyt, o Cirurgião executava cada corte com precisão, mas ao invés de sanar a dor, sua perícia era utilizada para provocá-la. Era tão esperto quanto cruel e se aproximava das mulheres com toda a cautela de um lobo rondando sua presa. Descobria suas fraquezas, ganhava sua confiança e então atacava.






 Temple Gault
                    
Cara de bebê, com lindos olhos azuis e cabelos louros, Temple Gault tem em sua aparência física um ótimo disfarce que o torna ainda mais perigoso, já que suas vítimas baixam a guarda em sua presença, sem terem qualquer suspeita de que aquele rapaz delicado esconde um monstro capaz de uma violência inominável.
Faixa preta em caratê, Temple é uma arma humana, capaz de destroçar um ser humano com um único golpe. Sem falar que é tão escorregadio que consegue se afastar do cenário de seus crimes sem deixar praticamente nenhum rastro.
Um assassino sem padrões, invejoso e ressentido, que mata indiscriminadamente. Homens, crianças e mulheres, ninguém está a salvo de Temple Gault.




Norman Bates

É impossível relacionar Norman Bates nessa lista sem soltar graves spoilers. Aliás, o fato de ele estar aqui já é um spoiler, mas não há como deixá-lo de fora.
O gerente do motel Bates, guarda um terrível segredo por baixo de seus modos afáveis e desajeitados. É um assassino implacável, que mata em surtos psicóticos quando assume a identidade da mãe, a quem também matou durante a adolescência. Como o matricídio é o crime mais difícil de se superar do ponto de vista psicológico, o jovem desenvolveu uma esquizofrenia como forma de defesa. Sempre que se sente ameaçado, seja por uma mulher sensual que desperta seu desejo sexual e assim, põe em risco a vida monástica que escolheu para si, seja alguém que apareça em sua propriedade fazendo perguntas impertinentes ele se livra desse inconveniente da maneira mais efetiva: matando.

Patrick Batemann   

O psicopata americano é um dos mais radicais relatos sobre a banalidade da violência, do consumo e do vazio da geração de yuppies que viveu sua juventude nos anos 80.
Patrick Batemann, um jovem executivo que  tem  uma vida social agitada, frequentando festas onde não faltam uísque, cocaína e futilidades. É aparentemente mais um executivo que se veste com ternos caros, mas Patrick tem um hobbie que o difere de seus colegas de trabalho. Nos momentos de tédio, sai pelas ruas de Nova York assassinando mendigos, prostitutas e todos aqueles que de alguma forma o incomodam.
A maneira como o personagem via suas vítimas, como seres desprezíveis cuja única função era dar-lhe o prazer de tortura-los, foi retratada de forma tão contundente pelo autor, que a obra se tornou alvo de protestos de feministas e chegou a ser recusada pela primeira editora.
Contudo a polêmica só serviu para consagrá-lo. Foi levado aos cinemas em 2000 com Cristian Bale no papel principal.
Dexter  
                                     
Um assassino herói ou um herói assassino, Dexter às vezes nos confunde. Ele nos deixa num dilema entre o que é ético e o que é prático. 
Sabe quando você assistia desenhos animados e ficava com uma bronca danada quando o super herói salvava a vida do bandido ao invés de deixá-lo se estrepar? Dexter veio para nos redimir dessa frustante sensação.
Ao mesmo tempo que sabemos que fazer justiça com as próprias mãos não é um direito nosso, não há como não vibrar quando nosso amado serial killer leva um criminoso à sua mesa e o submete aos seus brinquedinhos. 
Não se pode dizer que Dexter seja um serial killer do bem, mas até que ele não é tão mau assim.









              

3 comentários:

  1. Adoro o Hannibal. Fiquei tão feliz com a série! Já li todos os livros e adorei. Assim como assisti todos os filmes da franquia. Também gostava do Dexter, embora só tenha lido os dois primeiros livros. Quero muito o livro Psicose! Bates Motel também está incrível. Adoro essa ponte entre seriados, filmes e literatura. Ainda não conhecia o 3º e o 4º da lista.
    Obrigado pela incrível postagem!
    Abraços

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  2. São todos esplêndidos, cada um em seu estilo.

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  3. Eu acompanho a série Hannibal, e com certeza ele está entre os mais cruéis e inteligentes seriais killers.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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