quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sete médicas que amamos




Kay Scarpetta 


 A consagrada personagem de Patrícia Cornwell talvez seja a médica mais conhecida da literatura. De ascendência italiana, a legista e advogada Kay Scarpetta usa a culinária como terapia após dissecar corpos e correr atrás de assassinos. Entre massas, molhos e vinho, divide a mesa com seus companheiros de trabalho e é o ponto de união entre o amigo boca suja Marino, a sobrinha lésbica Lucy e o namorado Benton. Apesar da premiada personagem ser um ícone da ficção polical moderna e à cada livro ter ganho um espaço maior em nosso coração,  Patrícia Cornwell a descaracterizou  a partir do momento em que passou a narrar suas  aventuras na terceira pessoa. Do escatológico Mosca Varejeira em diante, Kay Scarpetta perdeu grande parte de seu charme e à cada lançamento suas marcantes qualidades vem se dissolvendo. Porém isso não muda em nada o que ficou para trás. De Post Mortem até A ùltima Delegacia, temos 11 maravilhosos livros para nos deleitarmos com Kay Scarpetta no melhor de sua forma.


Paige Taylor

 Médica talentosa, dotada de uma verdadeira vocação, Paige passou poucas e boas até ter o reconhecimento por seu trabalho. Inspirada  a seguir essa nobre profissão pelo pai, um missionário que viajava o mundo prestando assistência a populações carentes, a jovem doutora à contra gosto foi para os Estados Unidos, onde se formou e fez sua residência, sendo a personagem central de um dos mais eletrizantes livros de Sidney Sheldon. Paige representou um belo retrato da correria que é um plantão médico, onde os residentes mal conseguem pregar os olhos devido aos ininterruptos chamados à emergência, tem de tomar decisões de vida e morte em questão de segundos e praticam malabarismos para driblar as picuinhas políticas de um grande hospital. Além disso, Paige teve de enfrentar o preconceito contra  as médicas. Só achei que Sheldon forçou um pouco nesse ponto. Apenas três médicas num hospital imenso como o Embarcadero e toda aquela estranheza das pessoas ao se depararem com mulheres formadas em Medicina seria compreensível se o livro se passasse na década de 50 e não na de 90. Mas isso não tira a magia dessa obra e acrescenta mais um mérito a essa personagem, o de conquistar seu espaço num mundo dominado pelo machismo.

Dana Scully
  Sim, Arquivo X também é livro. Em 1999 foi lançada uma coleção nas bancas de revistas, com alguns dos roteiros mais empolgantes adaptados para a linguagem literária. Houve também uma outra série de livros, com texto um pouco mais elaborado, incluindo episódios nunca filmados e que foi vendida nas livrarias. São obras bem interessantes, não alienando os que não acompanharam a série e descrevendo os pensamentos, impressões e sentimentos dos personagens, o que não é possível num roteiro de TV. A parceira de Fox Mulder é uma médica que trabalha para o FBI desvendando casos misteriosos com um toque de sobrenatural. Uma mulher que apesar de discordar das teorias de conspiração de seu colega de trabalho, intimamente nutre por ele uma grande simpatia que com a convivência acabou  se tornando algo bem mais intenso. Uma das mais famosas personagens das telinhas, que não só teve seu sucesso estendido às páginas dos livros, mas também aos quadrinhos e ao Cinema.




Sarah Linton           
                                                       
 É uma pena que essa série não tenha vingado no Brasil. Houve apenas dois lançamentos e ainda fora da ordem. A personagem principal, Sarah Linton, tem uma combinação inusitada de especialidades na Medicina: é legista e pediatra. Áreas bem incompatíveis, principalmente pelo fato de que alguns legistas tem certa dificuldade em lidar com a tarefa de fazer autópsias em crianças. Mas esse detalhe não fica tão esquisito dentro do contexto do livro, pois achei Cega, o romance de estreia da série, um tanto surreal. Quanto à Sarah, é uma personagem simpática, enrolada com seu ex-marido por quem ainda é apaixonada, mas com quem não consegue se entender e uma médica bastante passional, que não deixa a frieza profissional afastá-la emocionalmente dos casos em que trabalha.





Laurie Montgomery

 Heroína recorrente nos romances de Robin Cook, a legista de cabelos cor de marmelada viveu aventuras dignas de um James Bond. Casada com o carismático Jack Stapleton, brindou-nos com deliciosos momentos de muito suspense, aventura e humor. Mas há também um lado dramático na vida desta personagem. Devido a um crancro, a vida de seu filho fica em risco e é com muita emoção que esse difícil momento da vida do casal é narrado. Uma personagem que aos poucos foi ganhando espaço e hoje é uma das mais queridas entre os amantes de suspense médico.

                   







Maura Isles

 Conhecida pela mídia como a Rainha dos Mortos, a legista Maura Isles é exatamente o oposto de sua parceira de trabalho, a detetive Jane Rizzoli. Delicada, sofisticada e muito bonita, a médica tinha tudo para, além de ser uma profissional de sucesso, ser também realizada em sua vida amorosa. Porém, Maura não dá uma dentro. Depois de um casamento desastroso com um empresário a legista fez diversas escolhas erradas, principalmente em relação ao seu grande amor, um padre. À cada novo livro da série, conhecemos mais sobre essa fascinante personagem, que se refugia das dificuldades de seu trabalho e de sua vida amorosa num hobbye que é um perfeito contraponto do lado sombrio de sua vida: a jardinagem. É entre as flores que ela recupera suas forças e sua esperança na humanidade.






 Jane Whitcomb

 Vocês não tem ideia de como lamentei o destino da Dra. Jane em Amante Liberto. Achei que uma mulher forte e corajosa como ela merecia um final mais feliz com seu amado Vishous. E a solução de J. R Ward para mantê-la “viva” também não me agradou. Porém, reconheço o quanto é inusitado ver uma médica fantasma na literatura. Esvoaçando entre os corredores da mansão da Irmandade, Dra. Jane segura as pontas dos guerreiros sempre que eles retornam avariados de suas lutas pelas ruas de Caldwell.
                             


4 comentários:

  1. Oi Ronaldo tudo bom?!
    naao conhecia nenhuma dessas médicas! haha
    mas morro de vontade de ler Arquivo X! vai que amo a Dana também?!

    Um beeijo Lara.
    Blog Meus Mundos no Mundo | | Página Coração Furta-Cor

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  2. Também acho muito engraçado quando a Dra Jane W. aparece do nada nas estórias e fica transparente.:)

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  3. Ronaldo, tenho CEGA e preciso passar essa leitura pra frente depois dos seus comentários!

    OMG!!!! Adorei!


    Abraços

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