sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dá-me os Teus Olhos Torsten Pettersson Resenha




O livro tem uma estrutura fora do convencional. No início parece uma típica história de serial killer, mas é muito mais do que isso. Da investigação a narrativa se desloca para o ponto de vista de outros personagens através de relatos escritos, de cartas, de gravações. É impressionante a habilidade do autor em mudar o estilo da narrativa de acordo com quem esteja falando. Num momento é uma jovem que trabalha numa grande usina nucelar, que descobre uma irregularidade capaz de colocar muitas vidas em risco. No outro, um ex-soldado com uma grave lesão na coluna que esteve envolvido num estupro. Inesperadamente, quem toma a palavra é uma jovem russa que saiu de seu país em busca de um emprego como doméstica e acabou entrando num esquema de prostituição.

E esses diferentes focos narrativos faz com que tenhamos informações que o próprio investigador não tem, o que aumenta o suspense.
O mais incrível é que essas diferentes narrativas tem um motivo para serem contadas dessa forma. Não é encheção de linguiça.Tudo é relacionado com os crimes.
São personagens lindamente desenhados cada um deles com suas motivações convincentes criando um vínculo com o leitor. Só não gostei muito do personagem principal, o detetive Herald. Achei-o meio apático.
É o primeiro livro do autor a ser publicado no Brasil e espero novos lançamentos. Ele tem potencial para se tornar um grande sucesso.

Tom - Dramático, sombrio e instigante.

Ritmo - Dinâmico.
Pontos fracos- Personagem principal pouco carismático.
Aspectos físicos - Excelente diagramação, linhas espaçadas, fonte média, papel amarelo, acabamento gráfico bastante artístico, com alguns ramos de árvore estampando as partes de dentro da capa e contra capa, papel nessa área é de alta qualidade, capa gostosa de tocar e alguns esboços no miolo abrindo cada mudança de fase da história.
Vale a pena ser relido? - Sim, muitas vezes.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sete serial killers da literatura

             
Jean-Baptiste Grenouille

 Jean-Baptiste é um dos assassinos mais inusitados da literatura. Pois ele mata por um motivo que até poderia ser considerado nobre, caso um homicídio desse tipo pudesse ser justificado. Mata mulheres para roubar-lhes o cheiro. Como nasceu com uma estranha deficiência, a de não exalar odor algum, Grenouille fica obcecado com a ideia de encontrar a essência perfeita. Dono de um olfato excepcional, ele escolhe suas vítimas através de seu cheiro e as mata para extrair-lhes o odor, que mais tarde será usado como ingrediente na composição do perfume irresistível, que lhe permitirá seduzir qualquer pessoa. Mas ele deve tomar cuidado com a dose. Tudo o que é em excesso, pode causar efeitos imprevisíveis. 






Hannibal Lecter                      

Refinado, culto, charmoso e grande apreciador da gastronomia. Porém podemos considerar seu gosto um tanto duvidoso. Pois servir carne humana num banquete não é de muito bom tom.
O psiquiatra Hanibbal Lecter presta seus serviços como consultor na investigação de assassinatos, já que é um especialista em mentes criminosas. Porém, seu conhecimento vai além do acadêmico. Hannibal é um assassino em série que seduz as vítimas com a sua sofisticação e prepara iguarias com seus restos mortais. 
      

       


Warren Hoyt

Um assassino que matava mulheres com requintes de crueldade, chegando ao ponto de extirpar o útero de uma vítima ainda viva. Com conhecimento em Medicina, Warren Hoyt, o Cirurgião executava cada corte com precisão, mas ao invés de sanar a dor, sua perícia era utilizada para provocá-la. Era tão esperto quanto cruel e se aproximava das mulheres com toda a cautela de um lobo rondando sua presa. Descobria suas fraquezas, ganhava sua confiança e então atacava.






 Temple Gault
                    
Cara de bebê, com lindos olhos azuis e cabelos louros, Temple Gault tem em sua aparência física um ótimo disfarce que o torna ainda mais perigoso, já que suas vítimas baixam a guarda em sua presença, sem terem qualquer suspeita de que aquele rapaz delicado esconde um monstro capaz de uma violência inominável.
Faixa preta em caratê, Temple é uma arma humana, capaz de destroçar um ser humano com um único golpe. Sem falar que é tão escorregadio que consegue se afastar do cenário de seus crimes sem deixar praticamente nenhum rastro.
Um assassino sem padrões, invejoso e ressentido, que mata indiscriminadamente. Homens, crianças e mulheres, ninguém está a salvo de Temple Gault.




Norman Bates

É impossível relacionar Norman Bates nessa lista sem soltar graves spoilers. Aliás, o fato de ele estar aqui já é um spoiler, mas não há como deixá-lo de fora.
O gerente do motel Bates, guarda um terrível segredo por baixo de seus modos afáveis e desajeitados. É um assassino implacável, que mata em surtos psicóticos quando assume a identidade da mãe, a quem também matou durante a adolescência. Como o matricídio é o crime mais difícil de se superar do ponto de vista psicológico, o jovem desenvolveu uma esquizofrenia como forma de defesa. Sempre que se sente ameaçado, seja por uma mulher sensual que desperta seu desejo sexual e assim, põe em risco a vida monástica que escolheu para si, seja alguém que apareça em sua propriedade fazendo perguntas impertinentes ele se livra desse inconveniente da maneira mais efetiva: matando.

Patrick Batemann   

O psicopata americano é um dos mais radicais relatos sobre a banalidade da violência, do consumo e do vazio da geração de yuppies que viveu sua juventude nos anos 80.
Patrick Batemann, um jovem executivo que  tem  uma vida social agitada, frequentando festas onde não faltam uísque, cocaína e futilidades. É aparentemente mais um executivo que se veste com ternos caros, mas Patrick tem um hobbie que o difere de seus colegas de trabalho. Nos momentos de tédio, sai pelas ruas de Nova York assassinando mendigos, prostitutas e todos aqueles que de alguma forma o incomodam.
A maneira como o personagem via suas vítimas, como seres desprezíveis cuja única função era dar-lhe o prazer de tortura-los, foi retratada de forma tão contundente pelo autor, que a obra se tornou alvo de protestos de feministas e chegou a ser recusada pela primeira editora.
Contudo a polêmica só serviu para consagrá-lo. Foi levado aos cinemas em 2000 com Cristian Bale no papel principal.
Dexter  
                                     
Um assassino herói ou um herói assassino, Dexter às vezes nos confunde. Ele nos deixa num dilema entre o que é ético e o que é prático. 
Sabe quando você assistia desenhos animados e ficava com uma bronca danada quando o super herói salvava a vida do bandido ao invés de deixá-lo se estrepar? Dexter veio para nos redimir dessa frustante sensação.
Ao mesmo tempo que sabemos que fazer justiça com as próprias mãos não é um direito nosso, não há como não vibrar quando nosso amado serial killer leva um criminoso à sua mesa e o submete aos seus brinquedinhos. 
Não se pode dizer que Dexter seja um serial killer do bem, mas até que ele não é tão mau assim.









              

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Última Vítima (Resenha) Tess Gerritsen chega ao 10º livro da série com a mesma qualidade




 Após tantas opiniões negativas nos comentários da Amazon eu fiquei meio de pé atrás com esse livro. Acreditei que a série começou a desandar, como é comum acontecer, porém me surpreendi. Primeiro, porque disseram que o livro quase não tinha conteúdo. Havia muitas folhas em branco somente para preencher espaço. O que não procede, pois o volume tem 367 páginas com fonte de média para pequena e sem páginas em branco. E depois, porque acharam a trama boba, infantil e que muito se falou sobre a crise no casamento dos pais de Rizzoli. E também discordei de tudo isso. Mas vamos lá.
 No início, o que me deixou contrariado foi a animosidade que havia entre Maura e Jane. Desde o livro anterior sua amizade foi balançada e esse afastamento tira um pouco da graça da trama, já que a série é focada na amizade entre as duas. Uma amizade cheia de reservas, na qual não há demonstrações exageradas de afeto, mas há uma parceria e um afeto mútuo que ressalta ainda mais a solidez da relação entre as duas. Elas não são aquele tipo de amigas cheias de tati bi tati, são duas mulheres maduras que apesar de serem tão diferentes, tem uma amizade soldada pelas situações inusitadas que viveram juntas. Ao vê-las afastadas, achei que a série ia descambar para aquela fase de amargura, no qual os personagens se afastam, dramas pessoais vão se intensificando e tudo fica cinza. Como aconteceu com Patrícia Cornwell e Jonathan Kellerman.
 Mas antes que eu começasse a lamentar pelo fim da fase de frescor da série, Tess me surpreendeu, reaproximando as amigas (não digo como e nem quando para não soltar graves spoilers) e focando parte da história na vida pessoal dos personagens. Estava sentindo falta das cenas domésticas de Rizzoli, de acompanhar o crescimento de Regina, da presença de Gabriel e das cômicas desventuras envolvendo os pais de Rizzoli, seus irmãos e Korsak.  Há ótimos momentos em família e isso não tirou o foco da trama principal. Pelo contrário. O amor de Rizzoli pela família tornou mais evidente o quanto sua profissão pode colocar a vida de seus entes queridos em perigo.
 Quanto à trama principal, o livro já começa intrigante, com muita ação e  suspense. Julian está vivendo num abrigo para crianças vítimas de violência, dirigida por Sansone e este núcleo é bastante rico em personagens. Os adolescentes são bem retratados e  logo nos apegamos a eles.
A trama alterna entre as cenas de Maura no abrigo, e as de Rizzoli e Frost em eu trabalho de campo e desta vez ambas as protagonistas aparecem bastante.  
 O livro tem muito ritmo, não há momentos maçantes e os conhecimentos de Medicina Legal de Isles são utilizados. Há cenas de autopsia e algumas descrições bem repulsivas que dão para matar nossa sede, mesmo não se tratando de um suspense médico. Na verdade o livro tem cara de thriller de espionagem, repleto de assassinatos espetaculares, conspirações, pessoas que não são bem o que aparentam e vítimas em fuga escondendo-se de uma ameaça misteriosa. E o final tem tantas reviravoltas que dá para ficar tonto com tantas revelações.
 Defeitos:  O uso excessivo do termo ominoso, que, aliás, eu nem sabia o que significava. Alguns problemas de revisão, com erros grosseiros na construção de frases. Sem falar que num momento Rizzoli é chamada de Maura. Esses defeitos chegaram a incomodar, mas se repetiram mais no início. Depois de certo momento, passaram a ser menos frequentes. Mesmo assim, ponto negativo para a Record. 
 No geral,  A Última Vítima é uma prova de que Tess ainda está em forma e podemos esperar muita coisa boa nos próximos lançamentos. Suas maiores qualidades permanecem presentes e o livro tem um diferencial: a autora demonstrou ter um jeito especial de falar sobre o universo adolescente. Certamente  os leitores teen devem ter se identificado e como esse mercado tem se expandido tanto, está aí um bom caminho para Tess explorar. Mas sem abandonar nossa amada série, é claro.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Suicidas e Dias Perfeitos (Resenhas)

                                   
                  



Raphael tem um jeito especial de escrever, passa uma cumplicidade com o leitor, como um amigo que nos chama num canto e nos conta uma boa história. Suicidas é bem mais que um livro perturbador, é uma crônica da juventude da classe média carioca, é uma história de horror contemporâneo, com um ar de lenda urbana e uma teia habilidosamente tecida que  envolve os personagens numa armadilha tão letal que é difícil sequer imaginar uma chance de algum deles escapar com vida.
O livro é narrado por três ângulos; O diário de Alessandro; O livro que Alessandro escreve em tempo real quando estão todos no porão; E a reunião das mães das vítimas, mediada por uma delegada, Diana.
O ritmo do livro é intenso. Mesmo narrado em linhas de tempo  diversas, para onde quer que olhemos há algo importante acontecendo. E a malandragem de Raphael em encerrar um capítulo com ganchos, narrar o capítulo seguinte num outro ponto da história e também terminar esse capítulo com um gancho chega a ser agoniante.
Não posso deixar de destacar as cenas sangrentas. Aquele porão, onde o grupo de jovens se reúne para cometer suicídio coletivo, é um verdadeiro circo de horrores. É preciso ter estômago para encarar algumas páginas. Um espetáculo grotesco, com tanto ódio, ressentimento e derramamento de sangue que um dos pontos mais contundentes que é uma cena de necrofilia, soa apenas como mais um mero ato dessa mórbida tragédia.


Outro ponto de destaque é a relação entre os dois protagonistas, Alessandro e Zak, amigos de infância que nutriam entre si um grande afeto, mas também uma afinidade sombria e uma intimidade que os isolava do resto do mundo. O tema de amigos inseparáveis que acabam se envolvendo em alguma atividade criminosa já se tornou um clichê, porém esse elemento foi muito bem trabalhado por Raphael. Os personagens e sua relação foram abordados de uma forma tão visceral que até parece haver algo de autobiográfico ali. Não a transcrição de um fato real, mas um devaneio de escritor tomando como base acontecimentos de sua vida pessoal. Afinal, é assim que surgiram grandes livros não é? Da capacidade de brincarmos com a realidade.



                                                               
Já com Dias perfeitos as coisas se amornaram para mim. O livro começa muito bem.  Apresenta-nos Teo, um personagem simpático, apesar de ser classificado logo de início como um psicopata, que vive com a mãe paralítica num modesto apartamento, após terem falido e perdido grande parte do patrimônio da família.
A autoanálise que Teo faz é bastante curiosa. Ele sabe de suas deficiências emotivas e éticas, aceita essa realidade, como não poderia deixar de ser, mas sabe que é necessário fingir para o mundo e o faz sem esforço. Até que tudo em sua vida vazia muda ao conhecer Clarice num churrasco.
Os truques que ele utiliza para se aproximar dela o transformam numa figura patética, mas não tiram o lado singelo da situação. Quem nunca fez loucuras por uma paixão? E aí está um equívoco da análise que Teo faz sobre si próprio e que talvez tenha sido um equívoco do autor (talvez tenha sido proposital, não posso afirmar): Teo não é um psicopata, já que ele nutre um sentimento por Clarice. Psicopatas não tem empatia, portanto não poderiam se apaixonar.
Mas, de qualquer modo, Teo não é uma pessoa considerada normal e mesmo sabendo disso se permite o direito de viver um amor. Ou melhor, o exige. As trapalhadas dele tentando se aproximar de Clarice dão lugar a trapalhadas bem mais sérias quando ele perde o controle da situação e vai cometendo um crime atrás do outro para cobrir sua sujeira. Raphael nos deixa divididos entre torcer para que Clarice escape ou para que Teo se safe das enrascadas em que se mete. Dá muita curiosidade em saber como ele vai sair de cada situação e estas saídas não nos decepcionam. O garoto é engenhoso, tem sangue frio e é tão dissimulado quanto um ator.
No início o livro cativa pelo lado romântico de um “psicopata”, faz o coração saltar pela boca nas cenas de suspense, provoca nossa curiosidade até boa parte da narrativa, mas quando chegamos à Ilha Bela, a terceira locação da história, a trama perde a liga e começa a cansar. Chegar até a fase final para mim foi uma obrigação e não um prazer. E alguns acontecimentos finais, principalmente aquele ligados a um acidente que dá a virada definitiva no livro, são forçados demais.
Nunca avalio um livro pelo final, acho que uma conclusão insatisfatória não desmerece a obra, mas além do final ser de um humor negro ousado demais, a história desandou após dois terços da narrativa.
Porém acredito que minhas impressões teriam sido melhores se tivesse iniciado a leitura em outro momento. O fato de ter lido Suicidas dias antes fez com que eu fosse com muita sede ao pote.  Talvez numa releitura, daqui a alguns anos, minha opinião mude.
E aguardarei o novo lançamento de Raphael para que eu possa desempatar com esse autor. Tenho tudo pra acreditar que no próximo volume eu, ele e nós saiamos ganhando nesse desempate.





terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sete verdadeiros super heróis da literatura

Mais do que heróis da literatura, eles são super heróis. Dotados de poderes especiais, esses personagens salvam o nosso mundo, nos conduzindo em histórias que brincam com a nossa imaginação. Juntos, formariam uma equipe que não deixaria nada a dever aos X-Men, mas mesmo separados eles se garantem.


Percy Jackson

Percy é um simpático herói que logo no início da adolescência se vê diante da grande responsabilidade que é a de ser filho de um deus e que bravamente segue o seu destino. Tem controle sobre a água e é capaz de manipulá-la, podendo convocar furacões, causar maremotos e fazer terremotos; Fica mais forte em contato com a água; Pode localizar objetos que estão no mar; Pode fazer água aparecer do nada, entre outas habilidades.
A saga foi criada por Rick Riordan, que se inspirou em seu filho mais velho, que tinha dislexia e hiperatividade. Quando o menino era pequeno, Rick contava histórias de aventura para o filho, onde o personagem principal era sempre alguém disléxico e hiperativo,  de onde se originou a série.



                                                                                           
 Johny

Após um acidente, Johny fica em coma por quatro anos e ao despertar, desenvolveu um poder que pode ser tanto um dom, como uma maldição: enxergar o futuro.
Tal façanha ele consegue com o simples ato de tocar alguém ou algum objeto pertencente à pessoa.
Com essa habilidade Johny evita várias tragédias e se torna famoso. Porém, ao esbarrar em Greg Stillson,  descobre  que este homem  se tornará presidente dos Estados Unidos e desencadeará uma  guerra nuclear .

Harry Potter

Filho de bruxos, criando pelos trouxas, Harry descobre sua verdadeira origem e vai estudar na famosa Hogwarts. Lá ele conhecerá seus melhores amigos, Rony e Hermione, que compensam toda a solidão, negligência e maus tratos que passou na casa de seus tios. Lutando contra o lendário Voldemort, tão temível que seu nome não pode ser sequer pronunciado, ele evolui de uma criança perdida a um dos maiores guerreiros da literatura.
Muitas aventuras, sustos, surpresas e magia ele viverá neste novo mundo ao qual ele pertence desde que nasceu.
Com seus feitiços consegue proezas como: Acalmar dragões; Criar uma pequena rajada de vento; Mover pequenos objetos  Paralisar o alvo; Fazer com que a pessoa escolhida se apaixone por você e mais dezenas de truques.
                                                                                 
Deucalião  

Só Dean Koontz poderia recriar o mito de Frankstein de uma forma inovadora, mas sem perder a essência do personagem. Deucalião é um produto da mente megalomaníaca de um cientista, mas ao invés de vagar pelo mundo como uma aberração em busca de respostas,  Deucalião vive na tranquilidade de um mosteiro, afastado da civilização. Mas devido a uma série de crimes ele é levado de volta às suas origens e é então que esse super herói monstruoso entra em ação. Gigantesco, ágil e forte como um trator, Deucalião faz uso de suas habilidades sobre humanas  para caçar um assassino e enfrentar toda as calamidades desencadeadas pelo seu criador.




Wrath

O rei cego é o fio condutor de uma das séries mais longas e deliciosas da atualidade. Wrath era um vampiro guerreiro que defendia a sua raça e levava uma vida de renegado, combatendo os inimigos de sua espécie e isolando-se de seus parceiros. Mas a responsabilidade o chamou e teve de assumir seu lugar de direito, que era o trono da sociedade vampírica. Um gigante de longos cabelos negros que seduziu não só sua rainha Beth, como milhões de leitores em todo o mundo. E sua falta de visão é compensada pela super força, capacidade de regeneração quase instantânea, longevidade e o dom de se teletransportar.





Aragorn

Tudo bem que ele não conseguiu nada sozinho. Não fosse a Sociedade do Anel, a Terra Média ainda estaria nas mãos de Sauron. Mas se não fosse Aragorn, todo o esforço dispendido pelos seus companheiros não teria dado em nada, já que a batalha decisiva foi ganha devido ao seu dom mais do que especial, o de ressucitar o exército de mortos para lutar contra os corsários de Umbar. Mesmo sendo humano, Aragorn provou merecer a coroa.




Sam Merlotte



O misterioso dono do restaurante mais badalado de Bon Temps tem algo mais peculiar a esconder do que o seu passado triste de criança abandonada. Sam Merlotte é um metamorfo, um ser com a capacidade de se transformar em qualquer animal que toque ou possa estudar. Conforme o tempo passa, mesmo como humano ele pode assimilar algumas habilidades dos animais em que se transforma. Contudo, não pode se transformar num outro ser humano. Mas para quem pode até voar, que importância isso tem né?
                                  


domingo, 21 de setembro de 2014

Sete mulheres que deram a volta por cima

Enganadas, menosprezadas, usadas e ridicularizadas. A vida não foi generosa com elas. Mas essas mulheres não aceitaram passivamente seu destino, secaram as lágrimas e pediram revanche. Resultado: venceram lindamente e nos deram um espetáculo no mínimo motivador.



Daenerys

Usada pelo irmão Viserys como moeda de negociação em sua tentativa de recuperar o trono, Daenerys é uma frágil jovem que vive sendo arrastada de um lado a outro, sem direito à expressar sua própria vontade. Mas após ser oferecida a Drogo, o poderoso líder de um povoado, que a aceita em troca de uma aliança política com Viserys, sua vida começa a mudar. O amor que passa sentir pelo gigante e os maus tratos que sofre nas mãos do irmão, faz com que se volte contra este e tome as rédeas de sua vida.
Após um trágico incidente, o destino do povo que seguia seu marido fica em suas mãos e ela demonstra um admirável poder de liderança, controlando os homens e conquistando a confiança das mulheres. Um dos personagens femininos mais aclamados na literatura moderna.




JeriLee
JeriLee é um grande exemplo da mulher independente, que quer atingir o sucesso pelos próprios méritos e encara qualquer ajuda como uma ofensa pessoal à sua própria competência. Parece o estereótipo da feminista radical e chata, não é? Mas Harold Robbins foi muito habilidoso ao construir essa personagem sem transformá-la numa caricatura. Não há como não gostar de JeriLee e torcer para que se dê bem no mundo do show bizz. Até certo ponto do livro, é claro. Chega um momento em que dá nos nervos sua mania de auto-suficiência. Porém seu orgulho lhe fecha as portas e tem início sua decadência. A degradação da vida nas ruas, das drogas, da fome e da prostituição a levam ao fundo do poço. Mas JeriLee dá a volta por cima com a ajuda de um amigo, recupera sua dignidade e volta à luta. A recompensa: nada menos que um Oscar.





                                                                                               
Noelle Page

Ela foi abandonada por um homem que lhe prometeu casamento, que comprou seu vestido de noiva e depois desapareceu. Mas anos depois teve a satisfação de se tornar a patroa deste homem, provocá-lo, humilhá-lo e seduzi-lo ao ponto de levá-lo ao desespero. Noelle sofreu horrores com o abandono de Larry, mas engoliu o choro e usou sua beleza e sua inteligência para chegar ao topo. Seduziu homens poderosos e os fez de escada para chegar ao mais próximo que podia de se tornar uma rainha, tudo para se desforrar do único homem que amou. É claro que após a sua vingança, nem tudo saiu como ela havia planejado, mas temos de reconhecer que depois de ter levado uma rasteira da vida ela subiu no salto com muito estilo.





Pandora
Perdeu sua família, suas posses, foi escorraçada de sua terra e obrigada a se esconder. Não é qualquer um que sobrevive a um destino desses. Mas Pandora manteve-se firme e não só se refez, como ganhou uma nova vida. Como uma imortal. Tornou-se amante de um dos vampiros mais poderosos da Terra e, embora tenham se desencontrando durante os seus séculos de existência, ela soube muito bem se virar sozinha e tornou-se uma lenda entre os de sua espécie. Que lástima Anne ter desenvolvido tão pouco a história dessa personagem em suas crônicas vampirescas. Mesmo sendo tão querida pelo público, a vampira esteve em apenas quatro livros da série, sendo que o seu livro próprio foi o mais curto de toda a coleção. Porém, Anne Rice voltou a escrever sobre vampiros e quem sabe Pandora reapareça para nos contar um pouco mais sobre sua vida milenar.




                                                                                               
Mary
Após ter vencido a batalha contra o câncer, Mary levava uma vida sem muitos atrativos. Um emprego sem glamour, uma casa modesta e quase nenhum amigo. Porém a doença retorna exatamente no momento em que conhece o homem de sua vida. Alguém que estava além de qualquer expectativa. O mais belo de todos os guerreiros da Irmandade, que entra em sua vida para trazer de volta seu entusiasmo.
Mary no início não acredita em tanta sorte, acha que está sendo alvo de alguma brincadeira de mau gosto. E também não acredita em sua falta de sorte, quando descobre a felicidade e a vê ser ameaçada pelo câncer, que silenciosamente voltou a agredir seu corpo.
Porém, Mary não desiste. Rhage a conduziu a um novo mundo e ela se entregou a esse guerreiro mesmo que sua felicidade fosse curta. E foi essa coragem que fez com que fosse agraciada com um presente mais do que especial.






Scarlet O'Hara

A guerra foi a maior vilã na história de Scarlett O’Hara, que a afasta das futilidades da vida social e a coloca diante da ameaça de perder sua fazenda e com ela, toda a fonte de renda de sua família. É então que conhecemos a verdadeira Scarlett, que se lança num mundo dominado pelos homens procurando salvar sua propriedade. Ela vai ao fundo do poço, chega a passar fome, mas jura recuperar o que perdeu. E cumpre o que prometeu à si mesma, sem deixar de lado seu lado feminino e romântico, mesmo que brigar seja sua maneira de demonstrar seus sentimentos. Rhett Butler que o diga.





                                                                               
                             


Jane Rizzoli

Única filha mulher com dois irmãos brutamontes que eram o orgulho do pai, Rizzoli desde cedo aprendeu que seu lugar era ficar em segundo plano. Na família, na sua carreira na polícia e até mesmo no primeiro livro em que surgiu Jane Rizzoli era a coadjuvante. Mas isso não significava que ela se conformava com esse papel. Tanto que mesmo sendo uma policial estigmatizada devido a um lamentável incidente em sua carreira, tomou a frente de uma importante investigação e caçou à unha um dos assassinos mais espertos e cruéis da literatura de suspense. Rizzoli não só se tornou a protagonista de sua série, como ganhou o reconhecimento no trabalho, o respeito da família e de brinde, um grande amor. Sem falar que ela também conquistou nossos corações.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sete super heróis da literatura

 Eles não têm nenhum poder sobre humano, mas nem por isso deixam de ser super heróis. Nem sempre agem como bons moços, às vezes fogem do politicamente correto, mas defendem nobres causas. Homens destemidos que salvam o mundo mesmo que isso signifique pôr em risco suas próprias vidas.


James Bond

O indefectível 007 conquistou a maior parte de seu público através do cinema, mas ele surgiu pela primeira vez nos livros de Ian Fleming. As diferenças entre os livros e os filmes são gritantes, porém o personagem é basicamente o mesmo. Bond é um homem alto, atlético, de cabelos escuros e um olhar sedutor. As mulheres se derretem por ele como manteiga sob o sol, mas nenhuma conseguiu segurá-lo. Seu maior inimigo é a União Soviética com a qual se engalfinhou em muitas rinhas, levando sempre a melhor. Apresenta-se com a célebre frase: "Meu nome é Bond, James Bond".
Super poderes: Exímio atirador com licença para matar, um charme irresistível e o privilégio de ser o agente secreto mais famoso do mundo.
                               




Myron Bolitar

O mais charmoso detetive de todos os tempos. Myron tem um senso de humor irresistível e não há como não se apaixonar pelo seu jeito bonachão e sua cara de pau. Mente com a maior desfaçatez em nome de uma investigação, chegando ao cúmulo de se fazer passar por Bruce Willis para interrogar uma testemunha. Atleta aposentado, dá muita pena em descobrir o motivo que o levou a deixar o basquete e muito mais pena ao saber que ele foi abandonado pelo amor de sua vida. Tudo bem que eles se acertaram, mas que tipo de mulher é capaz de abandonar Myron Bolitar?
Super poderes: Super persistente, super persuasivo e tem um super gancho de direita.


John Snow   
                               
Filho bastardo de Stark, John se sente deslocado em sua própria família. Por isso decide abandonar sua casa e se juntar à Patrulha da Noite, onde aprende as artes da guerra e consegue conquistar a amizade de seus companheiros, mesmo sendo um nobre no meio de plebeus. Como um verdadeiro herói, defende Samwell Tarly do bullyng que sofre por ser gordo e sensível, chega a sofrer uma queimadura para salvar seu comandante e liberta uma prisioneira, livrando-a assim de sua execução. Um nobre de sentimentos nobres.
Super poderes: Humildade, grande senso moral, lealdade e esbanja destreza com sua espada.




Peri                                                                               

Devotado à sua Ceci, o índio Peri buscaria as estrelas se ela pedisse. Como ela não pediu, ele ainda não precisou aprender a voar, mas é só isso o que falta para transformá-lo num super homem. Defende a família de sua amada com unhas e dentes, mesmo que para isso tenha de enfrentar sua própria raça e chega a capturar uma onça que rondava a região, só para que ela pudesse fazer seus passeios com tranquilidade. Um grande guerreiro com um coração puro.
Super poderes: Domina o arco e flecha, conhece a floresta como a palma de sua mão e sobe em árvores com a agilidade de um macaco.



         
         
                                                         
  Jason Bourne
                                                              
 A Identidade Bourne é um dos mais vibrantes livros de suspense e espionagem de todos os tempos, com ação vertiginosa incessante. E quem nos conduz nessa corrida cheia de adrenalina é Jason Bourne. Resgatado do mar com o corpo crivado de balas, marcas de uma cirurgia plástica e sem nenhuma lembrança de seu passado, Bourne dá início a uma cruzada em busca de respostas, envolvendo-se numa intrincada trama em que cada passo é uma decisão de vida e morte.
Super poderes:
Raciocínio rápido, sangue frio e é fera em artes marciais.





 Dom Quixote                                                                      

É daqueles leitores que mergulham tanto nas histórias que acredita fazer parte delas. Dom Quixote é tão apaixonado por livros de aventura que passa a imitar seus heróis e ao lado de seu amigo Sancho Pança, desbrava novas terras vivendo momentos impagáveis. Um herói sonhador, cujo maior inimigo é a realidade, com a qual ele luta bravamente.
Super poderes:
Super imaginação, super autoconfiança e uma vontade inquebrantável de mudar o mundo.





 Robert Bellamy

Incumbido de localizar as testemunhas da queda de um balão meteorológico com informações secretas, o agente Robert  Bellamy percorre diversos países utilizando de seu talento de caçador para cumprir a sua missão. É impressionante como o agente consegue localizar essas pessoas a partir de pistas mínimas. Um bravo guerreiro que enfrenta seus inimigos com muita perspicácia e um homem apaixonado, que debaixo de todos aqueles músculos guarda uma amor mal resolvido.
Super poderes:
Pode despistar qualquer pessoa, tem um super faro e uma longa folha de serviços nas Forças Armadas.









sexta-feira, 25 de julho de 2014

Chasing Tomorrow, Tilly Bagshawe traz a continuação de Se Houver Amanhã



                                                         Sinopse

 Tracy Whitney, a mais popular heroína do escritor número 1 do mundo retorna em uma  sequência sensacional cheia de paixão, suspense e reviravoltas de tirar o fôlego.
Tracy Whitney nunca pensou  que teria uma vida tranquila. Com seu audacioso parceiro Jeff Stevens, tinha sido responsável por alguns dos assaltos mais impressionantes do mundo, saboreando o perigo e aumentando sua fortuna. Mas ainda há uma coisa que falta para tornar sua vida perfeita: um bebê.
À medida que os meses passam e a gravidez tão desejada não acontece, Tracy vê-se ansiando novamente pela adrenalina dos velhos tempos. Quando um belo e misterioso estranho entra em suas vidas, a sua serena rotina  se quebra. Jeff  subitamente acorda uma manhã e descobre que Tracy se foi sem deixar vestígios.
Por mais de uma década ele  busca por respostas, certo de que Tracy continua viva, impedida de se comunicar. Mas o resto do mundo acredita que ela está morta.
Até que uma série de assassinatos leva um detetive francês à sua porta. Onze vítimas, em dez cidades diferentes, em todas as cidades onde Tracy praticou seus golpes. Alguém retorna ao local de seus crimes, despertando fantasmas que Jeff  acreditava terem se esvanecido.
E mais uma vez essa impressionante mulher descobre-se vivendo no limite, jogando as mais arriscadas cartadas sem nenhuma garantia de vitória. E desta vez ela tem  algo muito mais precioso a perder: seu amado Jeff Stevens.
O amanhã finalmente chegou, mas não é o futuro que Tracy esperava.


Paperback: 400 páginas

Lançamento Previsto: 14/10/2014

Capa do e-book em pré venda na Amazon. 


Expectativa

 Escrever a continuação de uma obra prima como Se Houver Amanhã é mexer num vespeiro. Tilly Bagshawe recebeu da viúva do autor a  incumbência de terminar uma obra inacabada de Sheldon, reproduzindo seu estilo e transformando seu nome numa marca. O livro em questão foi A Senhora do Jogo, segundo Tilly, baseado em rascunhos de Sidney Sheldon, no qual ela mandou bem. A obra seguinte foi uma espécie de homenagem a Se Houver Amanhã, intitulada Depois da Escuridão. Criou uma trama impressionante em Anjo da Escuridão, mas no seu último lançamento, Sombras de Um verão, perdeu a mão e escreveu uma trama complicada, previsível e cansativa.
Quando eu achava que essa brincadeira tinha acabado, chega  Chasing Tomorrow, a sequência tão temida de Se Houver Amanhã. Digo temida porque dá um frio na barriga imaginar a possibilidade dessa sequência descaracterizar personagens tão amados e criar um destino infeliz para o casal mais querido entre os fãs de Sheldon.
A sinopse já dá uma ideia de que o livro foge completamente ao ritmo de aventura de Se Houver Amanhã. Parece mais um livro sombrio, com crimes misteriosos sendo perpretados por um serial killer, mais ao estilo de A outra face e Conte-me seus Sonhos. Ótimos livros do mestre Sheldon, mas dentro de seu próprio contexto. Além do que, dá uma tristeza imaginar Jeff separado de Tracy por dez longos anos.
Mas sejamos otimistas. É claro que lerei Chasing Tomorrow assim quer for lançado e não nego que junto do receio, há também muita expectativa. Esse livro será decisivo na carreira de Tilly como herdeira dos fãs de Sidney Sheldon. Se agradar, acredito que novas sequências virão por aí, mas se o livro for um fiasco, se prepare Tilly, pois terá de conquistar seus leitores por seus próprios méritos.

O lançamento está previsto para novembro de 2015, portanto, aguardem que compartilharei minhas impressões com vocês.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Sete livros que viraram séries de TV

  Se as adaptações de livros para o Cinema na maioria das vezes transformam uma obra prima em algo de qualidade questionável, com as séries de TV o resultado é mais variável.  Devido à duração bem mais longa do programa, os roteiristas tem oportunidade de manterem-se fiéis aos livros, desenvolver melhor os personagens e criar outras tramas, enriquecendo a história original. Bons livros podem dar origem a ótimas séries e em alguns casos, o seriado pode superar a obra original. Mas também pode destruir um bom livro.  Eis aqui  sete exemplos.

A Guerra Dos Tronos
 Quem se assustar com o tamanho dos livros saiba que as páginas correm pelos olhos sem que se perceba. O texto de Martin é fluído, saboroso e simples, sem muitos floreios. É impressionante a quantidade de personagens que ele consegue desenvolver sem torná-los superficiais. São personagens muito bem retratados, cada um  com seu conflito interno e suas motivações a justificar suas ações. É difícil se identificar com apenas um deles. Ao mesmo tempo que torcemos por um personagem também nos cativamos pelo seu adversário e esse conflito torna a leitura apaixonante.









Game Of Thrones

 A HBO caprichou na produção em todos os sentidos. Figurinos, locações, fotografia, cenografia, tudo é trabalhado com um cuidado minucioso e o resultado é a perfeição. A desvantagem do seriado é que pode se tornar confuso caso se perca algum trecho, pois são tantas casas, tantas disputas, tantos meandros que cada palavra é importante para a evolução da série. Por outro lado, a série é tão boa que rever um episódio por ter deixado passar alguma informação é sempre um prazer. Longa vida a Game Of Thrones. 




Ossos
 Apenas três livros de Kathy Reichs chegaram ao Brasil, mas em alguns casos é possível avaliar um escritor sem precisar conhecer muito sua obra. A personagem Temperance Brennan é uma antropóloga forense que presta seus amplos conhecimentos à polícia não só para identificar cadáveres, mas também para desvendar os crimes. O problema é que Brennan é pedante demais. Ela vomita tantos detalhes técnicos que a leitura torna-se maçante. Na verdade o pedantismo vem da própria autora que descreve cada movimento, cada cenário, cada pensamento, de modo minucioso, o que atrasa demais a evolução dos acontecimentos. Apesar das tramas instigantes, sua narrativa é muito cansativa. São tantos detalhes que a atenção se dispersa.



Bones 
É difícil acreditar que a Brennan da série foi inspirada na cientista dos livros, pois ela é uma fofa. É super inteligente e também vive soltando termos técnicos, mas o faz de modo natural, sem o mínimo resquício de pedantismo. Ela é meio avoada, sem malícia, sem senso de humor e por isso mesmo muito engraçada, pois não entende quando alguém está fazendo uma piada. Sem falar que seus colgas de trabalho formam uma equipe muito divertida, com personagens bem interessantes que vivem seus dilemas com muita leveza. Equipe essa que não faz parte dos livros.



       



Dexter, A Mão Esquerda de Deus
 Uma leitura leve, apesar do tema. É fascinante a maneira como o autor descreve como funciona a mente de um psicopata. Mesmo não tendo sentimentos, ele consegue racionalizar sua importância. Por exemplo: não é necessário Dexter amar sua irmã para ser leal a ela. 
A história até que tem algum ritmo, com boas doses de sangue e um suspense razoável, mas não é uma leitura compulsiva. A tentativa de humor é sofrível, com tiradas sarcásticas sem nenhuma graça, que em alguns momentos chegam a esfriar a trama. Se estivéssemos falando de um livro pesado, seria justificável lançar umas piadinhas para amenizar a atmosfera densa, mas não é o caso.




   Dexter

O seriado tem esse humor negro, mas nesse caso é muito bem elaborado. Faz parte da atmosfera da série. Até a abertura é irônica, com as atividades matutinas do protagonista sugerindo algo bem mais sinistro. Michael C. Hall dá um banho de interpretação e à cada temporada se torna mais humano. Na oitava temporada, Dexter ainda não se desgastou e tem seu lugar garantido entre os ícones cult.









Psicose 
Morria de vontade de ler esse livro, mas não encontrava nenhuma edição em  português. Foi lançado no Brasil, mas há muitos anos. Porém, não sei se devido ao filme sobre Hitchcock ou ao seriado, a Dark Side o relançou e pude então conhecer a obra que deu origem ao melhor filme de suspense de todos os tempos. Robert Bloch escrevia muito bem. O livro tem uma atmosfera densa, cheia de expectativa, um clima de terror iminente que nos suga e nos coloca naquele motelzinho sombrio, onde coisas muito estranhas acontecem.






  
Bates Motel
A série retrata a adolescência de Norman Bates e sua relação com a mãe. Tem um suspense vertiginoso, com momentos em que é difícil não roer as unhas. Vera Farmiga arrebenta no papel de Norma, uma mulher egoísta, possessiva e impulsiva, que se apoia no filho sem levar em conta que o garoto está numa fase difícil, tentando se ajustar numa nova cidade, apaixonado por uma menina fútil e tentando refrear seu lado psicótico que quando vem à tona, as consequências são desastrosas. Excelente série que mantém viva uma das histórias mais arrepiantes do Cinema.






A Zona Morta


Foi um dos primeiros livros que li de Stephen King e o achei vibrante. A história de um cara que após um acidente desenvolve o dom de prever o futuro ao tocar nas pessoas rendeu muito mais do que eu esperava. A dificuldade de Johnny Smith em se adaptar ao mundo após sair do coma, a reaproximação de sua noiva, o choque de ver outro cara tomando seu lugar, a aflição de prever fatos catastróficos e não saber como impedir, tudo torna o livro uma montanha russa de emoções.



The Dead Zone
Apesar do filme de sucesso, a série fugiu da categoria drama e terror e tomou o caminho policial, com uma pitada de humor. É uma série bem simpática. As primeiras temporadas até que deram um gás, mesmo sem a  dramaticidade que tornou o livro tão intenso. Porém, um dos pontos altos do livro é a trajetória de Gregg, antagonista de Johnny e que, segundo as suas previsões, após se tornar presidente dos Estados Unidos será o responsável por uma catástrofe nuclear. O personagem demora a aparecer na série e não o achei tão bem explorado quanto no livro. Além disso as últimas temporadas exageraram no humor, descaracterizando o seriado.

  

                           
O Silêncio Dos Inocentes 
 Thomas Harris criou em O Silêncio dos Inocentes, um dos personagens mais primorosos  da literatura moderna. Hanibbal Lecter, um psiquiatra brilhante, um homem refinado, acostumado ao melhor da gastronomia, os pratos mais sofisticados feitos com ingredientes exóticos como, por exemplo, carne humana. Protagonizando quatro livros, conhecemos muito sobre esse psicopata de aparência inofensiva, mas com um apetite voraz. 

                                    

     
                
Hannibal
E na série voltamos no tempo, quando Dr. Lecter ainda era apenas um colaborador da polícia, usando seu conhecimento sobre psicologia para auxiliar um atormentado detetive na solução de crimes. O Lecter da série não é tão carismático quanto o de Hopkins ou mesmo o de Gaspard Ulliel, é um esnobe que paira entre os meros mortais como um arrogante especialista da mente humana e engana a todos com seus modos refinados. Mas a estrela da série é na verdade  Jack Crawford, o profiler que se associa ao canibal sem ter a menor ideia de que está dançando com o demônio. Um personagem intenso, que tem a agoniante capacidade de mergulhar na mente de assassinos.






O Dominador
 À cada novo livro me apaixono mais pela série. É delicioso acompanhar a vida dos personagens, presenciar suas vitórias, suas derrotas, sua evolução. Ver Rizzoli saindo do casulo, se transformando de uma lagarta não em uma borboleta, aí seria demais, mas em uma mariposa que voa deixando para trás seus complexos, sua insegurança e seu sentimento de rejeição. Tanta dificuldade em se adequar a um mundo ao qual acredita não pertencer, mas no qual tenta conquistar um espaço, nem que seja à força. E Maura, uma mulher que tinha tudo para ser feliz no amor, mas é atraída para as piores ciladas. 




Rizzoli and Isles 
A série é focada na diferença entre as duas personagens e na amizade que as une. Rizzoli não é feia e mal vestida como a dos livros. Pelo contrário, é belíssima. Porém pouco feminina, estourada e corajosa. Já Maura é delicada, intelectual, fina e distraída. Trata-se de um programa leve, uma comédia policial sem muitas pretensões, com um clima ameno, bem diferente dos livros eletrizantes em que foi inspirada. Mas apesar da diferença, é um seriado agradável de se ver de vez em quando.



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sete mulheres que tocaram o terror

Elas fizeram a maldita, aprontaram horrores e tripudiaram em cima da tragédia alheia. Pobres daqueles que se deixaram iludir pela aparência delicada. Sexo frágil, mas a alma venenosa. 


Eve Blackwell
  Perversa, pervertida, perigosa e muitos outros pes a definem. Não nutria sentimentos por ninguém, via as pessoas ou como pontes para alcançar um objetivo, ou como obstáculos que atravessavam seu caminho. Não tinha remorsos, era movida pela ganância e destilava veneno de seus poros, contaminando tudo o que tocava. Foi o flagelo dos Blackwell, o castigo de Kate, mas seu final foi de lavar a alma. (Spoiler) Além de se tornar uma aberração após ter prejudicado tanta gente, inclusive sua irmã gêmea, sofreria a tortura de olhar para o semblante de Alexandra ano a ano e ver a aparência que teria caso seu destino não houvesse sido tão irônico. 





                                         Amy
Antes de tudo advirto que quem não leu Garota Exemplar deve pular essa personagem. O fato dela estar na lista já é um spoiler, mas não tinha como não mencioná-la. Até hoje não consegui entender porque Amy ganhou tantos defensores. Uma psicopata desprezível, que enganou todo mundo, inclusive os leitores e que só espalhou a maldade por onde passou. Sem ser machista, não concordo que uma traição justifique uma vingança tão cruel contra seu marido, sem falar que sua fúria atingiu outras pessoas que não tinham nada a ver com o caso. Amy não é o retrato da mulher moderna e sim um exemplo de quanto um ser humano pode descer e perder a razão quando se dedica a uma vingança mesquinha. 


 Juliana
Às vezes criamos uma cobra dentro de casa sem saber. É o caso de Juliana. A invejosa e amargurada empregada descobre o adultério de sua patroa Luísa e a partir daí passa a chantageá-la. Mas ela não se satisfaz exigindo apenas dinheiro. Usa desse trunfo que tem em mãos para tripudiar em cima de Luísa e assim se vinga da jovem, que além do adultério, cometeu o pecado de ser jovem, bonita e rica. Mesmo não sendo uma personagem das mais carismáticas, é revoltante ver Luísa sofrendo tanto nas mãos de uma mulher tão vil e a falta de empatia de Juliana com o sufoco pelo qual sua patroa tem de passar, numa época em que uma traição justificaria até a morte da esposa adúltera, reduz Juliana a um parasita desprezível aos olhos do leitor. 


Akahsa
Uma vampira milenar que se auto intitula o flagelo da humanidade e resolve aniquilar os homens da face da Terra, a quem responsabiliza por toda a violência do mundo. Para Akasha, o mundo ideal deve ser habitado apenas por mulheres, uns poucos homens a servirem de reprodutores e seu querido Lestat, vampiro mais famoso da obra de Anne Rice, reinando ao seu lado. Os momentos em que a Rainha Dos Condenados corre o mundo massacrando a população masculinas é de causar enjoo tamanho o seu poder de destruição. Com a força que séculos de existência lhe proporcionou ela passa por cima de todos que cruzam o seu caminho como um trator. Tanto poder conduzido por uma mente insana só poderia render um livro vibrante, no qual torcemos alucinadamente para que alguém detenha essa praga em forma de mulher.





Miranda
Depois de conhecer Miranda, você nunca mais vai reclamar de seu chefe. Com seu coração de gelo, a modista não sente nenhum remorso em trucidar as pobres secretárias que passam por suas garras. Especialista em humilhar seus subalternos e qualquer um que esteja numa posição inferior, é daquelas mulheres que fazem as pessoas chorarem de tanta raiva. E o que a torna mais detestável, diz as coisas mais horríveis sem perder a elegância. 

Annie Wilkes
Louca é apelido. Após sofrer um acidente de carro o escritor Paul Sheldon vai parar na casa de Annie Wilkes, uma fã ardorosa de seus livros, que tem um“ carinho especial” pela sua personagem Misery. Porém, o que parecia apenas uma situação desconfortável, com o escritor debilitado, preso por uma nevasca na casa de uma estranha, se transforma numa interminável agonia. Aos poucos Sheldon percebe que a aparentemente bem intencionada enfermeira não tem nada de inofensiva e que a paixão por sua obra é na verdade uma obssessão. Ao descobrir que Paul Sheldon pretende matar sua personagem favorita, Annie mostra seu pior lado e, mesmo não sendo uma personagem sobrenatural, como é comum nos livros de Stephen King, não deixa nada a dever para seus vilões fantasiosos, como A Coisa, Christine e os vampiros de Salem’s Lot. Annie Wilkes representa o lado mais sombrio do ser humano, um poço de escuridão que parece não ter fundo e que está sempre pronto a tragar o incauto que se aproximar.


Sra. Danvers
 Sra. Danvers é a governanta que, devotada à Rebecca, esposa falecida de seu patrão, não vê com bons olhos a chegada de sua nova mulher e atormenta sua vida dentro da mansão. Como num bom romance gótico, nada é feito de modo direto, mas com dissimulação, malícia e frieza. Ela atormenta a nova patroa, mantendo viva a lembrança de Rebecca. Para Danvers, qualquer falha de nova esposa (cujo nome nunca é citado no livro, narrado na primeira pessoa), é colocada em evidência, nenhum defeito passa despercebido e tudo é motivo para enaltecer os predicados da antiga dona da casa. Todo essa hostilidade velada torna a vida da jovem esposa um martírio e em muitos momentos torcemos para que ela se revolte e expulse  a governanta daquela casa. Sra Danvers é daquelas raras vilãs que infernizam a vida do protagonista sem derramar uma gota de suor.