quarta-feira, 14 de maio de 2014

Sete livros que marcaram gerações

Livros em lista

Há livros que marcam a nossa vida. Mas alguns transcendem isso, marcam toda uma geração, formando opiniões, contestando a situação sócio-cultural do momento e o mais importante, criando novos leitores. Seja por uma identificação sincera com o tema abordado ou apenas por seguirem a moda, sempre há um novo público encantado com um novo sucesso e que acaba sendo fisgado pela paixão de ler.

Pollyanna

A menina que conseguia ver o lado bom de tudo conquistou o coração dos leitores de modo tão definitivo, que seu nome se tornou um adjetivo. Quando alguém é otimista demais, podemos chamá-lo de Pollyana. Uma história que fala sobre a necessidade de se adaptar às mudanças, da importância do desapego, de estar sempre de coração aberto para o que há de novo. Se a novidade for ruim, recebê-la com um sorriso vai torná-la menos assustadora. E se for boa, o entusiasmo só tem a somar. Uma demonstração de tudo o que há de melhor no ser humano. Amor, solidariedade, pureza, compaixão, são apenas algumas das qualidades que Pollyana desperta com seu jogo do contente.



O Diário de Anne Frank

Um dos mais dramáticos relatos da Segunda Guerra Mundial. Anne Frank descreve o período em que ela e sua família viveram escondidos no sótão do antigo escritório de seu pai, enquanto lá fora a perseguição aos judeus se tornava cada vez mais intensa. É impressionante a maturidade desta adolescente perante às mudanças drásticas a que foi submetida. Tudo era muito difícil entre aquelas paredes. A comida escassa, a convivência forçada, o medo de serem descobertos, tudo tornava a tensão quase palpável. Mas Anne conseguia suportar aquele período com uma resignação admirável. Mais do que uma vítima do Holocausto, Anne se tornou um ícone da liberdade, da justiça e da busca pela paz.



Eu, Cristiane F.


O mais triste nesse livro é o paradoxo que existe no fato de um ser humano viver tamanha degradação numa fase em que seu corpo e sua mente estão desabrochando. Mas realmente a adolescência é um momento de fragilidade do ser humano, quando surgem tantas dúvidas, tanta necessidade de uma identidade e tantas influências. É difícil apontar quem desencadeia uma tragédia como essa. Se é a criação, o lar desestruturado, as más companhias ou uma tendência genética em ceder aos vícios e tentações. Contudo, conhecer a história dessa jovem é uma forma de abrir os olhos da sociedade ao quanto esse poço pode ser fundo e tão rápida pode ser a queda. Um livro que ficou conhecido pela crueza com que expõe uma realidade que está perto de todos nós.





O Pequeno Príncipe

Tanto conteúdo num livro tão curto. São menos de cem páginas que passam voando pelos olhos, mas cuja mensagem fica gravada no coração por toda a vida. Tanta coisa importante dita com tamanha simplicidade. Ler O Pequeno Príncipe é ver o mundo com os olhos de uma criança, quando tudo tem mais gosto, as flores tem mais cores, o dia tem mais de 24 horas e até mesmo os monstros vão embora quando o sol entra pela janela. Assim como não há idade para se ler O Pequeno Príncipe, não há limite de releituras. É um livro que te entretem, te orienta e te conforta.
                                           


Admirável Mundo Novo

Uma crítica social disfarçada de ficcção científica, que criou fascínio não só nos fãs desse gênero, como do público de um modo geral. Aldous Huxley descreve um mundo onde a estabilidade social é alcançada à custa da erradicação das emoções. E se alguém precisa quebrar o tédio, basta ingerir uma pílula de soma, a droga da felicidade, acessível  a todos e sem efeitos colaterais. É difícil ler esse livro e não parar para pensar  na seguinte questão: vale a pena viver sem sentir, ou antes sofrer do que não sentir nada?







Orgulho e Preconceito

Há 200 anos, só havia uma possibilidade para a ascensão financeira de uma mulher: um bom casamento. Os casamentos nas classes mais altas eram sempre arranjados, eram  contratos financeiros. Não existia essa de casar por amor. Mas Elizabeth Bennet  veio questionar toda essa “tradição”. Pode-se dizer que a protagonista criada por Jane Austen foi uma das primeiras feministas. Não uma feminista radical, capaz de queimar sutiã em praça pública, não uma caricatura, mas uma mulher que desdenhava as convenções sociais de sua época e acreditava que poderia ser feliz seguindo seus próprios princípios. Se hoje parece mais uma história romântica entre tantas, na época em que foi lançado foi um raio de luz na mente fechada daquela sociedade tão conservadora.



Harry Potter e a Pedra Filosofal

Esse bruxinho foi o responsável por uma grande mágica, a de transformar crianças em leitores vorazes. Sempre existiram livros infanto juvenis, mas nenhum deles atraiu um público tão grande e fiel como o de Potter. Pois não se trata de apenas um livro, mas de uma série, que levou anos e continuou fazendo sucesso até que o final inevitável  chegou, para tristeza de todos nós. J. K. Rowling não se aposentou, continua escrevendo, porém se aventurou num outro estilo e até que vem sendo bem recebida pela crítica. Mas ela sempre será a mãe de Harry Potter e se hoje temos um aumento exponencial de apaixonados por livros no mundo todo, ela é a maior responsável.

13 comentários:

  1. Olá Ronaldo.
    Li a metade desses livros. E, dos que não li, Polianna é o que tenho mais curiosidade.
    Adorando seus textos, suas listas... amo fazê-las também. :3

    Abraços

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  2. Li alguns e concordo com você. Sabe qual eu acho que ficou faltando? Coleção vaga lume!!!!Quem não se lembra deles??!!! Bjs

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  3. Realmente, esse livros marcaram gerações! Destes, ainda não li 4 (Mas assisti o filme de Orgulho e Preconceito, quero muito ler o livro) mas com certeza lerei!
    Amei a frase que você deixou de Harry Potter...

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  4. Só li o primeiro, mas tenho vontade de ler O Pequeno Príncipe, falam tão bem dele.♥

    PiinkCookie.blogspot.com.br

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  5. O Pequeno Príncipe é um universo aberto. Quando o li pela primeira vez ( eu estava no ginasial ), eu achei que era uma sonho, fiquei mais do lado lúdico, agora eu o tenho como uma leitura desafiadora, profunda, ética, política, um novo paradigma pois quebra com padrões e pensamentos canhestros, mergulha de forma profunda na problemática da existência humana e tudo através da percepção de uma criança. Sempre dou este livro de presente.

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    1. É uma obra de aprendizado inesgotável, à cada lida descobre-se algo novo. Obrigado pelo comentário, Fabio. Abraços.

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  6. Li Pollyanna há quase vinte anos atrás e me recordo que gostei muito. Admirável Mundo Novo li poucos dias atrás e imagino que na época que foi lançado na década de trinta deve ter sido muito impactante.

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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  7. Li todos, exceto Harry Potter. Escolheu muito bem as obras e caprichou nas descrições.
    Abraços.

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  8. Adorei a seleção, consigo identificar mentalmente pessoas de diferentes idades que tem um carinho em especial por algum título específico da lista. =)

    triocoffee.blogspot.com.br

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